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Publicado em: 17/11/2018

Como vocês devem ter percebido, tenho escrito focando no público feminino. Isso tem um motivo. Eu me tornei mãe há 21 meses e depois do nascimento de minhas filhas gêmeas minha vida mudou 360 graus.

Isso mesmo! Mudei de casa, mudei de país, mudei de cultura, mudei minha rotina profissional. E, após o dia do nascimento de minhas bebês, meu propósito de vida e carreira também ‘mudou’, costumo dizer que ele se definiu, se concretizou. E, a partir de então, decidi que me dedicaria a inspirar e a ajudar mais mulheres a assumirem o controle do seu futuro.

Voltando à minha história, digo que não foi muito fácil passar por todas essas mudanças praticamente juntas! Mas, confesso que hoje olho para esse momento com muito orgulho e gratidão. Meu marido, minha família, a família de meu marido fizeram a diferença. Nos primeiros 6 meses tive sempre alguém me ajudando. Claro, nesses mesmos meses não trabalhei, pois quase não havia tempo para outros assuntos que não a maternidade.


Depois disso, foi outro momento de descoberta, pois a partir dos 7 meses de minhas bebês, não tínhamos ninguém para nos ajudar. Éramos meu marido e eu, sendo que ele saia às 8h para trabalhar e retornava por volta das 18h e, aqui estou eu para contar que não só sobrevivi, como me transformei em um mulher mais madura e consciente de que existem alguns passos que, nós mulheres precisamos percorrer para “tirar de letra” todos os desafios que a vida nos apresenta.

Desafios tais como, maternidade, mudar de emprego, mudar de carreira, encerrar um relacionamento, mudar de cidade e, até mesmo, de país. Quem viveu um ou mais desses momentos entenderá o que estou dizendo e quem está por viver um deles terá condições de levar alguns ensinamentos para transpassá-los de forma mais suave e equilibrada.

Desde que decidi me tornar psicóloga, tinha em mente ajudar as pessoas. Então, comecei a faculdade e já no primeiro ano fui em busca de cumprir meu propósito de carreira, ajudar as pessoas através de meu conhecimento. E aí começou minha história de amor com a psicologia. E, desde esse momento eu já tinha claro meu propósito, só precisa lapidá-lo como ocorreu há quase dois anos atrás. Em outro momento conto mais sobre isso.

Agora quero falar de você! E para iniciarmos, quero começar com uma pergunta: Como está sua autoestima? Super baixa? Baixa? Alta? Super alta? Faz tempo que não se pergunta a respeito de si mesma?

Tempo para pensar…

Lembra que mencionei ali acima que temos que percorrer alguns passos? Então lá vamos nós…

Um dos passos que quero trazer aqui é que é preciso primeiro ter para depois doar. Quero dizer que, nós mulheres, muitas vezes nos doamos aos outros, sem nos olharmos e prestarmos atenção em nossas emoções, sensações e necessidades. Então, se você quer doar amor, primeiro você precisa ter amor próprio; e assim por diante.

Retornando à pergunta sobre sua autoestima, se você respondeu baixa ou super baixa, não se preocupe, aqui vamos entender porque isso está acontecendo e como evitar cair no ciclo da baixa autoestima. E, se você respondeu alta ou super alta, isso é fantástico, compartilhe aqui como você mantém esse estado, talvez, outras leitoras se identifiquem com sua história.

Sua autoestima é formada durante sua infância baseada na educação e no relacionamento desenvolvido com sua família e escola. E a partir daí você sofre influência do mundo que a cerca. Em linhas gerais, autoestima é a forma como você se autoavalia levando em consideração suas emoções, suas crenças, seus comportamentos.

Gosto de criar algumas analogias para facilitar nosso dia a dia. Para avaliar sua autoestima, pense em um termômetro, ele pode estar positivo ou negativo, assim, podemos dizer que sua autoestima está saudável ou não, respectivamente.

Seu termômetro de autoestima não ficará super positivo 100% do tempo, pois fatores internos e externos influenciam-na diariamente. Portanto, é normal alguns momentos de ‘frio na barriga’, de perceber imperfeições e de cheque de sua real capacidade. E, para que você consiga contornar essas situações, existem algumas práticas que poderão lhe ajudar a elevar a sua autoestima, tornando-a saudável e evitando cair no ciclo da baixa autoestima.

Abaixo elenco alguns dos problemas e padrões que estão associados à baixa autoestima:

Perder muito tempo preocupada com o que os outros pensam;

Sentimento de abandono;

Sentimento de rejeição;

Dificuldade de falar sobre si mesma;

Maior vulnerabilidade para permanecer em um relacionamento tóxico;

Exigir de mim mesma realizar tudo com a exata perfeição;

Sensação de culpa;

Sensação de vergonha;

Duvidar de si mesma com muita frequência.

Assim, para evitar um ciclo com padrões e sensações de uma autoestima frágil, é essencial saber estabilizá-la e fortalecê-la.

Para isso, comece olhando para si através de um espelho e se valorize, se ame, se respeite, acredite em si mesma e se aceite tal como você é! Lembre a si própria que você merece uma vida com satisfação e felicidade. Não permita ser afetada por imperfeições, estereótipos e contratempos.

Abaixo, criei uma lista de dicas para elevar sua autoestima. Vamos lá?

Desenvolva o autoconhecimento: quais são suas fortalezas, suas fraquezas?;

Defina metas pessoais atingíveis, para evitar constantes frustrações. Costumo dizer que é melhor definirmos nano metas e conseguirmos completá-las, do que metas que quase sempre ficam apenas no plano das ideias, no papel.

Evite se culpar pelo que fez ou não fez. Aceitar que, às vezes, acertamos e outras erramos (mas que aprendemos com isso), é melhor do que ficar ‘remoendo’ aquele momento (que aconteceu ou não) que te faz sentir angústia e culpa.

Se dê o direito de não ser perfeita;

Aceite seus pontos fracos. Todas nós temos os nossos.

Exercite a gratidão com mais frequência.

Celebre suas vitórias.

Pare de se comparar com os outros.

Viva o ‘aqui e agora’, o que passou se torna aprendizado e memória e, o que está por vir depende de hoje! Por isso, viva o presente e faça agora mesmo o que te faz sentir feliz, realizada.

E, acredite em você! Confie em sua intuição! Não permita que a aprovação externa seja o combustível para te fazer seguir adiante.
Não digo que é fácil seguir todos esses passos, mas se você conseguir caminhar por eles, um a um, dia após dia, você perceberá o quanto isso lhe trará benefícios em sua vida pessoal e profissional.

Uma prática que me ajudou bastante a ter o foco em minha autoestima e desenvolver mais autoconhecimento foi realizar mindfulness, que é uma meditação que consiste em estar aberto à experiência presente, observando seus pensamentos sem julgamentos e críticas.

E você? O que tem feito para aumentar sua autoestima?

*Thais Gama é psicóloga, formada pela PUC-SP, pós graduada em gestão estratégica de pessoas pela FGV e especialista em autoestima para as mulheres.
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