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Comportamento



Publicado em: 24/07/2015

Está tudo errado. Há muito tempo, ou desde sempre. A verdade é que não sabemos nos comportar como cidadãos. Não respeitamos as regras. Achamos, cada um de nós, a seu modo, mais especial e mais merecedor que os outros. E esse mau comportamento é democrático. Não vê condição financeira, raça, religião ou gênero. A verdade é que somos mal-educados o tempo todo. Ignoramos o outro, lutamos desesperadamente para levar pequenas vantagens, para resolvermos o nosso problema imediato sem dar a menor importância para o coletivo.


O ônibus segue na contramão, o motorista sabe perfeitamente que não deve, não pode, mas faz aquela infração todo dia, toda vez que passa por aquela rua. E quando mata, como matou esta semana, um bebê, no colo da mãe, culpa o engarrafamento e qualquer coisa, menos a si mesmo, e a sua irresponsabilidade. E é sempre assim.

O caminhão de coco, que para na ciclovia da orla para descarregar o produto, também se acha no direito de interditar a ciclovia. Afinal, ele está trabalhando e quem está se exercitando que se dane. A cidadã de chapéu de sol e óculos escuros de grife, que acabou de comprar sua bicicleta elétrica, fala mal da corrupção, se acha politicamente correta, mas não vê nada demais em circular nas calçadas, entre os pedestres. E ainda se perdoa pelo ato infracional porque não está poluindo o planeta. Mas está colocando em risco a vida dos outros. Outros? Que outros?


O entregador da farmácia ou de água mineral, com sua velha bicicleta, também se acha no direito de usar a calçada como pista porque está trabalhando e precisa chegar logo. Os pedestres não reclamam, não protestam porque, no fundo, se andassem de bicicleta fariam a mesma coisa. E, de certa forma fazem, porque quando trocam de posição e estão dirigindo são os primeiros a avançar o sinal, a acelerar quando o sinal fica amarelo, fecham os cruzamentos...

E o não cumprimento das regras não é característica do homem ou da mulher. É de todos. E como fica tudo por isto mesmo, qual o problema? Seguem todos como se nada houvesse de errado no seu erro. Afinal, quem erra é o outro. E tem os que reclamam ao dar gorjeta ao entregador ou ao garçom, mas acham tranquilo oferecer suborno ao guarda para não serem multados, dobram a gorjeta ao flanelinha para conseguir vaga, abrem mão do talão do estacionamento, não exigem nota fiscal e quando recebem o ticket jogam fora de qualquer jeito. Afinal, só guimba de cigarro é que não pode jogar no chão porque a prefeitura multa. Como a pessoa se acha politicamente correta e não fuma, está tudo certo. Certo para quem mesmo? Fala sério!

(Leda Nagle)



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