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Publicado em: 14/09/2018

No andar térreo do prédio que serve de quartel general da Amazon, em Seattle, fica seu experimento de futuro do varejo físico. É na loja batizada de Amazon Go que a companhia que alcançou valor de mercado de US$ 1 trilhão com um império de vendas pela internet mostra como pensa que o varejo físico será dentro de décadas—ou de poucos anos, se for uma escolha somente de Jeff Bezos e companhia.

Ali na frente, turistas se acumulam para poses que vão parar no Instagram e outras redes sociais por aí. A loja, não é exagero, virou ponto turístico na cidade. Não à toa. A Amazon Go não tem filas e nem caixas registradoras. O cliente entra, pega o que precisa e sai andando—por mais que muitos hesitem nos passos finais.

A primeira unidade da Amazon Go, a que visitei, foi fundada em janeiro de 2018, após um breve mês de experiência atendendo somente a funcionários da própria empresa. A expansão tem sido veloz.

Outras duas lojas já funcionam em Seattle, Nova York vai receber uma unidade em breve e outras metrópoles, como Chicago e São Francisco, já foram citadas pela empresa como planos futuros. Esta primeira unidade, com 170 m², é uma mistura de supermercado, vendendo bebidas, doces e biscoitos, e loja de conveniência, com comidas prontas preparadas no próprio local.

A ideia é que ela sirva como fonte de almoços rápidos para quem trabalha na região. Mas é aqui que as explicações convencionais sobre a Amazon Go acabam.

Se tem uma coisa que é mais difícil na “loja do futuro” do que é em mercado convencionais é o rito de preparação. Para entrar na loja, você deve ter o aplicativo Amazon Go instalado em seu smartphone com login em uma conta da Amazon e cartão de crédito registrado.

A entrada da loja tem catracas com leitores de barras. A tela inicial do app exibe um QR Code que libera seu acesso. A partir dali todos os passos são monitorados. Um sistema de câmeras, sensores e inteligência artificial acompanha cada cliente e é capaz de registrar o que foi levado embora da loja.

Eu bem que tentei enganar a tecnologia da Amazon e retirei produtos com uma mão e devolvi com outra. Mas ela ganhou de mim, é claro. A patente registrada pela empresa, que é assinada por 10 funcionários da Amazon, incluindo um certo Jeffrey P. Bezos, descreve o uso de imagens capturadas por câmeras combinadas a algoritmos de inteligência artificial.

Um sentimento engraçado enquanto eu andava pela loja é de que estava sendo sempre observado—o que não deixa de ser verdade. Ao sair do estabelecimento, dei uma última espiada para trás para ver se algo apitava ou coisa assim. Que nada. Logo após a minha saída, o aplicativo do mercado já mostrava a listinha do que eu havia comprado e um comprovante havia chego por e-mail. Muito prático.

Mas a experiência de compra na Amazon Go não é fascinante por conta dos sensores no teto e da nota fiscal digital. A praticidade de simplesmente sair andando da loja é algo que conquista. Tente lembrar da primeira vez que você deixou de pegar um táxi e optou por um carro da Uber. Ou quando percebeu que já era comum para você abrir a porta e sair andando—eu já tentei sair sem pagar de táxi, de tão acostumado com a praticidade de não ter mais de fazer isso.

O sentimento de sair andando de um supermercado é algo parecido. E é aí que você entende o futuro que a Amazon vê. Nem tudo você precisa comprar pela internet.

Mas em tempos de entrega no mesmo dia para compras virtuais, a ida até uma loja física deve se encaixar em um cenário de tanta pressa, que você não deveria nem perder tempo em uma fila.
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