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comunicação



Publicado em: 23/11/2015

A maioria das pessoas está mais preocupada com a segurança dos dados nos computadores que nos smartphones. Só que, como hoje já existem mais celulares que computadores, e eles permitem inclusive operações financeiras, a possibilidade de ataques cresce exatamente na base que é maior. Quase 50% dos smartphones infectados por vírus e outros tipos de malware estão na região Sudeste do Brasil, de acordo com o estudo divulgado pela fabricante de antivírus PSafe.

“Só em outubro, a região concentrou mais de 48% das 4 milhões de ameaças bloqueadas pelo aplicativo PSafe Total em aparelhos com Android”, diz o analista de segurança da PSafe Ricardo Coutinho.

No entanto, números absolutos não representam necessariamente uma tendência. “Um bom exemplo é que Minas Gerais tem mais linhas móveis ativas (mais de 26 milhões) que o Rio de Janeiro (24 milhões), mas o número se inverte quando o assunto são ameaças malwares bloqueadas. Foram 450 mil em smartphones fluminenses contra 318 mil em Minas Gerais”.

Cuidado com o wi-fi. O analista explica que, por padrão, o Android tenta se conectar a qualquer rede sem fio que encontra, mesmo que o usuário nunca tenha acessado. Esses pontos de acesso abertos podem fornecer um malware criado por um cibercriminoso. “Em primeiro lugar, tente evitar acessos públicos. Desative a busca padrão para conexões sem fio abertas, isso diminui as chances de, inadvertidamente, seu dispositivo se conectar a redes potencialmente maliciosas”, orienta. A ferramenta de segurança da PSafe tem uma função para checar se a conexão utilizada é realmente segura.

Segundo o especialista, os aparelhos com sistema operacional Android sofrem mais tentativas de ataque não por serem mais vulneráveis. “O Android é mais visado por hackers por estar presente em 82,8% dos smartphones no mundo e permitir a instalação de aplicativos fora da loja oficial da Google Play Store”, diz. “Nenhum dispositivo está livre das tentativas de infecções por hackers. Aplicativos não oficiais e piratas podem conter malwares que espionam”.


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