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Publicado em: 12/05/2011

A técnica veio do oriente mas, por aqui como ao redor do mundo, o número de adeptos só cresce. A meditação é usada ora para ajudar a lidar com o estresse e aliviar dores, ora para promover o relaxamento ou controlar a pressão arterial. As razões são muitas e a elas, uma pesquisa na Montreal University, no Canadá, acaba de associar mais dois bons motivos que podem fazer muito mais gente aderir ao comportamento zen: meditadores tornam-se menos sensíveis à dor e sofrem menos as consequências do envelhecimento.

Segundo os pesquisadores, a meditação altera fisicamente regiões do cérebro ligadas as sensações de dor e relaxamento. O efeito é progressivo. Meditadores de longo prazo colhem mais frutos - vão ficando cada vez mais resistentes e menos ansiosos.

A neurociência tem buscado descobrir as mudanças que o cérebro pode sofrer com a prática da meditação, se baseando em um conceito chamado Neuroplasticidade, que é a ideia de que aquilo que prende o foco e a atenção de uma pessoa pode reformar o cérebro de modos significativos.

Uma das pesquisas neste campo, realizada na Emory University, nos EUA, sugere que a prática regular da meditação tem efeitos neuroprotetores e reduz o declínio cognitivo que é resultante do processo natural do envelhecimento. Portanto, a meditação pode ajudar a melhorar funções motoras e até habilidades de aprendizado.

Um cientista da Montreal University, Joshua Grant, conduziu um estudo com a intenção de investigar a percepção de dor e os efeitos analgésicos em potencial causados por estados da mente em meditadores Zen experientes.

A meditação Zen consiste em manter o foco no “aqui e agora”, prestar atenção na respiração, nos pensamentos, sentimentos e sensações que estão no ar no momento, e analisá-los sem fazer julgamentos.

No estudo, meditadores Zen experientes (com mais de mil horas de meditação) e voluntários sem prática, ajustados por sexo e idade, receberam individualmente estímulos termais para gerar dor moderada na panturrilha. Os meditadores experientes precisaram de temperaturas mais altas (49,9°C) para sentir dor que os demais voluntários (48,2°C). Grant e sua equipe concluíram que meditadores Zen são menos propensos à dor e experienciam efeitos analgésicos quando a mente está em estado altamente perceptivo.

A tolerância mais alta se deve ao fato de eles terem uma camada mais grossa do córtex cingulado, região do cérebro envolvida no processamento da dor. A atividade cerebral acrescida e sustentada pode ser responsável pelo engrossamento da camada, como se fosse um músculo se tonificando com exercícios físicos. Quem diz que o pensamento é o esporte do cérebro sabe exatamente do que está falando.

O envelhecimento causa uma queda natural na grossura do córtex, mas a meditação pode preservar o cérebro e até restaurá-lo. Mas se você não tem mais de mil horas de meditação, não se preocupe. O pesquisador psicológico Fadel Zeidan, da University of North Carolina at Charlotte, descobriu que a meditação também traz benefícios a curto prazo. Uma única hora de meditação dividida em três dias (20 minutos por dia) pode, também, produzir efeito analgésico.

O processo fez uso de estimulação elétrica causar dor e medi-la antes e depois da meditação. A sensibilidade à dor diminuiu com o treinamento do foco no “aqui e agora”. Relacionando os efeitos da meditação à distração matemática – posteriormente inserida no estudo – os cientistas descobriram efeitos analgésicos significantes geados pela meditação e pela distração matemática. E a dor não foi a única a perder espaço. A ansiedade também diminuiu. O treinamento pode ter sido curto, mas os efeitos, segundo Zeidan, foram duradouros.

Dê ouvidos a quem diz que a mente domina o corpo e, lembre-se, um bom desafio intelectual fortalece o cérebro. Que tal começar a praticar meditação? A saúde – física e psicológica – agradece.




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