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Conselhos Úteis



Publicado em: 09/08/2011

Antes de começar uma atividade, portanto, uma avaliação médica profissional é indispensável

Quando se trata de exercício físico, o peso na consciência pode ser fatal. Quem está em débito com o corpo costuma se jogar na malhação como se o mundo (ou o contrato com a academia) fosse acabar no dia seguinte. Há também quem acredite que uma pelada no fim de semana seja o suficiente para manter a saúde em dia. Uma pesquisa publicada pelo Journal of American Medical Association (JAMA), no entanto, mostrou que atletas de fim de semana aumentam seus riscos de problemas cardíacos em 2,7 vezes. Em outra pesquisa, realizada com 6 milhões de membros de academia durante dois anos, 70% das pessoas que morreram exercitavam-se somente uma vez por semana.

Antes de começar uma atividade, portanto, uma avaliação médica profissional é indispensável. Se seu médico ou o da academia recomenda que você faça 30 minutos de bicicleta três vezes por semana, não decida por conta própria começar uma aula extra de pilates. Além dos riscos ao coração, o treino exagerado pode trazer sérios problemas musculares, ósseos ou de articulações. É frequente eu encontrar pacientes que tiveram algum problema após treinar sem medida, mesmo quando proibidos de fazer exercícios até segunda ordem. Pelo próprio perfil, as pessoas ocupadas parecem capazes de convencer qualquer um de que estão aptos.

A principal causa de mortes súbitas são as arritmias – alterações dos batimentos cardíacos. O tratamento preventivo é altamente eficaz, permitindo evitar boa parte das mortes – que não são exclusividade de quem está acima do peso ou leva uma vida sedentária. Pessoas com histórico de desmaios ou casos de morte súbita na família devem fazer testes aprofundados periodicamente.

A morte súbita pode ser revertida se tratada rapidamente com um choque elétrico aplicado no peito. Mas poucas tentativas são bem-sucedidas após 10 minutos. Há vários anos, está parado no Congresso Nacional um projeto de lei que obriga locais com grande circulação de pessoas, como shoppings, aeroportos, rodoviárias e estádios, a terem um desfibrilador. O acesso público ao aparelho – e a alguém treinado para usá-lo – pode fazer com que a sobrevida suba de menos de 2% para 40% a 45%, em média.

A prática regular de exercícios – aeróbicos de quatro a cinco vezes por semana e de fortalecimento muscular duas vezes por semana – reduz a hipertensão, diminui o risco de sofrer infarto e aumenta a longevidade. Só não podem ser feitos a esmo. Se você anda em débito com seu cardiologista, não adianta querer pagar a conta com a boa forma de uma vez só. O preço pode ser muito alto.

Sergio Timerman da ALFA*Cardiologista, faz parte da equipe do instituto do Coração e dirige a Escola de Ciências da saúde e Medicina na universidade Anhembi Morumbi, ambos em são Paulo


Notícias da mídia Exercícios para fazer na cama ao acordar Quando o despertador toca de manhã sempre bate a preguiça de levantar da cama. Mais 10 minutos de soneca e você já está atrasada, não é? Ao longo do dia, o pescoço começa a doer, suas costas também e você já está na terceira xícara de café. Um jeito muito fácil de evitar todos esses problemas é manter uma pequena rotina de exercícios logo que você acorda. Respiração e alongamento ajudam a despertar e dar mais energia, sabia? "Estudos mostram que ao despertarmos pela manhã nossos músculos ficam 10% mais curtos e rígidos devido ao repouso prolongado da noite. O alongamento matinal é de grande importância, além de relaxar a musculatura e o corpo, previne dores que ao longo do dia podem ser sentidas", explica a fisioterapeuta e instrutora de pilates do Fit Body Pilates SPa&Estética, Mariana Novaes. São 6 exercícios bem simples que levam só 5 minutos: stretching 1. Deitada na cama retire seu travesseiro e alinhe bem sua coluna. Estique os braços e as pernas, de modo que seu corpo fique todo esticado. Entrelace suas mãos e estique-as para cima, fazendo uma tração na coluna. Repita esse movimento duas vezes por 20 segundos. 2. Deitada, dobre seus joelhos e leve em direção ao tronco, como se fosse abraçar as pernas. Mantenha por 20 segundos nessa posição e depois repita por mais uma vez. 3. Deitada, apoie seus pés na cama, flexione um pouco seu quadril e leve-o para o lado, deixando sua cabeça para o lado oposto do quadril. (Se levou o quadril para o lado direto, leve a cabeça para o lado esquerdo) Abra bem seus braços e relaxe. Faça dos dois lados, mantendo por 20 segundos na posição de alongamento e repetindo duas vezes. 4. Deitada, apoie os pés na cama unindo-os calcanhar com calcanhar e abra as pernas, fazendo a famosa posição da borboleta. Mantenha na postura de alongamento durante 20 segundos repetindo 2 vezes o movimento. 5. Sentada com o corpo ereto, pegue o braço direito e leve em direção a cabeça, puxando-a para o lado direito. Você irá sentir alongar a região do músculo trapézio e a região cervical do lado contralateral. Repita esse movimento por duas vezes mantendo por 20 segundos e repita no outro lado. 6. Todos os alongamentos devem ser associados a uma respiração lenta e profunda, inspirando o ar pelo nariz e expirando pela boca auxiliando o maior relaxamento muscular. A professora e proprietária da Personal Work, Adriane Lafemina explica como fazer o exercício: Deite com as pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, mãos abaixo do umbigo e com a ponta dos dedos médios se tocando (se quiser junte os joelhos). Feche os olhos, inspire pelo nariz, sentindo o abdômen inchar: imagine um balão no abdômen, que se enche de ar na inspiração. Expire pelo nariz até o abdômen murchar completamente. Sinta que ao expirar o abdômen se contrai para dentro. Não force sua respiração, nem muito rápida, nem muito profunda, apenas observe seu ritmo. Experimente deixar sua expiração um pouco mais lenta que a inspiração! Faça o exercício de três a cinco minutos.

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