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Conselhos Úteis



Publicado em: 14/12/2017

A água é um elemento essencial para a sobrevivência do organismo humano. Podemos ficar semanas sem ingerir alimentos, mas passar de três a cinco dias sem ingerir líquidos pode ser fatal. Ela é o principal componente das nossas células e todas as reações químicas internas, como a digestão, absorção e excreção dependem dela.

A água é responsável por transportar alimentos, oxigênio e sais minerais, além de ajudar a regular a temperatura do corpo, faz o intestino funcionar e está presente nas articulações, nos sistemas respiratório, digestório, cardiovascular e nervoso, na urina e na pele.

O corpo de um recém-nascido é composto por 90% de água. Na adolescência, esse índice cai para 70% e, na fase adulta, para 60%. Ao chegar à terceira idade, que começa aos 60 anos, o corpo humano tem pouco mais de 50% de água. “Isso faz parte do processo de envelhecimento.

É natural que os idosos tenham menor reserva hídrica. Porém, é preciso estar atento porque essa diminuição de água no corpo propicia a desidratação”, esclarece Fabio Campos Leonel, professor da pós-graduação em geriatria da Faculdade Ipemed.

Para manter a hidratação e proteção do corpo, especialistas recomendam ingerir cerca de 2,5 litros de água diariamente. Porém, a necessidade de água pode variar de acordo com os alimentos ingeridos, condição de temperatura e umidade, durante exercícios físicos e de acordo com a faixa etária.

Segundo Fábio Campos, idosos não sentem tanta sede quanto um adulto ou uma criança, o que faz com que eles se desidratem mais facilmente. “Por isso, é de extrema importância que os cuidadores ou responsáveis fiquem de olho nos idosos, para saber se estão ingerindo água ao longo do dia, pois eles percebem menos a falta do líquido em seu corpo”, explica o especialista.

O médico ainda ressalta a vulnerabilidade que as pessoas mais velhas têm durante os dias quentes de verão. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. “Se não houver reposição adequada, a desidratação é certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo”, pontua Fabio.

Consequências

Ipemed/DivulgaçãoO professor da pós-graduação em geriatria da Faculdade Ipemed Fabio Campos diz que idosos precisam ingerir pelo menos 2,5 litros de água no verão (foto: Ipemed/Divulgação)A desidratação pode afetar a atenção, a concentração, o tempo de reação, o aprendizado, a memória, o humor e o raciocínio, além de causar dores de cabeça, fadiga e ansiedade.

Os adultos mais velhos, principalmente os da terceira idade, estão entre os grupos de maior risco de falta de hidratação. “Além dessas manifestações típicas, relacionadas à desidratação, os idosos também podem sofrer com pele e mucosa ressecadas e também infecções urinárias”, afirma Fabio.

Outro problema que está ligado diretamente à desidratação dos idosos é que muitos deles reduzem o volume de água que consomem para limitar as idas ao banheiro. “Como há um grande risco de quedas no meio da noite, muitos nem bebem água para evitar tombos ao se levantar para ir ao banheiro”, ressalta o professor.

Quando os idosos são dependentes, o papel dos cuidadores e dos profissionais de saúde é extremamente importante. É preciso controlar a quantidade de água ingerida tanto quanto o melhor horário ao longo do dia. Os idosos devem ser informados de que devem beber regularmente, em vez de beber uma grande quantidade de uma só vez, porque a distensão gástrica rapidamente diminui a sensação de sede.

“Para manter o corpo devidamente hidratado, o recomendável é ingerir a água pura. Mas como o paladar dos idosos costuma ser um pouco mais difícil, oferecer chás, água de coco e água com frutas para mudar o sabor também pode servir de opções na hora de ingerir líquidos diariamente. No caso dos idosos, os sucos de frutas não são recomendados, devido ao alto teor de açúcar”, orienta o professor da Ipemed.

Fique atento!

