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Publicado em: 28/09/2019

“Se pudesse escolher o emprego que quisesse, qual seria?”

“O que precisa acontecer em sua atual empresa ou emprego para que você não esteja aqui sentado?”

“Pode descrever sua grande debilidade? E a de seu último chefe?”

Esses são apenas alguns exemplos de perguntas que, durante uma entrevista de emprego, podem deixá-lo completamente deslocado, questões que o deixam sem fala ou a que você só consegue responder com monossílabos.

Muitas vezes você sabe que a vaga não será sua simplesmente pela forma como as respondeu. Mas, embora pareça o contrário, elas não foram feitas para deixá-lo em evidência.

“Quando fazemos seleção de pessoal, não procuramos os melhores candidatos, e sim os mais adequados. Talvez seja pouco ortodoxo descrever algum tipo de pergunta como armadilha, mas é verdade que esse é um termo atribuído coloquialmente às questões cujo foco é esclarecer dúvidas sobre o cumprimento de requisitos ou avaliar habilidades e competências soft: aquelas que têm a ver com habilidades pessoais, atitudes e valores”, explica Esther Carrasco, diretora de Recursos Humanos da CE Consulting Empresarial.

Há candidatos que maquiam seu currículo ou são ambíguos em sua apresentação (alguns mentem descaradamente), por isso é normal que o entrevistador tenha dúvidas em relação a alguns dados ou veja lacunas em determinada informação, e a entrevista é o melhor momento para perguntar sobre isso.

“Por exemplo, é muito comum que isso ocorra com o nível de idiomas, com o tempo de experiência profissional, com o domínio de determinadas ferramentas ou com o motivo de saída das empresas.

Então são feitas essas perguntas porque, além da importância que possam ter determinados conhecimentos ou habilidades técnicas para o desempenho em um posto de trabalho, há fatores ainda mais importantes para a empresa, relacionados com a integração dessa pessoa em uma determinado equipe, estrutura, cultura organizacional...”, assinala Carrasco.

A responsável por Recursos Humanos da Spring Professional, do Grupo Adecco, Carolina Mouné, aconselha os candidatos a responder sem falar mal de empresas ou colegas, e a ser sinceros quanto às áreas em que podem melhor e a seus pontos fortes.

“O que nós, que nos dedicamos à seleção, valorizamos é que o candidato conheça a empresa e o cargo ao qual concorre, que sua motivação para trabalhar em nossa empresa seja alta, [que tenha] paixão por entrar em uma empresa como a nossa; em resumo, pessoas que tenham atitude. Hoje em dia, o que contratamos são competências.”

Estas são as perguntas mais comuns para detectá-las, e é assim que devem ser enfrentadas:

Por que quer mudar de emprego?

É uma pergunta obrigatória. “É feita para conhecer melhor suas motivações e interesses. É necessário responder com a verdade, a realidade de sua situação, mas evitando falar mal da empresa e dos colegas”, indica Carolina Mouné. “Diante de perguntas que implicam opinar ou avaliar sua empresa anterior e como era sua relação com seus chefes, o melhor é que as respostas sejam imparciais. As empresas procuram evitar a incorporação de funcionários conflituosos", explica Carrasco.

Como se vê daqui a 5 anos?

“Esta pergunta é feita para visualizar o plano de carreira do candidato, ver se daqui a um tempo poderia continuar tendo lugar na companhia e quais as possibilidades de promoção. Novamente, a chave é responder com sinceridade. Nas empresas, desejamos pessoas que queiram ficar conosco por muito tempo”, diz Mouné.

De tudo que fez, do que se orgulha mais?

Cuidado em exagerar ou inventar méritos e triunfos diante de perguntas relacionadas com funções, responsabilidades, tarefas, lucros, conhecimentos de determinadas ferramentas, idiomas... “As empresas aproveitarão a entrevista para esclarecer informações duvidosas e, além disso, elas contam com recursos como teste psicotécnico, provas, questionários, solicitação de títulos e de referências para verificar as respostas”, assinala Esther Carrasco.

Qual foi o maior erro que cometeu em sua experiência anterior?

“Com esta pergunta, procuramos conhecer o nível de autocrítica, como a pessoa resolve problemas. Mais uma vez, o aconselhável é responder com sinceridade, sem falar mal de ninguém nem culpar outras pessoas por esses erros”, lembra a especialista da Adecco. Sim, é verdade que não se pode ser sincero o tempo todo, mas é melhor não mentir.

Quais são suas áreas de melhor desempenho?

“Frente a perguntas feitas para conhecer pontos fortes, virtudes e defeitos, é importante ter bom senso, evitando indicar como ponto fraco algum dos aspectos críticos para o desempenho do cargo oferecido, e procurando valorizar virtudes que coincidam com as requeridas para a função. Por exemplo, não ajuda muito que, se um aspecto importante for ‘capacidade de organização’, um candidato comente na entrevista que um de seus pontos fracos é ser desorganizado ou distraído; ou, se for solicitada ‘adaptação a ambientes de trabalho padronizados’, assinale como virtude ser criativo”, indica a especialista da CE Consulting Empresarial.

Prefere trabalhar sozinho ou em equipe?

Uma pergunta quase obrigatória. Atualmente, a maioria das funções tem um alto componente de trabalho em equipe, mas o trabalho individual também é imprescindível. Portanto, o ideal é que o candidato saiba trabalhar nas duas modalidades.

Quais são suas expectativas salariais?

Dinheiro é, sem dúvida, um assunto Delicado. Mas, diante de perguntas relacionadas ao salário, o enfoque da resposta dependerá da informação de que o candidato disponha.

Carrasco expõe duas situações distintas:

“Por exemplo, se ele ainda desconhece o que a empresa oferece, minha recomendação é que o candidato explique que, embora o salário seja um elemento fundamental, não é o ponto mais decisivo, indicando que espera uma oferta condizente com o setor e a responsabilidade exigida, destacando o interesse pelo projeto e pela empresa.

Mas se ele já sabe a faixa salarial oferecida para o cargo, um desajuste pronunciado, indicando pretensões muito mais altas, pode ser um motivo de descarte. Quando as empresas tornam pública esta informação em fases iniciais, geralmente é porque as ofertas estão bastante fechadas e com pouca possibilidade de negociação, por isso não faz sentido optar por elas se nossas expectativas salariais forem muito altas.”

O que você gosta na nossa empresa?

“Além de avaliar o perfil da pessoa que será entrevistada e se ela pesquisou na Internet, esta pergunta visa a analisar se os valores do candidato combinam com os da empresa, ou saber o que ele considera mais atraente para entender suas motivações e conhecê-lo melhor”, conta Carolina Mouné.

Está em outros processos seletivos? Se está, qual é o seu ‘ranking’?

Normalmente, a pessoa que está buscando ativamente um emprego participa de vários processos ao mesmo tempo. “Fazemos esta pergunta para ter em mente os tempos de resposta das outras empresas e para não tomar a decisão quando for tarde para o candidato. Quanto à pergunta do ranking, valoriza-se que a vaga de sua empresa seja a preferida pelo candidato, já que isso denota motivação e interesse”, explica Mouné.
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