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Publicado em: 08/09/2018

Para emagrecer e manter o peso a longo prazo, é mais importante treinar o cérebro do que seguir uma dieta a risca ou fazer exercícios físicos regulares. É o que defende Gladia Bernardi, nutricionista há 18 anos e coach de emagrecimento há 3.

Ela decidiu virar coach depois de perceber que seus pacientes quase sempre voltavam a engordar. “Eu fazia com que eles perdessem mais de dez quilos por mês, mas não conseguiam manter. Então fui estudar neurociência e entendi que o cérebro vem antes do corpo”, disse ela.

Em junho, lançou o livro “O Código Secreto do Emagrecimento” (Editora Gente, 176 págs., R$ 29,90), em que conta parte do método que usa com seus pacientes e ensina em cursos para outros profissionais.


Qual é o erro mais comum das pessoas que tentam emagrecer? Acreditar que precisamos tratar só o corpo para perder peso. O médico receita o medicamento, a nutricionista dá a melhor dieta, a pessoa entra na academia e mesmo assim não consegue emagrecer. Isso porque enquanto o corpo está tentando emagrecer sua mente está lutando contra. É a mesma coisa que querer apagar o fogo com gasolina.

A raiz da obesidade está na cabeça, no cérebro de sobrevivência, que faz com que a gente queira comer por prevenção, para fugir da escassez. Faz parte do inconsciente, e só conseguiremos emagrecer se o consciente dominar o inconsciente.

É mais importante então treinar o cérebro do que adotar uma dieta específica? Sim. O autocontrole é a raiz de tudo. O cérebro come antes da boca. Antes de comer, você já planejou, sentiu, salivou. O cérebro de sobrevivência quer que a gente coma o tempo todo para se prevenir da escassez. Já o cérebro emocional quer que a gente coma para fugir de algo ou preencher um vazio.

É preciso trabalhar para dominar esse inconsciente e ter controle sobre os alimentos. Precisamos criar uma blindagem emocional, para que a pessoa seja capaz de dizer não quando lhe oferecem um doce.

As pessoas sempre vão oferecer comida, você vai ir num jantar ou festa, vai continuar em sociedade. É impossível dominar as variáveis externas. Você só vai emagrecer se tiver um controle interno sobre o meio externo. O meio não vai mudar, não tem como tirar tudo da sua frente, você que precisa mudar.

Por que é tão difícil resistir a tentações? Nosso cérebro inconsciente sempre opta pela economia de esforço. Procuramos o caminho mais fácil em tudo –a indústria sabe disso e facilita nossa vida com alimentos prontos. Para mudar, temos que procurar o caminho mais difícil.

O hábito é como se fosse uma estrada de terra. Quanto mais você passa por ela, mais funda e mais larga ela fica. Para criar um novo hábito você precisa formar uma nova estrada, achar um novo caminho, ainda cheio de obstáculos. E isso tem que ter uma primeira vez. É aí que o coach entra, ensinando a pessoa a construir novas estradas neurológicas com prática e repetição. Com o tempo, o cérebro acaba se esquecendo do caminho antigo e optando pelo novo.

Emagrecer é destruir hábitos que estão arraigados, muitas vezes desde criança.

Como sair do piloto automático? Muitas vezes não pensamos antes de comer, somos movidos pelo impulso. O cérebro racional não domina o emocional. É preciso se questionar. Uma ferramenta que uso no coaching de emagrecimento chama ciclo da recompensa. É um exercício em que convido a pessoa a pensar quais serão as recompensas a curto, médio e longo prazo das suas escolhas.

Quanto tempo ela leva para comer um brigadeiro? Como ela vai se sentir depois? Muitas vezes ela diz que vai ficar culpada. E daqui alguns meses, quando for à praia, como ela vai se sentir? E daqui dez anos? Por outro lado, se ela não comer o brigadeiro, qual recompensa vai ter? E daqui alguns meses? Qual dessas duas vidas ela quer levar?

A pessoa deve pensar nisso sempre. Para não se esquecer, ela pode colocar recados no computador, fazer marcas na mão. Isso é uma das ferramentas usadas para controlar o impulso, existem muitas outras.

