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Publicado em: 12/06/2019

O mercado fala sobre motivação há muito tempo. Não há um dia em que líderes não pensem no assunto. Você que lê este texto agora certamente tem essa questão dentre suas preocupações e, possivelmente, já maquinou até sua própria teoria (ou pelo menos hipótese) sobre como deve ser o jeito certo de motivar pessoas. Mas a verdade é que, mesmo com os acertos conquistados a duras penas ao longo de décadas de aprendizado, muitas organizações continuam falhando nessa missão.

E é possível que você também esteja.

O motivo?

Há muitas respostas possíveis para essa pergunta. Mas o americano Daniel H. Pink, autor de quatro best-sellers da área de negócios, ressalta uma bem crítica no seu novo livro, “Motivação 3.0 - Drive”: estão querendo encontrar engajamento procurando por obediência.

Na nova obra, que acaba de ser lançada no Brasil pela Sextante, Pink reconstrói a história dos estudos e práticas no universo da motivação e nos conduz a uma análise mais profunda do assunto, classificando como 3.0 a motivação baseada em autonomia, prazer e propósito.

Segundo Pink, temos a motivação 1.0, aquela primitiva, que nos move pela sobrevivência. É o seu instinto: se não tem o que comer, você vai dar um jeito de conseguir comida, se começam a cair pianos do céu, você vai procurar um abrigo seguro para se esconder.

Como 2.0, o autor classifica a motivação clássica industrial, assentada no padrão “punição e recompensa”, abraçada pelo mercado durante décadas e que, mesmo hoje, ainda funciona em alguns cenários.

Mas a realidade mudou, os anseios das pessoas mudaram e a forma de motivá-las também precisa mudar. E é aí que está o problema. Muitas organizações continuam tentando motivar homens e mulheres do século XXI com estratégias de um mundo que não existe mais.

Obediência x Engajamento

Quando estão em jogo os ganhos e as perdas decorrentes da forma como se executa uma tarefa, somente dois resultados são possíveis: obediência ou desobediência. O colaborador será motivado não por causas e sim por consequência: venderá mais para obter uma comissão maior, venderá mais para não ser substituído por alguém com melhor desempenho, venderá mais para ser promovido, venderá mais para não ser transferido para a filial que ninguém quer. Como você vai chegar com aquele discurso bonito de vestir a camisa tratando as coisas nesses termos?

“É preciso resistir à tentação de controlar as pessoas – e, em vez disso, fazer todo o possível para despertar a adormecida autonomia que temos enraizada em nós”, afirma Pink. Só assim chegarem ao engajamento pleno, ressalta o autor. As pessoas vão se engajar quando se sentirem parte da solução, parte do negócio. O modelo de punição e recompensas as trata como custos.

A criança dentro de nós

A Motivação 3.0 vai muito além da disposição para realizar algo, trata de envolver as pessoas em todo o processo. Os profissionais com melhores resultados são aqueles que, como ressalta Pink, tomam decisões conscientes no sentido de “tornarem-se melhores em algo que é importante”. E, de acordo com o autor, as noções de prazer e diversão estão ligadas a essa sensação, estimulando um elo com a criança que fomos um dia. “Elas [as crianças] usam o cérebro e o corpo para sondar e extrair feedback do ambiente, numa incessante busca pela excelência”. Nós também podemos fazer isso, que é a essência da motivação 3.0.

(Daniel H. Pink)
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