Conheça os golpes mais comuns no Carnaval 2026, como funcionam e o que fazer para se proteger de fraudes digitais durante a folia.
Fraudes no Carnaval são uma preocupação crescente para os foliões. Segundo a Serasa no Carnaval de 2024 houve uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos. Os golpes vão além do furto de celulares e carteiras. Criminosos usam técnicas cada vez mais sofisticadas para clonar cartões, desviar Pix e roubar dados pessoais em meio à multidão.
Conhecer os golpes mais comuns é o primeiro passo para curtir a folia sem surpresas desagradáveis.
Por que as fraudes aumentam no Carnaval
O Carnaval reúne grandes multidões em espaços públicos, o que cria o cenário ideal para golpistas. A combinação de aglomeração, distração, consumo de álcool e uso frequente de celulares e cartões facilita a ação de criminosos.
Diferente dos furtos físicos, muitas fraudes só são percebidas dias depois, quando a vítima verifica o extrato bancário ou recebe cobranças indevidas. Por isso, conhecer os golpes mais comuns ajuda a identificar situações suspeitas antes que o prejuízo aconteça.
Golpes mais comuns no Carnaval 2026
Os golpes aplicados durante o Carnaval variam em complexidade, mas têm algo em comum: exploram momentos de vulnerabilidade das vítimas. Confira os principais e como funcionam.
Golpe da maquininha
O golpista oferece produtos ou bebidas a preços atrativos. Na hora do pagamento, entrega uma maquininha com visor quebrado, apagado ou pouco visível. O valor digitado é muito maior do que o combinado, e a vítima só percebe depois.
Em outra variação, o criminoso troca a maquininha por outra enquanto distrai o comprador, clonando os dados do cartão.
Golpe da troca de cartão
O vendedor pede o cartão para passar na maquininha e observa a senha digitada. Em seguida, devolve um cartão diferente, parecido, mas que não pertence à vítima. Com o cartão original e a senha, faz compras rápidas antes que o golpe seja percebido.
Tudo acontece em segundos, aproveitando a distração do momento.
Golpe do Pix
Existem variações desse golpe:
• o vendedor mostra um QR Code adulterado, direcionando o pagamento para outra conta;
• o valor exibido na tela do celular do vendedor é diferente do combinado;
• após roubar o celular da vítima, criminosos acessam apps bancários e fazem transferências.
Golpe do beijo
Uma pessoa se aproxima de forma sedutora e beija a vítima. Enquanto isso, um comparsa furta celular, carteira ou documentos. O golpe é rápido e aproveita a distração do momento.
“Boa noite, Cinderela” financeiro
Nessa variação do golpe tradicional, criminosos colocam substâncias em bebidas ou alimentos para deixar a vítima sonolenta ou inconsciente. O objetivo é furtar pertences, acessar o celular desbloqueado e realizar transferências bancárias ou clonar dados de aplicativos financeiros.
Diferente da versão tradicional do golpe, o foco aqui é exclusivamente financeiro.
Fraudes digitais em grandes aglomerações
Além dos golpes presenciais, o Carnaval também é terreno fértil para fraudes digitais. Criminosos exploram a necessidade de conexão e bateria dos foliões para roubar dados.
Wi-Fi falso
Redes com nomes como “Carnaval_Free” ou “Wi-Fi_Bloco” são criadas por golpistas para interceptar dados de quem se conecta. Essa técnica permite capturar senhas, dados bancários e informações pessoais sem que a vítima perceba.
O ideal é evitar redes públicas desconhecidas e usar apenas a conexão móvel (4G/5G) durante a folia.
Totens de carregamento e pagamento por aproximação
Totens de carregamento USB em locais públicos podem ser usados para instalar vírus e programas maliciosos no celular enquanto o aparelho é carregado. Isso acontece porque a entrada USB transmite tanto energia quanto dados, e criminosos exploram essa brecha para acessar informações do dispositivo.
Já a tecnologia NFC (usada em pagamentos por aproximação) pode ser explorada quando criminosos aproximam maquininhas de bolsos e bolsas para realizar cobranças indevidas sem o conhecimento da vítima.
Para se proteger:
• usar carregador portátil próprio em vez de totens públicos;
• desativar o pagamento por aproximação quando não estiver em uso;
• manter o celular em local de difícil acesso.
Como se proteger das fraudes no Carnaval
Algumas atitudes simples reduzem significativamente o risco de cair em golpes durante a folia:
• conferir o valor na maquininha antes de digitar a senha e nunca aceitar visor apagado ou quebrado;
• não entregar o cartão na mão do vendedor; passar pessoalmente na maquininha;
• verificar se o cartão devolvido é realmente o seu;
• preferir pagamento em dinheiro com vendedores ambulantes;
• conferir o valor e a conta de destino antes de confirmar qualquer Pix;
• evitar redes Wi-Fi públicas; usar conexão móvel (4G/5G);
• carregar o celular com carregador portátil próprio;
• desativar pagamento por aproximação quando não estiver em uso;
• não aceitar bebidas ou alimentos de desconhecidos;
• manter celular e carteira em locais de difícil acesso, como doleira sob a roupa.
O que fazer se cair em um golpe
Agir rápido é essencial para minimizar os prejuízos. Veja o que fazer dependendo do tipo de fraude:
Se o cartão foi clonado ou trocado
1. Bloqueie o cartão imediatamente pelo aplicativo do banco ou central de atendimento.
2. Verifique o extrato e anote as transações não reconhecidas.
3. Conteste as compras junto ao banco.
4. Registre um Boletim de Ocorrência (BO).
Se houve fraude via Pix
1. Entre em contato com o banco e solicite o Mecanismo Especial de Devolução
(MED).
2. Registre um Boletim de Ocorrência.
3. Guarde comprovantes e prints das transações.
Se o celular foi roubado
1.Bloqueie o aparelho remotamente pelo Find My iPhone (iOS) ou Encontre Meu Dispositivo (Android).
2. Ligue para a operadora e bloqueie o chip.
3. Altere senhas de e-mail, redes sociais e aplicativos bancários em outro dispositivo.
4. Registre um Boletim de Ocorrência.
Quanto mais rápido os bloqueios forem feitos, menores as chances de os criminosos acessarem contas e realizarem transações.