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Publicado em: 20/01/2019

Precisamos preparar os colaboradores para enfrentar problemas que ainda nem existem, mas vão impactar os negócios em poucos anos.

Diferentemente do que se pensava, a criatividade não é uma característica inata do indivíduo. Claro que algumas pessoas são mais criativas que as outras naturalmente, mas essa habilidade pode ser adquirida, praticada e desenvolvida pelo uso de técnicas.

A criatividade aumenta e estimula as habilidades inerentes de cada indivíduo e o interessante de tudo isso é que desenvolver as habilidades resulta, geralmente, em uma ampliação do espectro de alternativas para solução de problemas, o que é sempre bom e um ambiente empresarial cada vez mais competitivo.

Esse conceito foi abordado no livro: Gestão da Tecnologia e Inovação, de João Roberto Loureiro de Mattos e Leonam dos Santos Guimarães, e reflete bem a importância da implantação de uma cultura criativa dentro das empresas.

A busca por inovação e a criação de ambientes inovadores têm sido uma constante dentro das empresas. A criatividade é o vetor da inovação que, por sua vez, pode gerar novos produtos e processos.

Portanto, se o objetivo é construir um ambiente inovador dentro das empresas é preciso permitir que seus colaboradores desenvolvam a capacidade criativa. O Google permite aos seus colaboradores que dediquem 20% do tempo de trabalho a atividades que desenvolvam qualquer tipo de ação criativa.

Os gestores de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo perceberam que essa “liberdade” é fundamental para que os funcionários possam encontrar soluções mais inovadoras para problemas e para propor novos produtos.

A criatividade é libertária. Ela precisa de ambiente e de uma política nas empresas que valorizem as novas ideias, mesmo aquelas que não são aplicáveis em um primeiro momento. A criatividade combinatória pode somar várias ideias e, assim, gerar insights para que respostas mais criativas sejam apresentadas.

É como se a chuva de ideias (brainstorm) funcionasse como adubo para proposições mais frutíferas. Mas, afinal, o que trava a criatividade dentro das empresas? Não são apenas o ambiente fechado, divisórias e uma hierarquia verticalizada que impedem o surgimento de um ambiente criativo.

Bloqueios limitam a habilidade para enfrentar desafios

Além do espaço físico, os bloqueios criativos nascem por percepções naturais ou por ausência de autoconfiança. Alguns indivíduos são muitos sensíveis a críticas e, assim, evita se arriscar na proposição de ideias.

Outro grupo de indivíduos tende ao conformismo e considera que as mudanças não darão certo, limitando assim sua capacidade criativa. Existem colaboradores que não conseguem mudar o mindset para pensar de modo diferente antigas rotinas e processos. Eles têm uma necessidade intrínseca em vivenciar o que já é conhecido, pois desejam mais a segurança do ambiente conquistado, que a mudança pelo novo. Pessoas acima dos 50 anos, de modo geral, são a maior parcela.

Inovação requer mudança de cultura

Não adianta pensar que a criatividade é uma instituição que vai dominar os corredores da empresa após a pintura das paredes por cores vibrantes, piscina de bolinha e post-its espalhados por todos os lados. Comprar um violão não faz ninguém um músico. É preciso treino. Mas como treinar os colaboradores para uma cultura de inovação?

Em primeiro lugar, não espere resultados rápidos e mensuráveis a curto prazo.

A criatividade é um bicho solto que deve permear todas as esferas da empresa, inclusive a diretoria. Os gestores precisam participar ativamente do processo e não limitar, intimidar ou restringir qualquer movimento favorável.

Devem reservar uma parcela do faturamento – assim como fazem para o marketing, por exemplo – para que seja possível trazer agentes externos, colaboradores, consultores. Para que sejam realizadas visitas técnicas e seja possível dar abertura para startups apresentarem soluções alinhadas ao negócio.

Ativar um comitê de inovação nas empresas pode gerar uma rotina interessante, mas é preciso tomar cuidado para que a chuva de ideias e proposição de soluções não se perca. Todo processo de inovação precisa de uma metodologia para sistematizar o que se aprende, como o Business Model Canvas, Canvas Proposta de Valor e o Funil de Inovação.

Tais ferramentas possibilitam uma maior absorção do que se discute, evitam esforço indisciplinado que traduz-se em falta de objetividade e efetividade. Estruturar as ideias é dar sentido a elas e mostrar claramente quais soluções podem ser desenvolvidas e implantadas. Então, sua empresa está pronta para mudar? Ou você considera que a revolução digital ainda não impactou seu negócio?

Artigo publicado originalmente em: www.simi.org.br
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