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Momento Empresarial



Publicado em: 09/06/2011

Pode, a princípio, parecer meio estranho ou até mesmo, coisa impossível, mas trata-se da mais pura verdade a afirmação de que muitos dos sucessos de mercado, na área das telecomunicações, informática, do setor automobilístico, e muitos outros, só surgiram a partir de grandes “fiascos”.

Não devemos ter em mente que gigantes como: Apple, Ford, Honda e tantos outros ícones conhecidos mundialmente, nasceram grandes e altamente lucrativos sem que nunca tivessem cometido um erro sequer, de estratégia ou de criação. È claro que sim, e foram através desses erros, muitos deles, grotescos e onerosos, que muitas maravilhas importantes para a consolidação da marca e para altos lucros surgiram.

O importante diante de um insucesso em uma empreitada, que geralmente causa, além de um enorme prejuízo aos cofres da empresa, estresse, acanhamento e, invariavelmente, desmotivação e insegurança para outras investidas, é não se deixar abater e se reestruturar no sentido de reverter o processo. Sabemos que falar é até fácil, mas, como mencionado acima, não há outro caminho nem outra atitude a não ser admitir que pontos como a capacidade e a inteligência para se redimir e dar a volta por cima continuam a disposição e, portanto, devem ser colocados a prova.

No caso de uma indústria, toda vez que algum produto novo é lançado e que, ao contrário do esperado pelos seus criadores, há uma recusa retumbante por parte dos consumidores, o que tem de ser feito? Começar uma guerra de acusações entre as diversas áreas envolvidas? Recolher tudo e jogar numa gaveta e amargar o prejuízo em silêncio? Ou iniciar uma campanha difamatória contra concorrentes e clientes intermediários, no sentido de diminuir ou, disfarçar o fracasso?

Pois bem, nenhuma das alternativas descritas acima se coaduna com o perfil de uma empresa séria e de futuro e que respeite sua própria marca, seus funcionários, acionistas e, principalmente, seus clientes. O correto é partir para uma sólida pesquisa que possa lhe mostrar os “Por Quês” da recusa e da insatisfação percebida.

Ninguém melhor que o próprio cliente para lhe dizer, com propriedade e franqueza, os pontos negativos do seu produto. Só ele poderá lhe apontar detalhes como: Faltou isso, é muito grande, muito pequeno, complicado para manusear, é desconfortável, etc.

Para a empresa que tem vontade de crescer e que sabe dar crédito aos seus consumidores finais, basta coletar essas informações, dadas por eles mesmos, os melhores consultores que poderiam ter conseguido, e redefinir o projeto. Com certeza, o novo produto a ser lançado, estará fadado ao sucesso absoluto, pois estará sendo gerado a partir de pontos que poderiam ser considerados como uma encomenda ou uma necessidade real.

Em outros segmentos, como em um comércio ou uma prestadora de serviços, quando aquela grande negociação, que daria um belo retorno para a empresa e abriria portas importantes para ações futuras, não deu certo e foi preterida em favor de um concorrente, certamente, também gerará um conflito interno de grandes proporções. No primeiro momento, entre calorosas discussões, farpas começam a ser trocadas, indignações e, aquelas colocações de sempre: você poderia ter feito isso, fulano errou ao dizer aquilo, o valor foi mal calculado, e tantas outras improdutivas suposições e argumentações.

Na verdade, é nessa hora que a empresa, através de um líder estratégico e ético, precisa firmemente trazer o problema à mesa, de maneira profissional e desenvolvimentista, enfrentar o problema, com todos participando de forma organizada e responsável.

Nessa situação, o processo deve ser conduzido de forma que fique evidenciada a necessidade de que ninguém tente se esquivar de suas responsabilidades e fazendo com que, juntos, o diagnóstico da falha apareça. Esse procedimento, é claro, não tem como foco, castigos, ironias e punições, mas sim a solidificação da equipe e a construção conjunta do ferramental a ser utilizado nos projetos futuros, com respeito e confiança.

Por isso podemos afirmar que insucessos e fracassos não são desejados, mas, se eles aparecerem de forma inevitável, que não sejam encarados como o fim do mundo. Aproveitem seus ensinamentos, aprendam com eles e com certeza, você virá mais forte, confiante e consequentemente, acertará na mosca.

Sorte a todos!



Luiz Antonio Farina Dias , Consultor Empresarial. Engenheiro, Economista. Pós Graduado em Gerência Empresarial pela FACESM. Pós Graduado em Qualidade e Produtividade pelo Departamento de Engenharia de Produção da UNIFEI. Mestre em Engenharia de Produção pela UNIFEI. Professor Universitário. Para falar com o autor, use o e-mail luizfarina@bol.com.br

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