AECambuí | CDL
Associação Empresarial de Cambuí






QUEM SOMOS | SERVIÇOS | ASSOCIADOS | PROFISSIONAL AUTÔNOMO | EMERGÊNCIA CAMBUÍ | CONTATO
Ligue para AECambui » (35) 3431-3046
» Revista "O Empresário"
» Banco de Currículo
» Últimas Notícias
» A legislação e o empresário
» Auto-Ajuda
» Comportamento
» comunicação
» Conselhos Úteis
» Consultas Boa Vista SCPC
» Finanças ao seu alcance
» Jurisprudência
» Momento Empresarial
» Vida saudável
» Turismo
» Fotos da Cidade
» Fotos dos Cursos
» Memória Viva


VOLTAR
Últimas Notícias


Publicado em: 24/09/2019

O telefone toca, o e-mail é respondido ou uma nova mensagem chega no WhatsApp. É a pessoa responsável pela área de recursos humanos que deseja convidar você para participar da próxima etapa do processo seletivo que se candidatou: a entrevista e um misto de emoções surge neste momento.

A felicidade por ter passado pela fase da análise de currículo, testes ou até dinâmicas de grupo e a insegurança de enfrentar o recrutador.

A psicóloga Taís Targa, especialista em carreira e recolocação, destaca que somente o fato do profissional saber que será avaliado já é suficiente para deixá-lo inseguro. Se estiver em uma situação de desemprego, as incertezas e a ansiedade são ainda maiores, pois “todas as esperanças de ter um sustento para sua família dependem destes 30 ou 60 minutos”.


Se preparar é essencial antes da entrevista. O primeiro passo é pesquisar sobre a empresa, conhecer o segmento em que ela atua e seus clientes, seus valores, propósitos e desafios. A internet ajuda e muito nessa pesquisa.

Conversar com quem já trabalha na corporação também pode ser uma boa estratégia, desde que a pessoa seja conhecida. “Não adianta mandar contato inbox no Linkedin para todo mundo, um contato frio, pedindo referências e informações sobre a empresa”, orienta a especialista.

Além disso, uma boa noite de sono e o apoio da família como incentivo, são fundamentais para o dia da entrevista. “O estado mental vai determinar a qualidade da entrevista. Mesmo nervoso, o candidato deve entrar com uma postura ereta, sorriso no rosto, brilho nos olhos e como um vencedor”, recomenda Taís.

“É preciso respirar durante a conversa, pois assim mais oxigênio é enviado para o cérebro, que irá enviar comandos para o corpo entender que está tudo bem”, ressalta.

Antes de começar o bate-papo com o recrutador, o candidato pode perguntar qual será o tempo disponível para a entrevista. Assim, poderá se programar mentalmente para ver se dará mais detalhes ou não sobre os assuntos questionados. O profissional deve sempre responder o que está sendo perguntado, enfatizar a sua experiência e tomar cuidado para não ser prolixo ou falar pouco, o ideal é ter equilíbrio.

“O estado mental vai determinar a qualidade da entrevista. Mesmo nervoso, o candidato deve entrar com uma postura ereta, sorriso no rosto, brilho nos olhos e como um vencedor”

No caso de níveis hierárquicos mais altos é preciso fazer uma análise estratégica da empresa, mostrar capacidade e condição de gerar bons resultados rapidamente. Para níveis mais baixos, apresentar resultados é importante, mas mostrar o seu potencial e o que fez em outras empresas é um diferencial. “Depois da entrevista é necessário fazer uma reflexão, sem se martirizar pelos erros, para ficar cada vez melhor”, acrescenta a psicóloga.

Segurança na entrevista foi determinante para entrar em multinacional

Formada em administração, P. S., de 33 anos, lembra que ao se candidatar a vaga em um banco multinacional, pesquisou sobre a empresa e o momento do setor bancário na internet e conversou com pessoas que passaram pelo mesmo processo seletivo ou semelhante. De olho na possibilidade de crescimento e nos benefícios, ela não se intimou com as várias etapas realizadas.

Após a candidatura pela internet, foi necessário fazer um teste online de português e outro de inglês, uma entrevista por telefone, uma dinâmica em grupo e, por fim, a entrevista final com a gerente geral da agência. Ao todo, o processo demorou cinco meses. “Eu sabia da grande concorrência, mas me sentia preparada. Apenas achei demorado”, confessa.

O único fator que a preocupou foi a idade – na época tinha 23 anos e os estagiários normalmente entravam com aproximadamente 18 anos. “Tinha um pessoal participando que era bem mais novo e bem qualificado, alguns até com indicação. Mas acho que o que valeu bastante foi a dinâmica e a entrevista. Mostrei motivação, vontade de aprender e crescer, iniciativa e que eu tinha objetivos dentro da instituição”, destaca a profissional, que hoje ocupa o cargo de gerente de empresas no banco.

Simular entrevista ajuda a elaborar respostas para possíveis questionamentos

Taís explica que um dos principais motivos de preocupação para os candidatos no momento da entrevista são as perguntas interpessoais relacionadas a assuntos como pontos positivos ou a desenvolver, qualidades, defeitos, planejamento futuro e a temida “por que eu deveria contratar você”.


Para perder o medo e estar preparado para responder qualquer questão, a especialista recomenda treinar com outra pessoa, como se estivesse fazendo uma entrevista de verdade. A simulação pode ser gravada para que o profissional possa se autoavaliar, identificar seus erros, conferir a sua postura e o tom de voz. Este também é o momento para repensar as respostas para as perguntas mais difíceis.

A psicóloga lista algumas das principais perguntas feitas durante entrevistas e recomenda que o candidato responda a cada uma mentalmente para estar afiado quando chegar o momento da entrevista. Confira:

– Fale-me da sua formação, por que escolheu estes cursos de graduação e pós-graduação?

– Se pudesse voltar no tempo, faria outra graduação?

– O que você pretende fazer em termos de reciclagem profissional para os próximos 5 anos?

– Faça um resumo da sua trajetória profissional.

– Você já teve que atuar em um ambiente de extrema pressão? Como foi esta experiência?

– Se já exerceu liderança: Como é o seu perfil de líder ou gestor?

– Se não precisasse de dinheiro e pudesse escolher qualquer trabalho no mundo, qual atividade profissional escolheria?

– O que te motiva a levantar da cama todos os dias?

– Descreva os pontos que ainda precisa lapidar (suas competências comportamentais que precisam de atenção). Não vale falar perfeccionismo.

– Se eu pegasse meu telefone agora e ligasse para o seu último chefe, o que ele falaria sobre você? Quais seriam os pontos fortes e fracos que ele apontaria?

– Qual foi o livro que leu que foi mais marcante na sua vida?

– Por quais motivos as pessoas te solicitam ajuda no trabalho e fora do trabalho?

(Carla Bastos Dias)
AECambuí | CDL - Associação Empresarial de Cambuí
Agência WebSide