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Publicado em: 30/11/2019

Tenho feito muitas palestras pelo Brasil e normalmente, ao final de cada evento, alguns jovens herdeiros me perguntam: quando iniciar a sucessão? Como conscientizar meus pais de que o momento está perto?

Perguntas dificílimas de responder e que dependem de cada família.

Existe uma brincadeira no meio profissional de empresas familiares que retrata a seguinte história:


Um pai chega e fala para o filho:

– Filho, este é momento mais importante da minha vida. Vou iniciar o processo de sucessão na nossa empresa!

O filho responde:

– Pai muito obrigado por começar a sucessão, mas não sei se tem mais sentido. Você tem 98 anos e eu 70…

É muito comum que os fundadores se vejam como imortais ou que tenham a expectativa de viver até os “250” anos de vida. A empresa é mais um dos filhos dos fundadores, e dessa forma, é natural que este processo seja difícil de ser iniciado, ou nunca tenha início.

Este fato pode ser um grande problema para a sucessão, pois entendo que a melhor estratégia é que a sucessão comece com os fundadores em vida.



Com os fundadores realizando o processo de sucessão, eles poderão atuar como conselheiros dos herdeiros e sucessores, em razão de sua experiência, e monitorar o processo de forma a garantir que os sucessores sejam excelentes gestores e os herdeiros atuem como efetivos membros do conselho. E se não conseguirem viver em sociedade? Neste caso a venda da empresa passa a ser uma das alternativas.

Quando comparamos os anos atuais com a década de 90 esta dificuldade era muito maior, sobretudo pelo motivo de os fundadores não terem muitas informações sobre este assunto e assim não poderem tratar a sucessão da forma mais adequada.

Com o volume de informações e empresas especializadas em sucessão este quadro está mudando, pois a família pode discutir mais cedo a passagem do bastão e o nível de sucesso da troca da geração aumentar.

A taxa de sucesso é 33% em relação à troca da primeira para a segunda geração e com base na minha mais recente pesquisa quando as empresas passam por um processo planejado de ações este número pode subir para 68%. Aparentemente um bom resultado em relação aos 33%, mas note que ainda teremos 32% dos casos que não terão êxito na sucessão.

Pense nisto. Quanto mais cedo iniciar o processo de sucessão, com os fundadores presentes, e se possível assessorado por especialistas, os resultados tenderão a ser melhores.
(Armando Lourenzo)
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