AECambuí | CDL
Associação Empresarial de Cambuí






QUEM SOMOS | SERVIÇOS | ASSOCIADOS | PROFISSIONAL AUTÔNOMO | EMERGÊNCIA CAMBUÍ | CONTATO
Ligue para AECambui » (35) 3431-3046
» Revista "O Empresário"
» Banco de Currículo
» Últimas Notícias
» Campanha: Ano Novo, Dívida Zero
» Comportamento.
» Comunicação
» Concurso Vitrine Premiada 2020
» Conselhos Úteis
» Consultas Boa Vista Serviço - SCPC
» Finanças ao seu alcance
» Jurisprudência
» Momento Empresarial
» Promoção Compre Aqui
» Vida saudável
» Turismo
» Fotos da Cidade
» Fotos dos Cursos
» Memória Viva


VOLTAR
Comportamento.



Publicado em: 18/11/2020

A impaciência é péssima para as oportunidades. Quando estamos no início da carreira, jovens, temos uma dificuldade enorme para entender isso. Queremos pular etapas – às vezes, inconscientemente – e assumir cargos de liderança, empreender, ter “sucesso” profissional. Queremos ser o melhor, o mais rapidamente possível.

Não há nada de errado em querer crescer e evoluir, mas precisamos de tempo e treino em tudo em que nos propusermos a sermos bons. Não chegaremos lá só pela intenção, pela vontade. Precisamos ralar, precisamos gastar sola de sapato, precisamos de horas.
Sou uma pessoa ansiosa e de muita energia, mas cada dia mais aprendo a valorizar a difícil combinação entre ter paciência e ter atitude. Vou tentar explicar.
A atitude impaciente às vezes nos ajuda a questionar o status quo das coisas, a questionar para tentar fazer melhor, para evoluir, para inovar.
Mas essa impaciência, quando se diz respeito à evolução profissional, pode levar a desistências no momento em que se estava quase no objetivo. Pode levar a parar no primeiro obstáculo que pareça intransponível.

O caminho mais fácil realmente é desistir das dificuldades, mas no desenvolvimento profissional muitas das vezes somos provados a insistir e perseverar. O imediatismo atropela todo o caminho – inclusive das falhas – que precisamos percorrer para alcançar verdadeiramente um objetivo. “Metade do que separa os empreendedores bem-sucedidos dos não sucedidos é pura perseverança”, afirmou Steve Jobs.


Para perseverar é preciso ter… paciência!
Não podemos negligenciar a importância de entrar a fundo nos assuntos, nas habilidades que temos que aprender, na maturidade e na inteligência emocional que precisamos adquirir.
Tudo isso requer tempo. Um bom exemplo está no livro “Outliers – Fora de Série”, de Malcolm Gladwell. O autor fala de uma pesquisa feita com músicos, atletas e profissionais de várias áreas diferentes, que constatou que precisamos de 10 mil horas de dedicação
para ficarmos realmente excelentes em alguma coisa.
No esporte temos o mesmo cenário. Muitas vezes começamos um esporte novo, vemos uma pessoa prosperar e acreditamos que seja por talento. Em 99% das vezes, é treino, mais treino, mais treino, mais treino. Significa repetir muitas vezes cada situação para que, na hora H, tenha segurança de decidir o que fazer, rapidamente.

A evolução no esporte só acontece por meio da prática rotineira, das horas reservadas para aperfeiçoar as habilidades como atleta.
É aí que entra muita mão na massa, muito TBC – “tirar a bunda da cadeira”, como já falei aqui várias vezes. A ação precisa acontecer por um longo período para que a gente possa colher frutos disso.

Antissemitismo
Um dos cases do “Outliers” é sobre os escritórios de advocacia formados por judeus em Nova York. No período em que o antissemitismo era muito forte, esses advogados não conseguiam emprego nas grandes firmas. Com isso, tiveram que trabalhar nas menores ou mesmo fundar seus próprios escritórios – um grande exemplo de ação, de que esforço gera recompensa.
Com visão de oportunidade, atuaram por meio das chamadas aquisições hostis, que é a tentativa de controlar empresas comprando suas ações. À medida que essa prática foi se tornando comum no mercado, esses advogados já tinham a expertise, o domínio de como fazer isso, justamente pelos anos de atuação nessa área. Foi o esforço repetido muitas e muitas vezes que os tornou bons nessa prática.

Sem leitura não há cultura
Tinha um professor na escola que me dizia que sem muita leitura não há cultura.
É por isso que a falta de paciência é como ler um livro apenas com o objetivo de terminá-lo.
Se o plano é simplesmente chegar à página final, é muito provável que a história fique perdida pela metade. Você já passou por isso? E, então, qual foi o conhecimento que essa leitura agregou? Qual foi a contribuição para a sua bagagem cultural, no fim das contas?
Precisamos de paciência para aprender de verdade.
A gente vive rodeado de estímulos, redes sociais, notificações, notícias e acaba ficando perdido com tanta informação. Quando nos deixamos consumir por tudo isso, quem perde o banquete somos nós, que ficamos apenas com alguns petiscos, nunca saciados.
É trabalhoso e demorado realmente ler todos os livros que queremos, fazer todos os cursos necessários para conseguir um bom emprego e tirar todas as certificações de que precisamos. Calma, nem tudo é para ontem.

Profundidade leva tempo.
Paciência é aquela boa e velha amiga nossa, que ensina que não se obtém um frango quebrando um ovo antes da hora.
Quem atua com gestão de pessoas tem que se atentar muito para isso. Promoções podem vir em momentos muito precipitados, ainda que a capacidade técnica seja incrível. É fundamental reconhecer quais pontos podem ser trabalhados no desenvolvimento daquela pessoa e de que forma ela se entrega ao desafio que é o próprio processo de crescimento.
Líderes precisam ter faro para superficialidade, o “parece, mas não é”.
O superficial é algo muito comum nas redes sociais, em que várias pessoas leem manchetes de poucas linhas e saem logo opinando e criticando. Em muitos dos comentários que vemos nos sites de notícia, por exemplo, o conteúdo é cheio de críticas, mas vazio em essência.

É por isso que paciência tem relação direta com busca de cultura, de conteúdo, de repertório. Ninguém nasce pronto, todos precisam de processo. Investir em desenvolvimento é uma estratégia de longo prazo, logo, requer paciência.
Certa vez, me disseram que “o melhor da festa é esperar por ela”. Claro que o sentido dessa expressão não é a passividade da espera, não é cruzar os braços até que a hora tão desejada chegue.
A espera pela festa é, na verdade, envolvimento com o processo, é a participação ativa de cada momento da organização. Estou bem convencido de que a vida segue um curso de paciência muito semelhante.
Mas, então, devemos sentar e esperar? Não aconselho e, pessoalmente, não consigo. A atitude necessária para resolver um problema, de dar um exemplo, de puxar a fila, de fazer hoje o que os outros pensam em fazer amanhã são características que valorizo e tento praticar.
A arte é conseguir encontrar o meio termo entre ter atitude e ação e não ser impaciente de forma inconveniente. É saber que a paciência às vezes é requerida, mesmo que contra a nossa natureza.

Por: Portal Administradores



notícias da mídia Notícias pesquisadas em jornais e sites.

AECambuí | CDL - Associação Empresarial de Cambuí
Agência WebSide