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Publicado em: 08/07/2018

São vários os tipos de açúcar. O cristal, o refinado e o de confeiteiro são os mais populares no mercado, porém apresentam um alto índice glicêmico e menos nutrientes, devido às etapas de processo industrial às quais são submetidos.

O açúcar orgânico é cultivado sem fertilizantes químicos desde o plantio até a sua etapa final. As características nutricionais são mantidas, apresentando uma maior quantidade de vitaminas e minerais. E o mesmo vale para o mascavo, que mantém as características nutricionais. Embora pareçam iguais, há diferenças entre os adoçantes: os artificiais são indicados para diabéticos; e os naturais, recomendados para indivíduos em geral. Os naturais são compostos por frutose, glicose, sacarose, stévia etc. Os artificiais são comumente conhecidos como edulcorantes.

A endocrinologista Lúcia Henriques diz que há evidências de que açúcar em excesso causa desequilíbrio no metabolismo da glicose, das gorduras e prejuízo na ação do hormônio insulina, responsável pela manutenção dos níveis normais de glicose no sangue.

— Além disso, o excesso de açúcar parece alterar a dinâmica de substâncias químicas no cérebro, desencadeando mecanismos de prazer e recompensa. Porém, é importante lembrar que os açúcares ou carboidratos naturalmente encontrados nos vegetais não devem ser entendidos como vilões, quando ingeridos de forma adequada, uma vez que servem como fonte de energia principal para o funcionamento das células — explica a médica, acrescentando que o ideal é evitar adoçar os alimentos.

Se consumidos em excesso, todos os açúcares trazem prejuízos à saúde, não existe um que cause menos risco. Há quem diga que o mascavo e o demerara seriam os melhores, porque conservam os minerais e as vitaminas da cana, mas a verdade é que a quantidade dessas substâncias nesses tipos de açúcares é tão pequena que seria necessária uma ingestão muito alta para justificar seu poder nutricional. O ideal é aproveitar o sabor adocicado dos alimentos, em vez de usar essas alternativas.

A conscientização contra o uso excessivo de açúcares adicionado a bebidas e produtos industrializados, para a endocrinologista, é um dos grandes desafios dos profissionais da área médica.

— Esse excesso traz desequilíbrios endocrinológicos, principalmente no que se refere à secreção do hormônio insulina, liberado sempre que há açúcar no sangue para facilitar a passagem de glicose nas células. Com a alta ingestão, além de o nível de açúcar no sangue subir, há uma elevação da taxa de insulina. Isso a longo prazo provoca aumento do peso, alteração do colesterol e triglicerídeos — explica.

Há maneiras de se reduzir o apetite por açúcar. A nutricionista Camila Monteiro diz que o processo deve ser gradativo.

— Se a pessoa consome açúcar em grande quantidade e de uma hora para a outra decide zerar, ela vai encontrar grande dificuldade. Primeiramente, é necessário um controle sobre a ingestão de carboidratos em geral, porque todos viram açúcar no organismo. Na minha prática clínica, vejo que as pessoas têm uma ânsia pelo doce no fim da tarde, por causa de uma mudança hormonal que sofremos com o cortisol, que ativa essa vontade.

Há estratégias alimentares para adotar nesse período do dia que promovem uma diminuição do desejo por açúcar e suprem a carência nutricional. E também existem suplementos que podem ajudar — afirma a nutricionistta.

Abandonar o hábito de consumir açúcar, contudo, não significa substituí-lo pelo adoçante, como muitos pensam. É importante reeducar o paladar.

— A língua reconhece os sabores doce, salgado, azedo e amargo. Quando o sabor doce encosta na língua, uma informação é enviada para o cérebro solicitando a abertura do intestino para receber doces. Qualquer tipo de adoçante também desencadeia esse processo, só que, no caso do adoçante, é ainda pior porque ele não mata a vontade, não sacia e o receptor se mantém aberto pedindo doce.

As pessoas têm o costume de substituir o açúcar pelo adoçante de forma exagerada, achando que vão resolver o problema da compulsão pelo doce, mas ela só cresce — destaca Camila.

