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Comportamento



Publicado em: 05/08/2017

Quem resiste a um mojito na praia depois de um dia de sol? Seu estômago ou, melhor ainda, todo o seu corpo menos o cérebro, que continua desejando que você tivesse 20 anos. Mas, se você está entre os que primeiro largaram os drinques, depois a cervejinha, e está querendo cada vez menos bebidas alcoólicas para acompanhar um jantar entre amigos, saiba que não é só coisa sua: há explicação médica.

Não é que os efeitos do álcool sejam diferentes depois dos 40 ou dos 50 de quando seu corpo tinha 20 anos. O que acontece é que, segundo os especialistas, alguns fatores fisiológicos a partir de certa idade podem contribuir para que a sensação tóxica se prolongue no tempo, fazendo-nos sentir que a bebedeira é pior. Por exemplo:

1. O organismo vai perdendo água com a idade. E o álcool, portanto, tem menos possibilidades de se diluir. “Uma vez ingerido, o álcool passa do sistema digestivo para o sangue, e aí se distribui segundo o conteúdo aquoso de nosso organismo.

Quanto menos água temos, menos se dilui. Digamos que ficará mais concentrado e essa pessoa será mais sensível a seus efeitos. Com uma quantidade pequena que para outro poderia ser tolerável, nela pode parecer mais tóxica”, explica o doutor Francisco Camarelles, membro do grupo Educação e Promoção da Saúde da Sociedade Espanhola de Medicina da Família e Comunitária (semFYC).

E a perda não é pouca. Depois dos 50 anos, a porcentagem de água, que ao nascer é de 75%, diminui para um intervalo entre 39% e 57% nas mulheres, e 47% e 67% nos homens.

2. A função hepática se altera. À medida que o corpo envelhece, todo o metabolismo diminui de ritmo, assim como a função metabólica do fígado. “Essa desaceleração hepática faz com que os efeitos do álcool sejam mais evidentes com menores quantidades ingeridas”, explica o doutor Francisco Pascual, presidente da Socidrogalcohol (Sociedade Científica Espanhola de Estudos sobre o Álcool, o Alcoolismo e outras Toxicomanias) e coordenador médico da Unidade de Comportamentos Dependentes (UCA) da Prefeitura de Alcoy.

Pense que se o fígado, órgão encarregado de purificar o sangue contaminado pelo etanol, não está 100%, é óbvio que precisará de mais tempo para fazer o mesmo trabalho. “Se o processo de eliminação desacelera, o metabólito acetaldeído que se produz e se excreta (mais tóxico inclusive do que o etanol) se mantém por mais tempo no organismo”. Para processar e metabolizar o álcool, o corpo o transforma, oxidando-o, em várias substâncias de diferentes composições químicas – a primeira delas, o acetaldeído – que são mais fáceis de eliminar para o organismo.

“Este, sem dúvida, é o componente que provoca o mal-estar da ressaca. Então, quanto mais tempo está no corpo, pior pode ser a ressaca”, explica.

De fato, como já publicamos aqui, apesar de “a ressaca ser uma das coisas menos estudadas na medicina”, segundo explica Antoni Gual, chefe da Unidade de Alcoologia do Instituto Clínico de Neurociências (ICN), algumas das mudanças que ocorrem com a idade – como o aumento da proporção de gordura no corpo em detrimento da água, ou o pior funcionamento das enzimas encarregadas de metabolizar o álcool – fazem com que esse estado catatônico da manhã seguinte seja mais terrível com o passar dos anos.

3. Alguns problemas do aparelho digestivo se manifestam com mais força. O álcool não é o melhor amigo de quem sofre problemas de estômago e, infelizmente, alguns são mais frequentes à medida que passam os anos.

Por exemplo, “a helicobater pylori, bactéria responsável pela gastrite, que é uma inflamação das paredes do estômago, demora até décadas para provocar danos, por isso se manifesta mais a partir dos 30 do que dos 20 anos”, explica o doutor Cristóbal de la Coba Ortiz, especialista em Aparelho Digestivo e especialista da Sociedade Espanhola de Patologia Digestiva (SEPD).

“Calcula-se”, acrescenta o especialista, “que cerca da metade da população tem helicobater pylori e, quando o estômago se inflama por ação desta bactéria, o álcool cai mal”, porque aumenta a irritação.

Uma das afecções que mais pacientes levam à consulta de um médico gastroenterologista é a dispepsia funcional, algo mais comum em mulheres do que em homens. “É um mal-estar no trato digestivo não justificado por nenhuma causa orgânica, mas para o qual não se recomenda o consumo de bebidas alcoólicas porque pioram os sintomas”. Da mesma forma, a síndrome do refluxo gastroesofágico também piora com a ingestão.

Esses efeitos são os que sem dúvida terão feito você pensar em algum momento que talvez não compense beber tanto. Que o álcool, como explica o doutor Camarelles, “afeta da mesma forma ruim jovens, adultos e idosos”, mas que, com a idade, fica pior. O que os médicos realmente afirmam é que os efeitos do consumo moderado se acumulam. Os porres da adolescência.

As baladas dos fins de semana aos 20 e tantos. Os vários jantares com vinho aos 30. E a partir dos 40, os drinques “sagrados” do aperitivo, o vinho dos jantares e o chopp dos happy hours depois do trabalho.

Se você fizer uma retrospectiva de sua trajetória e a de seu entorno, verá que essa situação é algo muito habitual. Assim, como diz o doutor Pascual, da Sociedade Socidrogalcohol, logicamente esses hábitos nos levarão, pouco a pouco, a sofrer algum tipo de consequência. “Com o passar do tempo, apesar de esses hábitos de consumo moderado, mas continuado, de álcool não serem suficientemente importantes para criar dependência, realmente provocam danos.

Podem acabar originando um transtorno por consumo de álcool leve, com indícios de transaminases elevadas – enzimas que se encontram no interior das células do fígado, coração, rins e músculos –, de volume corpuscular médio – o tamanho médio dos glóbulos vermelhos–, além de aumento dos triglicérides e do ácido úrico. Todos eles são marcadores indiretos muito comuns entre os bebedores, e ainda podem aparecer também outras doenças”.

Falar de consumo de álcool sempre é um assunto delicado. O que, em termos gastronômicos, se considera um prazer indissociável de uma boa comida, em termos de saúde o organismo não está tão de acordo. Como diz o doutor Camarelles, essas bebidas – sejam destiladas, sejam fermentadas – não deixam de ser “uma substância tóxica para o cérebro, o fígado e todos os tecidos do organismo”.


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