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Publicado em: 30/10/2018

Diversas teorias comportamentais e estudos sociológicos já discutiram sobre como os hábitos se constituem. Não convém aqui fazer uma revisão teórica, mas um dos estudos mais significativos sobre o hábito surgiu de um repórter investigativo Charles Duhigg e tornou-se uma obra premiada e um best seller.

Por que entender o poder dos hábitos e como transformá-los iria atrair tantos leitores?

Certamente, grande parte destes leitores desejavam mudar certos hábitos pessoais e enfrentavam dificuldades e encontraram na obra de Duhigg caminhos possíveis para a mudança. Se pensarmos a procrastinação como um hábito e não uma característica pessoal imutável, temos em mente que, com certo esforço, é possível incorporar algumas medidas de controle.

Um das primeiras coisas a entender que o hábito é uma criação mental arquitetada pelo cérebro para que nosso organismos não gaste energia desnecessária.

O hábito é um comportamento inconsciente resultado de uma ação contínua, e que muitas vezes, não percebemos quando a estamos praticando. Quando aprendemos a dirigir, nas primeiras aulas de direção, sempre raciocinamos o momento exata de mudar a marcha, quando é preciso apertar embreagem ou acelerar. Com o passar do tempo, você nem percebe mais o que está fazendo. Dirigir torna-se uma ação "automática" . O esforço mental é reduzido.

Imagina se todas as vezes em que você muda de marcha no trânsito tivesse que pensar qual marcha mais adequada? Tornaria seu percurso muito mais cansativo. Assim, nossa mente transforma as atividades rotineiras em um hábito, evitando-se um esforço desnecessário de pensar conscientemente naquela ação.

A procrastinação como um hábito

É neste sentido que podemos imaginar o hábito da procrastinação. Muitas vezes você adia uma tarefa sem nem mesmo perceber que está adiando. Simplesmente, ao se deparar com uma atividade que irá lhe exigir mas tempo, ou porque é muito complexa e difícil, ou porque é uma atividade massante ou mesmo porque você perceba a dificuldade que será produzir para atingir o grau de perfeição que você determinou.

Tal situação é muito mais comum quando os procrastinadores possuem tarefas sob responsabilidade e podem ajustar o planejamento conforme sua intenção. Entretanto, o prazo de entrega é sempre o limitador e não é incomum ao procrastinador conseguir entregar a tarefa no prazo, mesmo que tenha que passar as madrugadas dos dias anteriores para realizar aquilo que havia sido planejado, com folga, há semanas!

Quanto maior o prazo melhor, será?

Uma tarefa com um prazo mais largo é um dos principais fatores que influenciam a decisão do procrastinador contumaz. Achar que vai dar tempo se adiar mais uma semana aquela atividade massante, embora seja importante, corre-se o risco de subestimar o tempo.

Quando o prazo se aproxima, o individuo percebe o quanto perdeu tempo e o quanto poderia ter adiantado um tarefa se tivesse seguido o planejamento e respeito os prazos.

Situação pior acontece quando o procrastinador percebe que consegue entregar os resultados esperado no prazo mesmo não cumprindo o planejado. A sensação de não ter sido derrotado pelo hábito da procrastinação, fortalece, meso que inconscientemente, o sentido de que sempre é possível resolver uma situação, mesmo que chegue ao seu limite.

O problema neste caso é o contínuo esforço mental e físico que alguém é necessário depositar nas tarefas atrasadas para poder compensar o tempo perdido. E o risco de entregar resultados inferiores à capacidade do individuo.

Partindo do princípio que o ato de procrastinar como um hábito, um comportamento inconsciente que foi sendo moldado por cada um a partir de suas experiências e expectativas, temos em mente que este é um comportamento que pode sim ser mudado. Claro que não é só o fato de querer mudar. É preciso antes de querer, compreender como se formou este hábito em sua vida, para a partir daí, encontrar as melhores estratégias para que, aos poucos se opere o processo de mudança.

(Danielle Lacerda)
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