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Publicado em: 02/03/2020

Ao longo de muitos anos o conhecido ditado, “Tempo é dinheiro”, fez parte da cultura e comportamento das pessoas e famílias.

Entretanto, posteriormente, algumas reflexões e aprendizados, especialmente após o surgimento da sociedade industrial e seus efeitos, nos levou a reconsiderar que, o tempo é capaz de ser, até muito mais importante que o dinheiro.

E as razões para esta nova visão do nosso relacionamento com o tempo decorria de duas novas constatações, ou seja, de que o tempo é inelástico – não podemos ampliá-lo – e irreversível – a saber, de que o tempo não é possível ser resgatado ou recuperado. E, desta forma, o tempo passado não retorna de forma alguma.

Inversamente, nas formas como usamos e nos relacionamos com o dinheiro,é possível encontrar inúmeras formas para “esticar” o seu valor e rendimento, tanto no consumo como nos investimentos.

E também as eventuais “perdas” ocorridas no passado, por decisões equivocadas ou erros na sua aplicação, se tornam passíveis de serem recuperadas com a busca de formas de realocação mais seguras, ou eficazes, de rendimento.

Fica então evidente de que estas duas sabedorias, de caráter popular, não se excluem, mas se mostram bastante complementares.

O conjunto destas observações veio a minha mente ao ler recente estudo sobre preocupações financeiras da geração chamada Y (os nascidos entre 1980 e 1997) feito pela planejadora financeira Karen Carr, da Society of Grownups, especializada em educação e finanças pessoais, localizada em Brookline, Massachusetts, Estados Unidos.

Entre as sugestões contidas no estudo um deles se refere a importância de saber qual o preço – ou valor – do tempo individual.

A forma é proposta por Paula Pant – empreendedora de 32 anos, no setor imobiliário -, e apresenta a seguinte orientação:

“ Para calcular, por alto, quanto vale o seu tempo, corte três zeros do seu salário anual e divida o resultado por dois. Isso equivale a 40 horas por semana por 50 semanas, portanto são 2 mil horas por ano.

Exemplo: se você ganha US$. 60 mil ao ano, seu tempo vale US$. 30 a hora.

Portanto, se um projeto do tipo “faça você mesmo” levar menos tempo do que uma hora, e economizar mais que US$. 30, talvez valha a pena executá-lo”.

O estudo inclui também uma avaliação dos seus hábitos de consumo.

Para Karen, “é de grande importância pensar e avaliar se as coisas que você faz e compra, no dia-a-dia, refletem seus valores. Caso você consiga perceber que seu consumo está bastante vinculado ao seu sistema de valores, esta coerência – entre gastos e valores pessoais – pode aumentar o seu grau de satisfação pessoal além de funcionar, adicionalmente, como um estímulo à poupança”.

Enfim, o que fica bastante claro nos estudos mais recentes sobre a relação que mantemos com o dinheiro, mostra que ele não pode estar desvinculado do projeto de vida de cada pessoa ou família.

Não basta acumular capital sem uma verdadeira e autêntica noção do que produz e dá sentido à nossa vida, como um todo.

E isto deve ser avaliado em todos os papéis que vivemos, - profissional, familiar, conjugal, individual, espiritual e social -.

Pense, reflita e compartilhe estas idéias. Não existem receitas mágicas. Cada um necessita descobrir o que funciona no seu caso.

(Renato Bernhoett)
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