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Publicado em: 09/10/2019

Para atrair franqueados com menos recursos e chegar a novos mercados, grandes marcas aumentaram o investimento em microfranquias, unidades em estabelecimentos pequenos, quiosques, ou dentro de outra loja, no formato "store in store".

De acordo com um levantamento deste ano da ABF (Associação Brasileira de Franchising), as microfranquias, assim classificadas quando exigem um investimento inicial de até R$ 90 mil, cresceram 8% em 2018.

Para trabalhadores autônomos e empreendedores iniciantes, o modelo é atraente.

Mas, apesar de o investimento ser menor, o trabalho pode ser até maior do que em uma empresa grande. 

Em média, as microfranquias operam com quatro funcionários, o que quase sempre obriga o empresário a colocar a mão na massa.

Ele precisa, assim, ter versatilidade para assumir várias tarefas do dia a dia do negócio, como o atendimento direto aos clientes e a busca por novos parceiros comerciais.

Não é um empreendimento para qualquer um.

"Antes de investir, a pessoa precisa entender o próprio perfil: quer colocar a mão na massa ou ter uma equipe?

É melhor no gerenciamento de pessoas ou no contato direto com o consumidor?", exemplifica Adriana Auriemo, diretora de microfranquias da ABF.

Se autonomia for uma das prioridades, os negócios no modelo "home-based", que são operados de casa ou com atendimento domiciliar, são os mais indicados.

No caso de empresas com loja física, muitas vezes o próprio empreendedor é o responsável por abrir e fechar o negócio diariamente.

Por isso, a pessoa tem menos flexibilidade de horário se comparada a um franqueado de modelo tradicional, afirma o economista e consultor do Sebrae Sergio Dias. 

Quando a professora Vivian Rohlfinge investiu R$ 14 mil para ser franqueada da The Kids Club, rede de escolas de inglês focada no público com idades entre 1 e 12 anos, acumulou as tarefas de um emprego de representante comercial e a administração das contas da franquia. 

No início, era o marido de Vivian quem lecionava para os 35 alunos da escola.

O valor investido na microfranquia incluiu materiais didáticos e o direito de uso da marca.

Dois anos depois, toda a dinâmica foi modificada.

O número de alunos triplicou, Vivian pediu demissão do trabalho e passou a se dedicar integralmente ao negócio. 

A empresária afirma que acertar parceria com as escolas é um dos maiores desafios que enfrenta."É difícil explicar nosso trabalho e torná-lo conhecido e reconhecido.

Muitas escolas investem o mínimo possível na educação", diz Vivian, que hoje fatura em média R$ 90 mil por mês, tem oito funcionários e mais de 400 alunos.

Trabalho à parte, as microfranquias tendem a pesar menos no bolso do que outro tipo de empresa. Como toda franquia, garantem ao empreendedor o apoio da rede e um modelo de negócio mais testado. 

"Quando o empresário faz as contas, percebe que é mais barato pagar a taxa da franquia e os royalties do que gastar, por exemplo, com uma empresa de design", afirma Adriana, da ABF. 

Outra vantagem do modelo para o empresário é a negociação em rede.

Como as compras são em escala, o franqueado acaba conseguindo preços menores.

Franquias mais baratas, com investimento inicial aproximado de R$ 5.000, são cobiçadas principalmente por empresários que atuam de maneira informal.

Ainda que o investimento seja pequeno, é prudente que o interessado tenha uma reserva financeira equivalente a 100% do valor aplicado, para manter o negócio até a consolidação do ponto e da marca e, se necessário, enfrentar momentos de crise.

Quando trocou o trabalho num centro automotivo por duas unidades da empresa Home Angels, que presta serviço de cuidados para pessoas idosas, o administrador Dennys Tiba usou 30% do dinheiro que havia guardado para montar um negócio.

As duas franquias exigiram investimento de R$ 50 mil.

O centro automotivo havia perdido faturamento, e o administrador entendeu que havia carência de serviço de cuidados para idosos. Foi decisivo para a escolha o fato de que o negócio não exigia investimento em um ponto comercial-- os idosos são atendidos em domicílio."Em oito meses, recuperei o valor investido", afirma Dennys, que atualmente fatura R$ 160 mil por mês.
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