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Publicado em: 09/06/2012

Videogames e jogos de computador podem ser muito mais do que entretenimento. É o que afirmam especialistas que participaram do 18º Congresso de Geriatria e Gerontologia em maio no Rio.

De acordo com os profissionais, as tecnologias podem ter papel importante para melhorar a qualidade de vida dos idosos. “Os jogos estimulam ao mesmo tempo a visão, a audição, a motivação, a lógica, a atenção e os movimentos”, enumera o médico e pesquisador da Universidade Aberta da Terceira Idade Virgílio Garcia Moreira.

De acordo com o especialista, os estímulos eletrônicos fazem com que o cérebro aprenda a formar novas conexões. Isso é importante porque, com o envelhecimento, neurônios morrem. Se o cérebro aprende a usar os neurônios que estão vivos de formas diferentes, os idosos conseguem preservar a memória e as atividades.

“Para uma pessoa movimentar o braço deve fazer ligações com três neurônios. Se o neurônio do meio morre, a pessoa não consegue movimentar o braço. Mas, se ela aprendeu a movimentar o braço usando outros três neurônios, ainda é capaz de realizar o movimento. O videogame ensina a usar outros neurônios”, explica Moreira.

COORDENAÇÃO MOTORA
Videogames que combinam jogos com exercícios ajudam a melhorar o desempenho motor. “O idoso pode exercitar diferentes partes do corpo, como dedos, mãos, braços e pernas”.

Virgílio Garcia Moreira ressalta que o ideal é que esse tipo de exercício seja praticado por idosos saudáveis, a fim de trabalhar a força muscular e o equilíbrio. “Não é qualquer pessoa que pode realizar atividades físicas assim”.

Ele avisa que é preciso, antes, uma avaliação médica. “Uma pessoa que sofra de osteoporose, por exemplo, tem ossos mais fracos e pode piorar se sofrer uma queda durante um jogo”, alerta.

Pesquisa mostra que games podem reduzir sintomas da depressão

Os jogos ajudam a diminuir sintomas de doenças como depressão. Pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que videogames que combinam jogos com exercícios podem diminuir em até 50% a depressão subsindrômica em idosos. Isso porque propiciam mais interação com pessoas e novos estímulos.

Virgílio Garcia Moreira, médico e pesquisador da Universidade Aberta da Terceira Idade, sugere que os netos ensinem seus avós a usarem o computador e a jogarem videogame. “O ideal é tirar esse idoso da frente da TV e colocá-lo em um ambiente em que ele possa pensar, criar. Crianças têm papel fundamental nesse aspecto”, ressalta.

É o caso de Tereza Vieira Oliveira, 60 anos. Ela joga videogame com o neto, Pedro, de 8 anos. E se orgulha por conseguir acompanhá-lo nas atividades.

“No início, é complicado. O controle tem muitos botões. Mas depois pego o jeito. Jogamos tênis, pingue-pongue. É uma forma de estar perto dele. E também uso o computador para falar com meus amigos”, conta ela



Notícias da mídia Exercícios para fazer na cama ao acordar Quando o despertador toca de manhã sempre bate a preguiça de levantar da cama. Mais 10 minutos de soneca e você já está atrasada, não é? Ao longo do dia, o pescoço começa a doer, suas costas também e você já está na terceira xícara de café. Um jeito muito fácil de evitar todos esses problemas é manter uma pequena rotina de exercícios logo que você acorda. Respiração e alongamento ajudam a despertar e dar mais energia, sabia? "Estudos mostram que ao despertarmos pela manhã nossos músculos ficam 10% mais curtos e rígidos devido ao repouso prolongado da noite. O alongamento matinal é de grande importância, além de relaxar a musculatura e o corpo, previne dores que ao longo do dia podem ser sentidas", explica a fisioterapeuta e instrutora de pilates do Fit Body Pilates SPa&Estética, Mariana Novaes. São 6 exercícios bem simples que levam só 5 minutos: stretching 1. Deitada na cama retire seu travesseiro e alinhe bem sua coluna. Estique os braços e as pernas, de modo que seu corpo fique todo esticado. Entrelace suas mãos e estique-as para cima, fazendo uma tração na coluna. Repita esse movimento duas vezes por 20 segundos. 2. Deitada, dobre seus joelhos e leve em direção ao tronco, como se fosse abraçar as pernas. Mantenha por 20 segundos nessa posição e depois repita por mais uma vez. 3. Deitada, apoie seus pés na cama, flexione um pouco seu quadril e leve-o para o lado, deixando sua cabeça para o lado oposto do quadril. (Se levou o quadril para o lado direto, leve a cabeça para o lado esquerdo) Abra bem seus braços e relaxe. Faça dos dois lados, mantendo por 20 segundos na posição de alongamento e repetindo duas vezes. 4. Deitada, apoie os pés na cama unindo-os calcanhar com calcanhar e abra as pernas, fazendo a famosa posição da borboleta. Mantenha na postura de alongamento durante 20 segundos repetindo 2 vezes o movimento. 5. Sentada com o corpo ereto, pegue o braço direito e leve em direção a cabeça, puxando-a para o lado direito. Você irá sentir alongar a região do músculo trapézio e a região cervical do lado contralateral. Repita esse movimento por duas vezes mantendo por 20 segundos e repita no outro lado. 6. Todos os alongamentos devem ser associados a uma respiração lenta e profunda, inspirando o ar pelo nariz e expirando pela boca auxiliando o maior relaxamento muscular. A professora e proprietária da Personal Work, Adriane Lafemina explica como fazer o exercício: Deite com as pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, mãos abaixo do umbigo e com a ponta dos dedos médios se tocando (se quiser junte os joelhos). Feche os olhos, inspire pelo nariz, sentindo o abdômen inchar: imagine um balão no abdômen, que se enche de ar na inspiração. Expire pelo nariz até o abdômen murchar completamente. Sinta que ao expirar o abdômen se contrai para dentro. Não force sua respiração, nem muito rápida, nem muito profunda, apenas observe seu ritmo. Experimente deixar sua expiração um pouco mais lenta que a inspiração! Faça o exercício de três a cinco minutos.

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