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Publicado em: 25/10/2017

Os pesquisadores usaram uma tecnologia moderna de ultrassom que produz ecografias precisas em 3D para medir o acúmulo de gordura nas artérias. Foram 4 mil pessoas analisadas sem problemas cardiovasculares aparentes. Os voluntários, que tinham entre 40 e 54 anos, também responderam a um questionário detalhado sobre sua dieta durante os 15 dias anteriores à pesquisa.

Analisando seus dados, publicados na revista do Colégio Americano de Cardiologia (JACC), os pesquisadores determinaram que apenas um quinto dos participantes tomava um café da manhã reforçado, com mais de 20% das calorias diárias, enquanto 3% não faziam a primeira refeição do dia ou a faziam mal, consumindo menos de 5% das calorias diárias.

No primeiro grupo, aquele que tinha feito uma boa refeição pela manhã, 57 pessoas de cada 100 mostraram algum tipo de aterosclerose subclínica (sem sintomas). Os casos aumentaram para quase 75 por cada 100 no segundo grupo — aquele que não se preocupava com essa refeição.

Os resultados são independentes de outros fatores de risco cardiovascular, como obesidade, diabetes ou hipertensão. Além disso, tratando-se de aterosclerose subclínica generalizada — aquela que afeta ao menos quatro das seis artérias principais do corpo e, portanto, a mais séria — a incidência quase triplica nas pessoas que não tomam o café da manhã, quando comparadas àquelas que comem bem antes de sair de casa: passa de 10% dos casos a 29%.

Um café da manhã reforçado “acorda” o relógio biológico do corpo, responsável por regular a fome durante o resto do dia, acreditam os cientistas.

“Se não toma o café da manhã, o relógio biológico entra em caos”, afirmou Valentín Fuster, principal autor do estudo, que também é diretor do CNIC e editor da JACC.

“Come-se mais tarde e ingere-se mais calorias do que deveria”. Essa seria uma razão para explicar por que também havia mais pessoas obesas ou com colesterol elevado no grupo que não se alimentava pela manhã.

O estudo, no entanto, não estabelece se a primeira refeição do dia influencia diretamente na obstrução das artérias. Uma possibilidade é que o hábito de não tomar café da manhã esteja associado a um estilo de vida pouco saudável e, por isso, essa associação entre o consumo calórico pela manhã e a saúde cardiovascular.

Nesse caso, não tomar café da manhã poderia funcionar como um indicador para identificar pessoas que precisam fazer mudanças significativas em seu estilo de vida, apontou Vila Costa.

O grupo de participantes que pulava o café da manhã incluía, proporcionalmente, mais fumantes e consumidores assíduos de álcool e carne vermelha ou processados.


Notícias da mídia Exercícios para fazer na cama ao acordar Quando o despertador toca de manhã sempre bate a preguiça de levantar da cama. Mais 10 minutos de soneca e você já está atrasada, não é? Ao longo do dia, o pescoço começa a doer, suas costas também e você já está na terceira xícara de café. Um jeito muito fácil de evitar todos esses problemas é manter uma pequena rotina de exercícios logo que você acorda. Respiração e alongamento ajudam a despertar e dar mais energia, sabia? "Estudos mostram que ao despertarmos pela manhã nossos músculos ficam 10% mais curtos e rígidos devido ao repouso prolongado da noite. O alongamento matinal é de grande importância, além de relaxar a musculatura e o corpo, previne dores que ao longo do dia podem ser sentidas", explica a fisioterapeuta e instrutora de pilates do Fit Body Pilates SPa&Estética, Mariana Novaes. São 6 exercícios bem simples que levam só 5 minutos: stretching 1. Deitada na cama retire seu travesseiro e alinhe bem sua coluna. Estique os braços e as pernas, de modo que seu corpo fique todo esticado. Entrelace suas mãos e estique-as para cima, fazendo uma tração na coluna. Repita esse movimento duas vezes por 20 segundos. 2. Deitada, dobre seus joelhos e leve em direção ao tronco, como se fosse abraçar as pernas. Mantenha por 20 segundos nessa posição e depois repita por mais uma vez. 3. Deitada, apoie seus pés na cama, flexione um pouco seu quadril e leve-o para o lado, deixando sua cabeça para o lado oposto do quadril. (Se levou o quadril para o lado direto, leve a cabeça para o lado esquerdo) Abra bem seus braços e relaxe. Faça dos dois lados, mantendo por 20 segundos na posição de alongamento e repetindo duas vezes. 4. Deitada, apoie os pés na cama unindo-os calcanhar com calcanhar e abra as pernas, fazendo a famosa posição da borboleta. Mantenha na postura de alongamento durante 20 segundos repetindo 2 vezes o movimento. 5. Sentada com o corpo ereto, pegue o braço direito e leve em direção a cabeça, puxando-a para o lado direito. Você irá sentir alongar a região do músculo trapézio e a região cervical do lado contralateral. Repita esse movimento por duas vezes mantendo por 20 segundos e repita no outro lado. 6. Todos os alongamentos devem ser associados a uma respiração lenta e profunda, inspirando o ar pelo nariz e expirando pela boca auxiliando o maior relaxamento muscular. A professora e proprietária da Personal Work, Adriane Lafemina explica como fazer o exercício: Deite com as pernas flexionadas, plantas dos pés na cama, mãos abaixo do umbigo e com a ponta dos dedos médios se tocando (se quiser junte os joelhos). Feche os olhos, inspire pelo nariz, sentindo o abdômen inchar: imagine um balão no abdômen, que se enche de ar na inspiração. Expire pelo nariz até o abdômen murchar completamente. Sinta que ao expirar o abdômen se contrai para dentro. Não force sua respiração, nem muito rápida, nem muito profunda, apenas observe seu ritmo. Experimente deixar sua expiração um pouco mais lenta que a inspiração! Faça o exercício de três a cinco minutos.

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