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Vida saudável



Publicado em: 23/03/2019

Há cerca de dez dias, o jornal americano “The New York Times” publicou reportagem a respeito de mais uma ameaça que ronda os idosos: o consumo excessivo de antibióticos. Além de estarem sendo prescritos sem necessidade, seus efeitos colaterais podem ser especialmente perigosos para os mais velhos. Isso acontece, por exemplo, com as fluoroquinolonas, que causam danos às articulações.

Nos Estados Unidos, pacientes acima dos 65 anos que não estão hospitalizados representam o grupo etário que mais recebe antibióticos. Num artigo publicado no “Journal of the American Geriatrics Society”, pesquisadores mostraram que, em 2014, quase 52 milhões de receitas desses medicamentos foram destinadas a idosos – a proporção é de uma cada indivíduo. O levantamento não incluía hospitais e instituições de longa permanência, portanto os números são ainda maiores.

A Sociedade Norte-Americana para Doenças Infecciosas alerta também para o uso desnecessário de antibióticos em pacientes com um quadro denominado bacteriúria assintomática: exames detectam a presença de bactérias no sangue, mas não há sintomas de infecção. A orientação foi publicada na revista acadêmica “Clinical Infectious Diseases".

O uso excessivo de antibióticos faz com que as bactérias se tornem resistentes, exigindo que os médicos lancem mão de drogas ainda mais potentes e tóxicas. Nos EUA, todo ano dois milhões de pessoas se tornam vítimas de infecções por superbactérias; 23 mil morrem.

Não é só isso: a interação de antibióticos com outros tipos de medicamentos, como anticoagulantes, estatinas ou remédios para o coração e os rins, é potencialmente arriscada. Ainda de acordo com a reportagem do “The New York Times”, com frequência os médicos os prescrevem para resfriados, sinusites e bronquites que, em boa parte dos casos, têm origem viral.


Um outro dado levantado nos EUA tem seu espelho brasileiro. Lá, o FDA (Food and Drug Administration), órgão equivalente à Anvisa, estima que 80% dos adultos consomem suplementos vitamínicos, muitos acreditando que assim poderão se proteger da Doença de Alzheimer e de outros tipos de demências – às vezes sem qualquer supervisão médica. Essa é uma indústria que movimenta 40 bilhões de dólares por ano no país, vendendo cerca de 80 mil produtos.

Em fevereiro, o FDA notificou 17 empresas, exigindo que parassem de apregoar que seus pós e pílulas poderiam prevenir ou curar enfermidades. A maioria desses suplementos era vendida através de sites e redes sociais, sem ter sido examinada pela entidade.




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