Confira algumas dicas para evitar que o idoso fique desidratado:

» Para manter o controle da ingestão diária de água para os idosos ao longo do dia, uma boa dica é deixar garrafinhas separadas para eles. Dessa forma, podemos acompanhar o quanto de água eles estão bebendo;

» Ofereça doses pequenas de água ao longo do dia. Os idosos perdem um pouco da capacidade de ingerir tanta água quanto os adultos;

» Observe a rotina de idas ao banheiro. As pessoas mais velhas podem não demonstrar tanto sintomas de hidratação, como sudorese e sede. O volume de urina é um indicativo de extrema importância no quesito hidratação;

» A pele do idoso, assim como a mucosa, podem apresentar ressecamento no caso de desidratação, mesmo sem ele sentir sede;

» O horário ideal para ingerir água é ao longo do dia, no máximo até as 18h. Isso mantém o idoso hidratado, e evita o risco de ele se levantar no meio da noite para ir ao banheiro.

» Ofereça chás, água de coco, água saborizada para estimular a ingestão de líquidos, principalmente nos dias mais quentes. O paladar dos idosos costuma ficar mais exigente. Outras bebidas que não prejudiquem sua saúde podem fazer a diferença na hora de ingerir algo.


Notícias da mídia Exercícios para fazer na cama ao acordar Quando o despertador toca de manhã sempre bate a preguiça de levantar da cama. Mais 10 minutos de soneca e você já está atrasada, não é? Ao longo do dia, o pescoço começa a doer, suas costas também e você já está na terceira xícara de café. Um jeito muito fácil de evitar todos esses problemas é manter uma pequena rotina de exercícios logo que você acorda. Respiração e alongamento ajudam a despertar e dar mais energia, sabia? "Estudos mostram que ao despertarmos pela manhã nossos músculos ficam 10% mais curtos e rígidos devido ao repouso prolongado da noite. O alongamento matinal é de grande importância, além de relaxar a musculatura e o corpo, previne dores que ao longo do dia podem ser sentidas", explica a fisioterapeuta e instrutora de pilates do Fit Body Pilates SPa&Estética, Mariana Novaes. São 6 exercícios bem simples que levam só 5 minutos: stretching 1. Deitada na cama retire seu travesseiro e alinhe bem sua coluna. Estique os braços e as pernas, de modo que seu corpo fique todo esticado. Entrelace suas mãos e estique-as para cima, fazendo uma tração na coluna. Repita esse movimento duas vezes por 20 segundos. 2. Deitada, dobre seus joelhos e leve em direção ao tronco, como se fosse abraçar as pernas. Mantenha por 20 segundos nessa posição e depois repita por mais uma vez. 3. Deitada, apoie seus pés na cama, flexione um pouco seu quadril e leve-o para o lado, deixando sua cabeça para o lado oposto do quadril. (Se levou o quadril para o lado direto, leve a cabeça para o lado esquerdo) Abra bem seus braços e relaxe. Faça dos dois lados, mantendo por 20 segundos na posição de alongamento e repetindo duas vezes. 4. Deitada, apoie os pés na cama unindo-os calcanhar com calcanhar e abra as pernas, fazendo a famosa posição da borboleta. Mantenha na postura de alongamento durante 20 segundos repetindo 2 vezes o movimento. 5. Sentada com o corpo ereto, pegue o braço direito e leve em direção a cabeça, puxando-a para o lado direito. Você irá sentir alongar a região do músculo trapézio e a região cervical do lado contralateral. Repita esse movimento por duas vezes mantendo por 20 segundos e repita no outro lado. 6. Todos os alongamentos devem ser associados a uma respiração lenta e profunda, inspirando o ar pelo nariz e expirando pela boca auxiliando o maior relaxamento muscular. A professora e proprietária da Personal Work, Adriane Lafemina explica como fazer o exercício: Deite com as pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, mãos abaixo do umbigo e com a ponta dos dedos médios se tocando (se quiser junte os joelhos). Feche os olhos, inspire pelo nariz, sentindo o abdômen inchar: imagine um balão no abdômen, que se enche de ar na inspiração. Expire pelo nariz até o abdômen murchar completamente. Sinta que ao expirar o abdômen se contrai para dentro. Não force sua respiração, nem muito rápida, nem muito profunda, apenas observe seu ritmo. Experimente deixar sua expiração um pouco mais lenta que a inspiração! Faça o exercício de três a cinco minutos.

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