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Momento Empresarial



Publicado em: 11/12/2011

Em qualquer atividade empresarial, indústria, comércio e serviço, uma tarefa essencial e estrategicamente necessária é a de delegar funções e responsabilidades por parte de empresários entre seus colaboradores. Não disse nada de extraordinário e que não seja do conhecimento de todos vocês.

O problema é que para muitos empresários, isso representa algo complicado e temerário. É um verdadeiro dilema, e que se torna um martírio para eles e para os comandados. O que deveria ser uma ação inteligente e administrativamente correta se transforma numa guerra de nervos e com resultados danosos para as duas partes.

Normalmente nas pequenas empresas, percebemos, em escala maior, a resistência por parte de seus líderes quanto a entregar determinadas atividades a um funcionário e até mesmo a um cônjuge ou filho. Não que seja desconfiança quanto à honestidade das pessoas, mas sim, temor de que o resultado não saia corretamente conforme ele espera e cujo qual está acostumado há anos.

Isso é muito normal de se encontrar e, até compreensível, se entendermos que para uma pessoa que criou seu negócio sozinho, desenvolveu ali seus arquivos, pastas, etc. e implantou toda uma sistemática de gerenciamento, de uma hora para outra, entregar a terceiros, é difícil mesmo, assim, de imediato.

O que se espera de um líder empresarial nos dias atuais, em função da evolução natural do mecanismo administrativo, que exige agilidade, assertividade e competitividade, é um esforço na capacidade de conceber novas idéias e uma busca por sua atualização a respeito. É necessário que ele entenda que, com o crescimento do empreendimento e com a missão de tornar a empresa mais afinada com as exigências do mercado, dos órgãos oficiais, dos fornecedores e, mais ainda, dos clientes, torna-se imprescindível uma empreitada no caminho da adequação, aprendizado e quebra de seus paradigmas.

Ao contrário do que muitos pensam, a tarefa da delegação de funções e responsabilidades, exige da parte de quem irá tomar a decisão de procedê-la, além de muito critério, estudo e confiança. Estudo, no sentido de saber dimensionar as cargas de tarefas a serem repassadas aos colaboradores e, confiança, a certeza de que aqueles que as receberão, darão conta do recado e não irão decepcioná-lo, muito menos comprometer a empresa.

Por isso é que podemos alertar quanto à necessidade de aprendizado neste quesito, como também, de empenho e interação com todos os funcionários, por parte dos líderes e gerentes. Como em todas as ações a serem tomadas por lideranças e, não importa o tamanho da empresa, nem o segmento, deve-se evitar erros. É claro que falhas e enganos podem ocorrer, porém, tudo aquilo que é precedido por análises, avaliações e critérios, tende a fazer com que não ocorram.

O líder também deve, além dos pontos já citados, ter a sensibilidade de entender que em decisões dessa natureza, além do cuidado com a imagem da empresa e com perdas financeiras e materiais, deve zelar pela integridade dos envolvidos. Refiro-me à frustração gerada no funcionário que, errônea e precipitadamente, foi destacado a executar algo além de sua capacidade ou com volume inicial indevido. Muitas vezes, em situações desse tipo, perde-se tempo, dinheiro e, um bom e promissor funcionário.

O líder se revela nessas horas. Quando demonstra capacidade e humildade em avaliar, constatar e mudar. O mais importante é o fato de que paradigmas e resistências quanto a delegar tarefas e cargos a funcionários e parceiros e, principalmente, confiar neles, desaparecem proporcionalmente ao preparo e maturidade dos líderes responsáveis.

Portanto, delegar não é tarefa difícil. É tarefa de líder.



Luiz Antonio Farina Dias , Consultor Empresarial. Engenheiro, Economista. Pós Graduado em Gerência Empresarial pela FACESM. Pós Graduado em Qualidade e Produtividade pelo Departamento de Engenharia de Produção da UNIFEI. Mestre em Engenharia de Produção pela UNIFEI. Professor Universitário. Para falar com o autor, use o e-mail luizfarina@bol.com.br

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