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Comportamento



Publicado em: 20/07/2016


Antes de ser escritora e jornalista, Stephanie Land trabalhou para uma empresa que oferecia serviços de limpeza residencial.

Durante dois anos, ela fez faxina em casas de pessoas da classe alta e mesmo sem nunca encontrar os “patrões”, ela tomou uma decisão que afetou sua vida. “O que eu vi nessas casas faz com que eu nunca queira ser como eles”, contou em depoimento à revista Vox.

Na época, Stephanie aceitou porque o “dinheiro era bom”, as “horas flexíveis” e assim conseguiria terminar a faculdade e cuidar da filha pequena. O que ela revela no artigo é que, aos poucos, começou a “xeretar” a vida dos moradores – o que lhe deu um insight sobre quem eram essas pessoas e como viviam.

"Quando você faz faxina nessas casas, você está sozinho. E acaba ficando entediado", explicou.

Entre os 20 clientes, Stephanie descobriu que em comum eles tinham o hábito de tomar muitos remédios e beber demais. Entre os medicamentos, havia pílulas para ansiedade, depressão e até falta de desejo sexual.

E já que não se encontrava com os proprietários das casas, ela deu apelidos aos endereços: Casa Triste, Casa Pornográfica, Senhora Fumante...

Em uma das residências, o morador havia ficado viúvo, mas mantinha todos os pertences da mulher (o secador permanecia no banheiro), até os bilhetes deixados para manutenção da casa (“comprar mangueira nova”, “consertar calçada”).

"Em uma prateleira havia uma foto do filho mais velho no alto de uma montanha [...] fazendo o sinal de paz. E na moldura havia um poema ‘Não chore diante do meu túmulo. Eu não estou lá. Eu não estou dormindo".

Em uma caixinha, ela encontrou as cinzas guardadas juntamente com papéis do funeral. "Fiquei imaginando se ele se sentia confortado ao saber que 'ela' estava ali perto toda vez que ele penteava o cabelo".

A discrepância entre seu estilo de vida e dos clientes era enorme. “O dinheiro que eles gastavam era espantoso. Em uma das casas, eu encontrei o recibo de uma colcha que havia custado mais caro do que o meu carro”, disse à Vox.

Em outra casa, com um sistema caríssimo de som e imagem, a TV estava sempre ligada.

Algumas vezes, Stephanie chegou a “encontrar” os moradores – mas só de longe. Ela os conhecia pelas fotos, mas eles não tinham a menor ideia de que ali perto deles, fazendo compras no supermercado, estava a mulher que limpava suas casas.

Uma delas era uma mulher que usava creme à base de testosterona para estimular seu desejo sexual.

“Encontrei a mulher que usava o creme de testosterona em um restaurante, ao lado de um homem alto e loiro. Ela estava de salto alto e com muita maquiagem. Os dois estavam sorrindo, mas sem dar as mãos. Ele tinha deixado uma sacola na casa dela com lubrificante e vibradores. E eu pensei como é triste perder sua libido”.

Outra cliente, apelidada de “Senhora Fumante”, mantinha caixas de cigarro no freezer da garagem. Sua geladeira tinha apenas água e verdura. E no armário, sopas, biscoitos e até molho de salada, tudo dietético. No banheiro havia sempre respingos de vômito.

Após algum tempo, Stephanie conta que parou de “espiar” a vida dos moradores. “Quanto maior a casa, mais as pessoas trabalham para mantê-la, mais vidros de remédios eles tinham no armário.

Eu percebi que não poderia comprar todos aqueles aparelhos eletrônicos para minha filha. Então juro que nunca teria uma casa maior do que eu pudesse limpar sozinha.”


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