A nutricionista Patricia Davidson diz que há inúmeros benefícios à saúde de quem para de consumir açúcar. Entre eles, a melhora de energia, concentração e humor, e a melhor absorção de cromo, selênio, magnésio e zinco, nutrientes importantes para a imunidade, a saúde óssea e a força muscular:

— Para se tornar branco, o açúcar refinado passa por processos químicos onde são acrescentados aditivos que pertencem a grupos sintéticos muitas vezes cancerígenos e sempre danosos à saúde. Se consumido regularmente, aumenta a probabilidade de diabetes, obesidade, alterações intestinais, candidíase e até câncer. É descalcificante, ou seja, retira o cálcio dos ossos, tornando-os mais frágeis, além de estimular ainda mais a vontade por doces, pois altera o sabor dos alimentos.

Segundo especialistas, o açúcar também pode se tornar um vilão para a pele.

— A longo prazo, o consumo exagerado pode causar o envelhecimento precoce. Dependendo da quantidade ingerida, também é possível gerar uma modificação nos níveis hormonais, estimulando o crescimento de estruturas epidérmicas e dando origem a lesões, mais comuns nos diabéticos — acrescenta o dermatologista Diego Rocha, do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione.

Para o médico, o ideal é evitar ao máximo o consumo de açúcar:

— Carboidratos e açúcares, de uma forma geral, provocam uma produção maior de radicais livres no organismo, gerando estresse oxidativo e promovendo alterações na pele.




Notícias da mídia Exercícios para fazer na cama ao acordar Quando o despertador toca de manhã sempre bate a preguiça de levantar da cama. Mais 10 minutos de soneca e você já está atrasada, não é? Ao longo do dia, o pescoço começa a doer, suas costas também e você já está na terceira xícara de café. Um jeito muito fácil de evitar todos esses problemas é manter uma pequena rotina de exercícios logo que você acorda. Respiração e alongamento ajudam a despertar e dar mais energia, sabia? "Estudos mostram que ao despertarmos pela manhã nossos músculos ficam 10% mais curtos e rígidos devido ao repouso prolongado da noite. O alongamento matinal é de grande importância, além de relaxar a musculatura e o corpo, previne dores que ao longo do dia podem ser sentidas", explica a fisioterapeuta e instrutora de pilates do Fit Body Pilates SPa&Estética, Mariana Novaes. São 6 exercícios bem simples que levam só 5 minutos: stretching 1. Deitada na cama retire seu travesseiro e alinhe bem sua coluna. Estique os braços e as pernas, de modo que seu corpo fique todo esticado. Entrelace suas mãos e estique-as para cima, fazendo uma tração na coluna. Repita esse movimento duas vezes por 20 segundos. 2. Deitada, dobre seus joelhos e leve em direção ao tronco, como se fosse abraçar as pernas. Mantenha por 20 segundos nessa posição e depois repita por mais uma vez. 3. Deitada, apoie seus pés na cama, flexione um pouco seu quadril e leve-o para o lado, deixando sua cabeça para o lado oposto do quadril. (Se levou o quadril para o lado direto, leve a cabeça para o lado esquerdo) Abra bem seus braços e relaxe. Faça dos dois lados, mantendo por 20 segundos na posição de alongamento e repetindo duas vezes. 4. Deitada, apoie os pés na cama unindo-os calcanhar com calcanhar e abra as pernas, fazendo a famosa posição da borboleta. Mantenha na postura de alongamento durante 20 segundos repetindo 2 vezes o movimento. 5. Sentada com o corpo ereto, pegue o braço direito e leve em direção a cabeça, puxando-a para o lado direito. Você irá sentir alongar a região do músculo trapézio e a região cervical do lado contralateral. Repita esse movimento por duas vezes mantendo por 20 segundos e repita no outro lado. 6. Todos os alongamentos devem ser associados a uma respiração lenta e profunda, inspirando o ar pelo nariz e expirando pela boca auxiliando o maior relaxamento muscular. A professora e proprietária da Personal Work, Adriane Lafemina explica como fazer o exercício: Deite com as pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, mãos abaixo do umbigo e com a ponta dos dedos médios se tocando (se quiser junte os joelhos). Feche os olhos, inspire pelo nariz, sentindo o abdômen inchar: imagine um balão no abdômen, que se enche de ar na inspiração. Expire pelo nariz até o abdômen murchar completamente. Sinta que ao expirar o abdômen se contrai para dentro. Não force sua respiração, nem muito rápida, nem muito profunda, apenas observe seu ritmo. Experimente deixar sua expiração um pouco mais lenta que a inspiração! Faça o exercício de três a cinco minutos.

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