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Finanças ao seu alcance



Publicado em: 22/07/2015

O endividamento é principalmente um problema emocional e não matemático. Então, se você está em situação financeira de extrema dificuldade, a melhor coisa a fazer de imediato é, ironicamente, nada.

Assim, da próxima vez, quando as contas chegarem, ao invés de apenas reagir intempestivamente, junte-as e coloque em uma pasta. Ignore os telefonemas dos cobradores.

Dê uma chance a você mesmo para fortalecer seu núcleo emocional, antes de partir para qualquer ação. Você continuará sabendo que tem um problema, mas alguns dias buscando uma maneira pacífica para lidar com a questão, mesmo sem alterar a realidade, te dará um bom espaço de tempo para formatar uma solução em base estável, capaz de construir uma saída definitiva do problema;

Em vez de ficar andando desorientado, de um lado para o outro, comece por livrar-se do pânico da crise financeira que está vivendo, cuidando em primeiro lugar do seu equilíbrio emocional. Uma vez encontrado o nível de equilíbrio perdido, você poderá lidar melhor com o pagamento das suas contas e com o seu endividamento;

Entenda que, ao invés de promover uma imediata intervenção financeira, as melhores soluções para enfrentar os primeiros dias de pânico causados pelas cobranças das dívidas, estão nos momentos de meditação, de oração, de atividades físicas e no "estoque" de autoeducação que você possua ou busque nesta situação.
Criado esse ambiente emocional, você está no momento propício para elaborar o projeto de negociação para quitação ou repactuação das dívidas.

Siga os passos abaixo:

1. Descobrir quando, como e porque as dificuldades de pagar as dívidas começaram;

2. Fazer um levantamento de todas as dívidas, anotando todos os custos e prazos de cada uma;

3. Pesquisar se existem possibilidades, imediatas ou em curto prazo, de ganhos extras, recebimento de algum crédito ou herança;

4. Parar, pensar e analisar o quanto se está disposto a estabelecer, e cumprir, um programa de restabelecimento do equilíbrio financeiro;

5. A partir destas informações e atitudes, fazer um plano de renegociação de todas as dívidas e, bem documentado, procurar aos credores, firme e confiante, apresentando a real situação financeira e uma proposta de como pretende reequilibrá-la;

6. Lembrar sempre que todo credor quer receber o que lhe devem. Para isso está disposto a negociar, desde que sinta a seriedade, disposição, viabilidade e firmeza de propósito do devedor (Confie firmemente nesse último passo!).

(Jose E.M.Carvalho)


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