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Comportamento



Publicado em: 07/02/2016

Se você soubesse que as próximas palavras que irá pronunciar serão as últimas, o que diria e a quem? Sabemos que é um exercício estranho, então iremos revelar um spoiler dos resultados: provavelmente, você dedicaria uma mensagem de afeto, ânimo e agradecimento aos seus próximos. Essa é sua maneira de lutar contra o medo da morte, de acordo com os psicólogos.

Pesquisadores da Universidade Johannes Gutemberg (Alemanha) chegaram à conclusão de que as pessoas que percebem estar nos últimos momentos de sua vida, como condenados à morte e potenciais suicidas, tendem a usar mais palavras relacionadas com emoções positivas do que se estivessem em qualquer outro contexto. O estudo foi publicado na última edição da revista Frontiers in Psychology.

Segundo os autores do ensaio, o pensamento positivo nos afasta da ansiedade provocada pela proximidade da morte. “A consciência de que o tempo de que se dispõe é escasso faz com que a afetividade com as pessoas próximas aflore”. Essas são algumas das mensagens reunidas na pesquisa, pertencentes às últimas palavras de presos condenados à morte no Texas:

“Amo minha família. Sejam fortes. Cuidem uns dos outros. Sejam fortes. Amo vocês. Amo vocês. Chegou minha hora. Sejam fortes”.

“Estou em paz [...] O ódio continua nesse mundo e precisa parar. Mas eu estou em paz”.

“Eu gostaria de agradecer aos meu pais que foram meu apoio em todos os momentos. Agradeço ao pastor Williams por me aconselhar e me guiar. Olho à minha direita e vejo a família [da vítima]. Espero que isso traga alguma paz a eles, ao seu filho e aos seus entes queridos. Foi um longo dia. Não é o final, é somente o princípio”.

Nessas declarações e notas de suicídio, como mostra outro trabalho da Universidade Estadual de Youngstown (Ohio, EUA), os conteúdos mais habituais falam sobre o perdão, as declarações de inocência, o silêncio, o amor e o apreço e o ativismo social e político.

A vida é um presente


Agradecer faz bem à saúde, já sabemos. Uma pesquisa publicada no The Journal of Positive Psychology acrescenta que os eventos traumáticos como as experiências próximas à morte e doenças graves podem melhorar nossa capacidade para tal.

Os seres humanos baseiam sua comunicação na expressão de emoções positivas

“A reflexão sobre a própria morte aumenta a gratidão porque, nesse momento, a pessoa entende a vida como um presente. Realizar esse exercício pode ajudar a fazer o balanço do positivo e do negativo e a aumentar o apreço pela vida”, frisam os autores do estudo, que recomendam valorizar os pequenos prazeres.

Um estudo da Universidade George Manson dos Estados Unidos também observou o aumento das palavras amáveis nas últimas declarações dos condenados à morte. Para os pesquisadores, o resultado da escolha de um discurso positivo dá uma ideia de como a mente responde diante da iminência da mortalidade.

Os cientistas sugerem que permitir que o condenado à morte formule suas últimas palavras aos seus próximos, público e funcionários da prisão, pode ser útil para regular a intensidade de suas emoções e experimentar algum grau de controle nos momentos finais de sua vida.

Faz sentido. Segundo um relatório do European Physical Journal, os seres humanos baseiam sua comunicação em palavras positivas para facilitar as coisas. “Apesar dos conceitos relacionados às emoções negativas carregarem mais informação, as palavras relacionadas às boas sensações ocorrem com mais frequência, além de serem mais úteis à comunicação”, finaliza o ensaio.

Ir embora em paz


Priorizar as recordações boas em detrimento das ruins não é útil somente em condições extremas. Pensar negativamente pode ser a causa de ansiedade, algo que pode diminuir muito se aprendermos a não colocar as lembranças ruins no centro de nosso pensamento. Em muitas ocasiões, evocamos coisas tristes que nunca existiram, algo que faz com que esse gesto seja mais nocivo e inútil. Mesmo que pensar positivo não melhore a situação (vamos reconhecer: às vezes, o copo está meio vazio), agarrar-se às coisas boas do passado é um modo de diminuir a ansiedade, como diz Jennifer Lau, pesquisadora do departamento de Psicologia Experimental em uma pesquisa da Universidade de Oxford. E nos últimos momentos, o que menos precisamos é aumentar a aflição que o adeus nos provoca.



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