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Vida saudável



Publicado em: 18/09/2015

Melhor ler de pé. Em sentido literal. “Nossas cadeiras estão nos matando”, diz um preocupado pesquisador britânico. Chamado Michael Trennel, ele é um especialista em metabolismo da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, e escreveu os comentários que acompanharam um vasto estudo coreano sobre o impacto de passar a maior parte do tempo sentado.

A pesquisa identificou pela primeira vez uma forte associação entre o tempo sentado, seja no trabalho, em casa ou no transporte, e o aumento de gordura no fígado, um problema com consequências variadas e desagradáveis para a saúde. E isso mesmo em pessoas magras.

“Sentar muito e se mover pouco tem um alto preço. A mensagem é clara: nossas cadeiras estão lentamente nos matando. O corpo evoluiu para o movimento. A baixa atividade muscular tem impacto direto em seu funcionamento. O desafio é levantar e se mexer. E não falo em linguagem metafórica”, escreveu Trennel, na revista médica “Journal of Hepatology”.

Pelas contas de instituições como a Organização Mundial de Saúde (OMS), passamos a metade de nosso tempo acordados sentados. Ou seja, se não bastassem as horas (cerca de um terço) que estamos deitados dormindo, ainda sentamos em boa parte do que restou.

Numerosos foram os estudos que relacionaram esse sedentarismo crônico a doenças cardiovasculares, síndrome metabólica, obesidade, câncer e diabetes. E isso mesmo que a pessoa pratique atividade física de moderada a intensa, o que só evidencia que o comportamento sedentário prolongado é uma praga. Mas essa é a primeira pesquisa que investiga especificamente a chamada doença hepática gordurosa não alcoólica.

Realizado por uma equipe da Faculdade de Medicina da Universidade Sungkyunkwan, em Seul, o estudo analisou dados de 140 mil coreanos, de 2011 a 2013. Eles responderam a um questionário sobre seus hábitos diários e passaram por uma série de exames clínicos. A gordura corporal foi diagnosticada por meio de ultrassonografia. Em 40 mil pessoas foram encontrados índices doentios de gordura no fígado.


Os pesquisadores do grupo de Seungho Ryu chegaram à associação entre doença hepática e sedentarismo crônico após analisar e excluir todos os outros fatores de risco, como excesso de peso e dieta, e condições preexistentes. O mais surpreendente é que mesmo gente com Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo de 23, isto é, magra apresentou distúrbio no fígado.

A recomendação é a de sempre e já ouvida incontáveis vezes: andar mais, evitar passar horas sentado na frente do computador e da TV, e se mexer, nem que seja só se levantar e dar uma voltinha no corredor. Parece fácil, mas tem se mostrado um desafio de dimensões épicas visto o número crescente de pessoas sedentárias que adquirem problemas que poderiam ter evitado, literalmente, sem grande esforço. Andar por aí nunca foi tão necessário.

(Ana Lúcia Azevedo)



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