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Vida saudável



Publicado em: 11/02/2017

Não é pequeno o percentual de pessoas que começam a praticar corrida com o objetivo de emagrecer, mas não são todas, porém, que conseguem obter o resultado esperado e emagrecer correndo. No início, você até percebe uma redução nos números da balança ou uma mudança no caimento das roupas. Mas passado um certo tempo de treino, toda aquela conquista se perde e o seu corpo volta a ficar como era antes.

Quer saber por que isso acontece? Confira a seguir quais motivos podem estar boicotando o seu plano de emagrecer correndo:

1. Seguir dietas radicais

Para emagrecer, não existe milagre, mas as pessoas adoram procurar soluções fáceis para isso, como adotar dietas muito restritivas que eliminam do cardápio algum macronutriente, como carboidrato, ou limitam o consumo diário a um número muito baixo de calorias. Além de serem difíceis de serem mantidas por um longo tempo, podem gerar um resultado oposto ao desejado.

Segundo a nutricionista esportiva Liane Schwarz Buchman, nosso corpo não entende que esse comportamento é proposital e reage diminuindo o nosso metabolismo basal, que é a quantidade de calorias que queimamos para que o corpo exerça suas funções básicas. “E se a dieta levar a pessoa a perder massa magra, essa taxa metabólica ficará ainda mais lenta”, acrescenta. “Além disso, pessoas que as seguem são mais propensas a comer em excesso quando estão chateadas ou quando se cansam das dietas”.



2. Achar que pode comer mais

Algumas pessoas não têm muita consciência de quantas calorias ingerem ao longo de um dia e, só porque estão se exercitando, acham que podem comer mais – e isso atrapalha o processo de emagrecer correndo “Se o atleta começar a beliscar ao longo do dia porque está sentindo mais fome, ele facilmente vai extrapolar o gasto calórico obtido no treino”, explica a especialista.

E não é apenas a quantidade de calorias do alimento que a pessoa precisa entender, mas também o seu valor nutricional. Algumas opções podem parecer saudáveis por serem pouco calóricas, mas em compensação são pobres em nutrientes.

Já outras podem se tornar ineficazes se forem consumidas isoladas. “O carboidrato, por exemplo, apesar de ser fonte de energia, é digerido muito rápido e, portanto, não sacia a fome. Seu consumo deve ser sempre associado a uma fonte de proteína ou gorduras boas, como queijo branco e atum”.

3. Não ter uma alimentação balanceada

Quando falamos em equilíbrio nutricional, temos que pensar também nos micronutrientes, como vitaminas, minerais e fibras, pois são muito importantes para a perda e manutenção do peso. “O corredor que ingere a quantidade adequada de calorias, mas não a de micronutrientes terá um prejuízo na imunidade e no funcionamento do organismo como um todo, refletindo no objetivo de emagrecer”, explica a nutricionista.

Mais uma vez, o exemplo dos carboidratos. Por mais que a quantidade de calorias diárias seja respeitada, comer carboidratos em excesso pode gerar picos de insulina. “Isso irá dificultar a queima de gordura, gerar fraqueza e, a longo prazo, levar a uma situação de pré-diabetes”, alerta Liane.

4. Dormir menos que o necessário

O sono é importantíssimo em todos os processos, inclusive no emagrecimento. “Enquanto dormimos, nosso corpo libera hormônios como testosterona e GH, fundamentais para o ganho de massa magra, recuperação muscular e perda de gordura”. É nesse momento que é produzido também o hormônio leptina, responsável por controlar a fome.

5. Não alternar o treino

De acordo com Liane, que também é educadora e maratonista, treinar sempre no mesmo ritmo também é muito ruim para os atletas que querem emagrecer correndo. “Quem corre sempre em um ritmo leve precisa incluir na planilha treinos longos, regenerativos, intervalados e de tiros. Além de ajudar a queimar mais, vão capacitar o organismo e deixá-lo mais inteligente no processo de perda de peso e ganho de massa magra”, explica.

O mesmo vale para aqueles que só treinam em ritmo forte. “Se o corpo não tiver descanso, a concentração de cortisol pode ficar muito alta, dificultando a queima de calorias”.

6. Não se movimentar durante o restante do dia

Estudos apontam que a musculatura deve ser estimulada ao longo de todo o dia, ou seja, não basta treinar de manhã e passar o resto do dia sentado na cadeira do escritório. Isso vai facilitar o depósito de gordura corporal. “Procure levantar diversas vezes ao dia, seja para ir ao banheiro, pegar uma água ou fazer um breve alongamento”, recomenda.


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