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Publicado em: 07/03/2019

Em pesquisa realizada pelo SENAI no ano passado, trinta novas profissões devem ser criadas,muitas delas vinculadas à internet. Já o resultado da pesquisa realizada pela SEMESP, instituição vinculada ao Ensino Superior, afirma que cursos tradicionais, como direito, administração, podem ser extintos ou modificados até 2030.

Surpreendentemente, as profissões tradicionais em linha de transformação ou extinção e que ainda desempenham um peso considerável na opção das famílias para os seus filhos são as opções mais procuradas em época de vestibular. Só nas Universidades Federais, os 2 cursos mais concorridos na escolha dos candidatos no Sisu deste ano de 2019 foram Direito e Administração.

Por outro lado, esta transição para os mais jovens talvez não seja tão perceptível. O fato da nova geração nascer e crescer em um ambiente inserido nas novas tecnologias, na internet, em que as redes sociais, tornaram uma extensão de seu lar, e o acesso a um número inimaginável de conhecimento e de ferramentas tecnológicas devem facilitar esta transição.

Por outro lado, para aqueles das gerações anteriores à popularização da internet ainda é um desafio estar atento a esta nova realidade e estar adequado às novas exigências do mercado.

Profissões versus Rentabilidade

Os debates em torno dessa questão tem sido constantes. Mas a pergunta crucial não é apenas saber quais profissões estarão ou estão em alta, mas se nós estamos preparados para isto. A busca por profissões tradicionais demonstram uma provável constatação que ainda vigora entre as famílias brasileiras de que as profissões mais tradicionais como direito, administração, medicina ou engenharia são mais rentáveis e estáveis.

Embora este não seja o foco desta reflexão, a visão tradicionalista dos pais e responsáveis de gerações mais antigas terminam por não dar prioridade aos interesses, às capacidades e aos sonhos dos jovens.

Sabe-se que a questão da alta rentabilidade não está, necessariamente, relacionada a escolha por uma profissão tradicional, mas ao empenho, esforço, à capacidade de síntese e à disciplina exigida ao individuo. Haja vista os resultados vultosos de empreendedores que focaram na internet e em aplicativos, como Uber e Facebook. Se pensarmos assim, qualquer profissão torna-se rentável. A grande diferença está em se tornar uma referência em sua área de atuação.

O que faz um profissional se distinguir da maioria?

Agora a pouco, eu estava escrevendo um pequeno artigo sobre o ensino de história nas escolas, em atenção ao meu outro campo de atuação, que é a pesquisa e o ensino de história. Ao buscar referências sobre os métodos de aprendizagem, deparei com a conhecida Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner.

Ao derrubar a noção de que a inteligência só podia ser medida com base no Quociente de Inteligência (QI), com a valorização da dimensão lógico-matemático, Gardner abriu espaço para que os diferentes interesses, comportamentos e níveis de cognição pudessem ser observados conforme suas habilidades e não pelo seu QI.

Para Gardner, todo o indivíduo possui múltiplas inteligências, que a depender do estímulo, pode se sobressair uma acima às outras, o que não significa que a pessoa não seja capaz. Das nove inteligências pensadas pelo pesquisador norte-americano, entre elas, a lógico-matemática, a cinestésica, a linguística, a interpessoal, Gardner pensou sobre as cinco mentes úteis no futuro, ou como sugere, as qualidades que serão valorizadas no futuro. O livro sobre este tema, As Cinco Mentes para o Futuro, foi escrito em 2007, mas ainda se mantém atual.

Nos dias de hoje, os profissionais mais valorizados são aqueles que resolvem problemas dentro da organização, sejam eles funcionários ou terceiros. A maioria dos funcionários e executivos que fazem parte da força de trabalho em uma organização são aqueles que mantém os processos operando, contudo à medida que os problemas de difícil resolução, o modelo mental voltado para a criatividade, inovação exigem uma postura mais firme e as empresas recorrem àqueles que, de fato, têm senso de prático, visão sistêmica do negócio e são realizadores, ou seja, não postergam os problemas.

Diante destes desafios futuros pensados por Gardner, a retomada de suas ideias aqui chegam para abrir os olhos em nosso presente. Para Gardner, as cinco mentes precisam andar juntas. As empresas requerem que os profissionais sejam mais do que especializados, tenham uma visão sistêmica, mas que seja sintetizadora. Diante da pluralidade de informações e dados, o olhar do profissional precisa estar atento às diversas esferas, mas precisam também desenvolver uma mente criativa, integrando-se à mente ética e respeitosa. Elementos essenciais para o convívio dentro e fora das organizações.

Retomando à problemática inicial, você, leitor, já parou para pensar se VOCÊ está preparado para estes novos processos de mudança?

(Danielle Lacerda)
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