Impacto do deslocamento na saúde mental leva organizações a monitorar riscos psicossociais; transporte corporativo surge como barreira estratégica contra o burnout e o absenteísmo.
O deslocamento diário entre a casa e o trabalho deixou de ser apenas uma questão logística para se tornar um risco ocupacional monitorado. Com as recentes atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR 1), que coloca o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e a preservação da saúde mental no centro das obrigações empresariais, o transporte fretado surge como aliado estratégico para o cumprimento dessas diretrizes e a retenção de talentos.
O "vilão" da produtividade em números
Pesquisas da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) evidenciam o impacto crítico do trânsito na vida do trabalhador brasileiro. Estudos da CNI (2023) indicam que 36% dos trabalhadores passam mais de uma hora por dia no trânsito. O reflexo na performance é imediato: 55% relatam piora na qualidade de vida e 51% acusam queda de produtividade devido ao tempo de deslocamento.
Essa barreira logística interfere diretamente na aquisição de capital humano, visto que 32% dos profissionais já deixaram de aceitar uma oferta de emprego em razão de problemas de transporte ou locomoção. Complementarmente, a Pesquisa CNT de Mobilidade da População Urbana (2024) mostra um aumento expressivo da percepção do transporte urbano como um problema crônico nas grandes cidades, reforçando a relação direta entre deslocamentos ineficientes e o desgaste cotidiano.
Nesse cenário, o fretamento consolida-se como um benefício que traz conforto, segurança e menor tempo de deslocamento entre casa-trabalho-casa, devolvendo ao colaborador um tempo precioso que antes era desperdiçado no estresse do trânsito.
Saúde mental e a conexão com a CID-11
Essa realidade se conecta à Classificação Internacional de Doenças (CID-11, código QD85) da Organização Mundial da Saúde (OMS), que define o burnout como um fenômeno ocupacional decorrente de estresse crônico no trabalho mal gerenciado. Sob a égide da NR 1, as empresas devem controlar ativamente os perigos à saúde mental, posicionando o transporte corporativo como uma barreira eficaz contra o desgaste do deslocamento urbano.
Tendências para 2026: Tecnologia e Inclusão
O estudo Benchmark de Fretado Corporativo (2025), desenvolvido pela KPMG, reforça que a gestão profissional desse benefício é uma tendência irreversível. Os principais achados incluem:
• Adesão estratégica: Taxa média de ocupação entre 70% e 90% em áreas operacionais.
• Tecnologia e inovação: Crescente adoção de sistemas digitais e apps de monitoramento em tempo real para garantir pontualidade e transparência.
• ESG e Diversidade: Avanço em acessibilidade, com veículos adaptados para colaboradores com deficiência em todos os trajetos monitorados.
"Os dados mostram que eficiência operacional e satisfação do colaborador hoje são indissociáveis. No contexto da NR 1, oferecer transporte onde o colaborador pode descansar e ter previsibilidade é uma medida direta de prevenção de riscos psicossociais. O transporte adequado é o primeiro passo para um dia produtivo e seguro", comenta Antonio Carlos Gonçalves, CEO do Fretadão.
O cenário atual sinaliza uma transformação: inovação, gestão de dados e melhoria contínua tornam o fretamento corporativo um investimento estratégico em governança e capital humano, respondendo aos desafios regulatórios de produtividade no Brasil.
Por: Revista K’Dea 360
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