Você fala no livro sobre 23 sabotadores do emagrecimento. Quais são os principais? Perdas na infância, perdas profissionais, falta de afeto familiar. Cada sabotador tem um pensamento, um sentimento, uma mentira. A pessoa pode comer muito porque quer, no fundo, fugir do sexo, ou então porque associou comida a afeto na infância. Os sabotadores são como fantasmas, ficam escondidos e muitas vezes não são combatidos. Precisamos trazê-los à luz da consciência para combater a raiz do problema.

As pessoas se fazem diariamente a pergunta: por que não consigo emagrecer? Essa foi a pergunta que mais ouvi durante minha vida profissional. A resposta está no inconsciente. Sem saber disso, a pessoa não vai conseguir emagrecer.

Gladia Bernardi

Formada em nutrição, atua como coach de emagrecimento há 3 anos. Autora do livro “O Código Secreto do Emagrecimento” (Editora Gente, 176 págs., R$ 16,90)



Notícias da mídia Exercícios para fazer na cama ao acordar Quando o despertador toca de manhã sempre bate a preguiça de levantar da cama. Mais 10 minutos de soneca e você já está atrasada, não é? Ao longo do dia, o pescoço começa a doer, suas costas também e você já está na terceira xícara de café. Um jeito muito fácil de evitar todos esses problemas é manter uma pequena rotina de exercícios logo que você acorda. Respiração e alongamento ajudam a despertar e dar mais energia, sabia? "Estudos mostram que ao despertarmos pela manhã nossos músculos ficam 10% mais curtos e rígidos devido ao repouso prolongado da noite. O alongamento matinal é de grande importância, além de relaxar a musculatura e o corpo, previne dores que ao longo do dia podem ser sentidas", explica a fisioterapeuta e instrutora de pilates do Fit Body Pilates SPa&Estética, Mariana Novaes. São 6 exercícios bem simples que levam só 5 minutos: stretching 1. Deitada na cama retire seu travesseiro e alinhe bem sua coluna. Estique os braços e as pernas, de modo que seu corpo fique todo esticado. Entrelace suas mãos e estique-as para cima, fazendo uma tração na coluna. Repita esse movimento duas vezes por 20 segundos. 2. Deitada, dobre seus joelhos e leve em direção ao tronco, como se fosse abraçar as pernas. Mantenha por 20 segundos nessa posição e depois repita por mais uma vez. 3. Deitada, apoie seus pés na cama, flexione um pouco seu quadril e leve-o para o lado, deixando sua cabeça para o lado oposto do quadril. (Se levou o quadril para o lado direto, leve a cabeça para o lado esquerdo) Abra bem seus braços e relaxe. Faça dos dois lados, mantendo por 20 segundos na posição de alongamento e repetindo duas vezes. 4. Deitada, apoie os pés na cama unindo-os calcanhar com calcanhar e abra as pernas, fazendo a famosa posição da borboleta. Mantenha na postura de alongamento durante 20 segundos repetindo 2 vezes o movimento. 5. Sentada com o corpo ereto, pegue o braço direito e leve em direção a cabeça, puxando-a para o lado direito. Você irá sentir alongar a região do músculo trapézio e a região cervical do lado contralateral. Repita esse movimento por duas vezes mantendo por 20 segundos e repita no outro lado. 6. Todos os alongamentos devem ser associados a uma respiração lenta e profunda, inspirando o ar pelo nariz e expirando pela boca auxiliando o maior relaxamento muscular. A professora e proprietária da Personal Work, Adriane Lafemina explica como fazer o exercício: Deite com as pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, mãos abaixo do umbigo e com a ponta dos dedos médios se tocando (se quiser junte os joelhos). Feche os olhos, inspire pelo nariz, sentindo o abdômen inchar: imagine um balão no abdômen, que se enche de ar na inspiração. Expire pelo nariz até o abdômen murchar completamente. Sinta que ao expirar o abdômen se contrai para dentro. Não force sua respiração, nem muito rápida, nem muito profunda, apenas observe seu ritmo. Experimente deixar sua expiração um pouco mais lenta que a inspiração! Faça o exercício de três a cinco minutos.

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