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Momento Empresarial



Publicado em: 01/11/2011

Se existe uma relação que merece todo cuidado, é a relação entre duas pessoas que são sócias em algum empreendimento. Isso não é difícil de entender, porém, na maioria das sociedades que encontramos por ai, essa relação não é tão amistosa. O pior, é que ela segue de uma maneira onde muitos problemas e mágoas vão se avolumando, gerando a própria deteriorização do negócio e da convivência entre as pessoas.

Normalmente as sociedades nascem entre amigos, parentes e, em muitos casos, dentro da própria casa, com maridos ou esposas e filhos. Alguém tem uma idéia, acredita nela, ou por ter alguma afinidade com um trabalho já desenvolvido, ou por ter visto algo similar e que tenha chamado muita a atenção. Nesse momento, a empolgação é enorme e tudo sinaliza para o sucesso pleno e rápido. Nessa hora as oportunidades e lucros não dão espaço para dúvidas e perdas, muito menos para decepções.

É isso. Nasceu uma empresa. Tudo novinho, bem arrumado, festa de inauguração, e os sonhos acompanham em igual proporção.

Nós já conversamos muito sobre, administração, relações humanas, trabalho em equipe, planejamento, comunicação e uma série de outros pontos que são inerentes ao desenvolvimento de qualquer empreendimento. È de fácil compreensão e conhecimento, que todos esses pontos são fundamentais para o bom andamento de uma organização empresarial, seja pequena ou não. Aliás, as empresas nascentes nunca chegarão à maturação ou crescerão, se não adotarem passos obrigatórios de gerenciamento e administração.

A empresa nasce conforme dissemos e, invariavelmente, sem um estudo prévio e minucioso do negócio. Não se faz um plano de negócio, não são avaliados os riscos, e também não há uma clara divisão de funções e responsabilidades entre seus entusiasmados criadores. Este ultimo ponto citado, sem dúvida, é o que mais implica na rede de intrigas e divergências entre sociedades. Sem que percebam, as ações começam a se embaralhar e os funcionários e fornecedores passam a não saber mais o que e como agir dentro da empresa. Esta balburdia toda, com toda certeza, irá refletir no desempenho com os clientes.

Assim como em um casamento, na sociedade firmada entre amigos ou parentes, a clareza de objetivos, a boa vontade em ceder em certas situações e a paciência de parte a parte nos momentos de equívocos e divergências de idéias, deverá sempre existir. Havendo o respeito e, acima de tudo, a confiança na sociedade, a chance dos conflitos serem mínimos será bem maior e quando ocorrerem servirão de aprendizado e crescimento.

Também como no casamento, as pessoas que constituem uma sociedade empresarial, devem se organizar e adotar mecanismos de condução e convivência, através de uma comunicação clara entre eles, com transparência de atos, idéias e discussões profissionais e respeitosas sobre os pontos de vista.

Os sócios devem ter suas funções e responsabilidades, pertinentes ao conhecimento, formação ou experiência de trabalho de cada um, e as respectivas funções devem ser executadas da melhor forma possível, com liberdade e autonomia.

Quanto a isso, penso estar bem claro. Agora, o importante é que os resultados e as ações de cada um sejam repassados na sua totalidade e sem reservas, em reuniões sistemáticas e com os dados dispostos em relatórios objetivos. Isso, não configura burocracia, muito menos, perda de tempo e sim, faço questão de enfatizar, trata-se de organização empresarial e respeito. Com este comportamento não surgirão dúvidas, desconfianças e, obviamente, conflitos na empresa.

Agindo desse modo, os sócios se fortalecem, a sinergia cresce e o desenvolvimento se torna uma conseqüência natural. Podemos afirmar que o exemplo dado pelos patrões fará com que a equipe de funcionários seja coesa e comprometida, sem disputas desnecessárias.

Aquela amizade de anos, muitas vezes, de infância, não pode ser desfeita por uma empresa que acabou de ser criada, em hipótese alguma. O mesmo pode-se dizer nos casos de sociedade familiar, onde as desavenças, as vaidades exacerbadas e o autoritarismo, podem dividir e até destruir famílias.

Ela deve sim, unir e gerar frutos para gerações posteriores.



Luiz Antonio Farina Dias , Consultor Empresarial. Engenheiro, Economista. Pós Graduado em Gerência Empresarial pela FACESM. Pós Graduado em Qualidade e Produtividade pelo Departamento de Engenharia de Produção da UNIFEI. Mestre em Engenharia de Produção pela UNIFEI. Professor Universitário. Para falar com o autor, use o e-mail luizfarina@bol.com.br

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