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Publicado em: 18/08/2018

Diz o ditado que uma maçã podre pode estragar as demais em uma cesta. O mesmo acontece quando os seres humanos interagem num mesmo grupo: os estados de ânimo são contagiantes quando compartilhamos espaço e tempo com as mesmas pessoas por muito tempo.

Se você tem um amigo feliz, a probabilidade de você ser feliz aumenta em 25% (é o que diz esse estudo da Universidade Harvard). Se seus colegas de trabalho vivem estressados, a possibilidade de você sofrer o mesmo destino aumenta. Isso acontece entre iguais, mas também na relação patrão-empregado: o humor do chefe condiciona o desempenho dos trabalhadores e afeta a produtividade da empresa.

Vários estudos confirmam, segundo a Ordem Oficial de Psicólogos, que o estresse é contagioso: as pessoas com esse mal não estão distribuídas aleatoriamente em diferentes departamentos. Elas tendem a estar localizadas dentro dos mesmos grupos, o que sugere que o estresse é um componente do ambiente social e que existem “unidades de trabalho tóxicas”, explica José María Peiró, professor de psicologia do trabalho e recursos humanos.

“Na verdade, a primeira razão para deixar um emprego é a falta de relacionamento interpessoal, mais do que o salário”, diz ele.

Isto acontece frequentemente porque a origem do estresse não costuma estar sob o controle direto do trabalhador. Processos como imitação e contágio, estilo de liderança, relacionamento com colegas e características ambientais contribuem para entender por que existem organizações ou departamentos tóxicos.

De acordo com uma recente pesquisa do Eurobarômetro, 53% dos trabalhadores consideram que o estresse relacionado com o trabalho é um dos principais riscos ocupacionais. Na verdade, estima-se que esse mal custe anualmente cerca de 20 bilhões de euros (cerca de 90 bilhões de reais) à União Europeia, incluindo dias de trabalho perdidos e custos de saúde associados.

Observar alguém que está estressado, especialmente um colega de trabalho ou um membro da família, tem um efeito imediato em nosso sistema nervoso. Esta pesquisa descobriu que 26% das pessoas apresentam altos níveis de cortisol simplesmente por olhar para alguém tenso. Na verdade, não é preciso ver ou ouvir alguém para captar seu estresse. É possível sentir o cheiro. O suor de quem está estressado tem hormônios característicos que são assimilados pelos outros, de acordo com um estudo realizado pelo Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia.

A negatividade e o estresse podem literalmente flutuar no ar. Tal como acontece com maçãs podres que liberam gás etileno e aceleram a maturação das demais numa mesma cesta.

Do chefe ao empregado

Daniel Goleman, psicólogo, antropólogo, jornalista e eminência no campo da inteligência emocional, disseca como esse contágio acontece entre os altos funcionários e os empregados de uma empresa e como isso pode condicionar o desempenho geral numa organização.

Durante sua pesquisa mais recente, Goleman descobriu que, de todos os elementos que afetam o desempenho final, o humor e os comportamentos do líder tem grande influência: eles são transmitidos por uma organização como a eletricidade através dos cabos.

Se o estado de ânimo de um líder e as ações que o acompanham são realmente tão poderosos e podem impulsionar o sucesso nos negócios, uma de suas principais tarefas deve ser cuidar de sua saúde emocional. Ele tem de ser otimista, autêntico e ter energia e se comportar de modo consequente para que os funcionários sintam e ajam dessa maneira.

Mas, por quê? A ciência dos estados de ânimo

O responsável por essa relação entre a emoção dos líderes e o comportamento dos funcionários é o sistema límbico: uma estrutura cerebral considerada o centro de controle emocional dos seres humanos. É um circuito aberto que depende de fontes externas a serem administradas. Isto é, o que acontece no mundo ao nosso redor condiciona a atividade de nosso sistema límbico: dependemos de conexões com outras pessoas para determinar nosso humor.

Levando isso em conta, a pesquisa em neurobiologia afirma que uma pessoa transmite sinais que podem alterar os níveis hormonais, as funções cardiovasculares, os ritmos do sono e até mesmo as funções imunológicas do corpo de outra pessoa. Assim, em todos os aspectos da vida social, nossas fisiologias se entrecruzam.

Diferentes pesquisadores capturaram essa sintonia das emoções no laboratório medindo a frequência cardíaca, por exemplo, de duas pessoas que mantêm uma boa conversa. Quando a interação começa, seus corpos funcionam em ritmos diferentes. Mas, depois de 15 minutos, os perfis fisiológicos de ambos são semelhantes.

Historicamente, já se constatou repetidas vezes como as emoções se espalham de modo irresistível sempre que as pessoas estão próximas umas das outras.

Em 1981, os psicólogos Howard Friedman e Ronald Riggio descobriram que mesmo as interações não-verbais podem afetar outras pessoas. Quando três estranhos se sentam de frente um para o outro em silêncio por um ou dois minutos, o mais emocionalmente expressivo dos três transmite seu estado de ânimo para os outros dois sem proferir uma única palavra.

O mesmo acontece no escritório: os membros do grupo, inconscientemente, captam os sentimentos dos outros.


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