Confira dicas para sair do superendividamento e reorganizar o orçamento.
Quando se tem uma dívida maior que o salário, o sentimento de sufoco é constante: contas atrasadas, ligações de cobrança e a sensação de que o dinheiro acaba antes do mês. Se esse é o seu caso, respire: existe caminho para recuperar a estabilidade financeira.
Neste artigo, você vai entender o que é o superendividamento, como a lei protege quem chegou ao limite e quais passos práticos ajudam a retomar o controle financeiro sem abrir mão do básico.
O que é superendividamento?
O superendividamento acontece quando uma pessoa não consegue pagar todas as dívidas sem comprometer despesas essenciais, como alimentação, moradia, água e luz. Ele não está ligado apenas à renda baixa: pessoas que ganham bem, mas perderam o controle do orçamento, também entram nesse tipo de situação – com o uso excessivo do cartão de crédito ou de empréstimos para cobrir outras dívidas.
Como a Lei do Superendividamento apoia na organização da vida financeira
A Lei nº 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, trouxe proteção importante para quem chegou ao limite financeiro. Ela garante o chamado mínimo existencial: ninguém pode ser obrigado a deixar de comer, morar ou pagar contas básicas para quitar dívidas com bancos e financeiras.
Na prática, a lei incentiva a renegociação global das dívidas, com condições facilitadas, prazos maiores e parcelas que caibam no orçamento. O foco deixa de ser punir e passa a ser reorganizar a vida financeira do consumidor.
Quais dívidas priorizar para organizar as finanças?
Quando não dá para pagar todos os débitos, é essencial definir prioridades. Nem todas as dívidas têm o mesmo peso no dia a dia ou representam o mesmo risco financeiro, por isso é importante saber o que deve ser quitado com mais urgência.
Em primeiro lugar, pague o básico
As contas básicas, como água e luz, e a compra de alimentos garantem dignidade e sobrevivência. Atrasá-las pode gerar cortes de serviços essenciais e agravar a situação. Elas sempre devem ser pagas primeiro.
Depois, pague dívidas com juros altos
Cartão de crédito e cheque especial têm os juros mais altos do mercado – quando o uso sai do controle, vira uma bola de neve. Priorizar esse tipo de dívida evita que o valor cresça rapidamente.
Por último, pague dívidas com bens em garantia
Na lista de prioridades, o financiamento de carro ou imóvel fica no final, mas também merece atenção, pois o não pagamento pode resultar na perda do bem. Avaliar a renegociação da dívida é estratégico na reorganização do orçamento.
Como agir quando a dívida é maior que o salário?
Depois de organizar prioridades, é hora de agir de forma prática e possível.
Negocie as dívidas
Renegociar é fundamental quando a dívida é maior que o salário. Muitas dívidas que parecem impagáveis podem se transformar em acordos viáveis. No Serasa Limpa Nome, por exemplo, é comum encontrar descontos de até 99%, que reduzem o valor original do débito e permitem parcelas compatíveis com a renda atual.
Busque renda extra
Em alguns casos, buscar alternativas de renda extra, que aumentem a entrada de dinheiro temporariamente, ajuda a atravessar o momento mais crítico. Trabalhos pontuais, freelas ou venda de itens parados são exemplos de ações que podem aliviar o orçamento enquanto a reorganização acontece.