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Publicado em: 01/03/2019

O mercado cada vez mais competitivo vem provocando profundas transformações nas empresas. O ambiente está continuamente se modificando e a empresa moderna deve buscar a melhoria contínua e a eliminação de desperdícios. No processo de melhoria contínua, para sobreviver no mercado acirrado, a eliminação de desperdícios é fator de fundamental importância, que muitas vezes pode determinar o sucesso ou o insucesso da organização.

Esses desperdícios quando são "visíveis" como por exemplo: desperdício de matéria-prima; desperdício de tempo trabalhado; desperdício com produtos defeituosos; desperdício com consumo descontrolado de energia, entre outros, ou seja, tudo aquilo que é consumido de forma não eficiente e não eficaz, ficam palpáveis e mais facilmente identificados.

Porém, nosso assunto deste artigo, são os "custos invisíveis", ou seja, àqueles que não são facilmente identificados e difícil de serem mensurados. No controle e avaliação da empresa moderna, sem dúvida, a mensuração dos desperdícios e das atividades que não agregam valor aos produtos ou serviços deve ser um desafio constante a ser perseguido.

Neste contexto, detectar e diminuir/eliminar esses "custos invisíveis" é uma árdua tarefa da gerência/empresário e que exige muita especialização e competência, não só dos processos internos da empresa bem como, de excelência em liderança e de vida fora da empresa. São muitos os "custos invisíveis" existentes nas organizações.

Em meus trabalhos de pesquisa e consultoria identifiquei cerca de 25 destes custos.

Relacionei neste artigo 7 "custos invisíveis" que são comuns à maioria das organizações, independente de seu porte ou ramo de atuação. São eles:

1. Custo da diferença entre o discurso e a prática na empresa -

"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Este velho bordão definitivamente deve ser eliminado. A credibilidade está em jogo. Faça o discurso idêntico à sua prática.

2. Custo da arrogância e da postura de sempre ser o dono da verdade -

Não seja sempre obrigado a ter razão. Isso é uma barreira à aprendizagem e por consequência à mudança e à inovação. Não ser obrigado a ter razão, ao contrário, dá liberdade para ousar e pensar “fora da caixa”.

3. Custo da falta de criatividade e de imaginação -

No atual mercado concorrido como está, globalizado como está, competitivo como está, não ter criatividade e imaginação é a chave para o insucesso. Produtos e serviços novos a cada dia chegam em nosso smartphones provocando uma verdadeira revolução. Incentive a criatividade na empresa.

4. Custo de utilizar mal os talentos que têm na organização -

Identificar os talentos dos colaboradores e maximizar o uso destes talentos em prol da organização é um desafio gigantesco a ser superado. A pessoa certa no lugar certo traz enormes benefícios para a empresa. Não adianta promover alguém que não tenha as competências para um novo posto, apenas para ganhar um salário melhor. A organização perde duas vezes: perde o bom profissional no posto antigo e não ganha um bom profissional no posto novo.

5. Custo dos mal-entendidos e da comunicação falha, ou seja, o custo da "fofoca" -

A comunicação deficiente e não transparente é uma praga nas organizações. O famoso "rádio corredor" é muito prejudicial às estratégias da empresa. Ser transparente e evitar a fofoca elimina o mal-entendido além de produzir um ambiente positivo na busca do atingimento dos objetivos. Seja claro e objetivo nas informações relevantes à empresa.

6. Custo da falta de integração entre funcionários novos e veteranos -

Aliado com o custo anterior, manter uma boa integração entre todos funcionários é uma medida salutar. A experiência dos mais antigos deve servir de inspiração aos mais novos. Por outro lado, as novas ideias não devem ser descartadas por antecipação. O velho chavão "mas sempre fizemos assim" não deve ser tomado como definitivo. As coisas mudam e evoluem muito rapidamente. Por isso, a integração de funcionários novos e veteranos é um bom caminho para eliminar desperdícios.

7. Custo da obsolescência do conhecimento -

O conhecimento é o conjunto de informações que o indivíduo adquire por meio da sua experiência, aprendizagem, crenças, valores e insights. Pois bem, não estudar, não valorizar a prática do dia-a-dia, não aprender com os erros (esses acontecem muito nas empresas), não respeitar os valores da empresa e da sociedade, não ouvir os mais antigos, não prestar atenção nas mudanças do mundo, entre outros, é um custo fatal para a organização.

É sim responsabilidade do indivíduo atualizar-se e buscar o aprendizado. Porém a organização pode e deve promover palestras, cursos de capacitação, atividades culturais, atividades de responsabilidade social, tudo isso evitará a obsolescência do conhecimento e esse custo que pode impregnar-se na organização.

Portanto, observar e buscar sempre a melhoria contínua é fator decisivo para as organizações. A inabilidade de muitos gerentes/empresários é a causa da maioria dos problemas com a gestão de custos.

É preciso "enxergar" esses custos invisíveis e agir com sabedoria sobre eles.

Não protele, faça um plano, estabeleça metas, envolva as pessoas e assim você conseguirá extrair mais da equipe e ao mesmo tempo estará "enxergando os custos invisíveis".

(Mário Mello)
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