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Publicado em: 23/07/2018

Um curso de pós-graduação sempre enriquece o currículo?

Não necessariamente. "Fazer um curso para colocar um diploma na parede é bobagem", afirma Fernando Mantovani, diretor geral da consultoria Robert Half.

Para saber no que investir, ele recomenda que o profissional descubra, primeiro, aonde quer chegar.

Depois, deve olhar em redes sociais profissionais os currículos daqueles que ocupam a posição desejada e comparar a formação e a experiência que todos têm em comum e o que falta para alcançá-las.

A partir daí, a pessoa terá base para saber o que é valorizado na conquista desse posto.

O engenheiro eletricista Guilherme Rodrigues, 28, trabalha em uma empresa fornecedora de internet. No começo deste ano, começou um MBA em gestão de TI (tecnologia da informação) inspirado no chefe, que está fazendo um curso do mesmo tipo.

"Na empresa não há um plano de carreira. Quis trilhar um caminho similar", afirma.

Além de aprofundar na área de TI, o objetivo de Guilherme é aprender mais sobre liderança e gestão de pessoas para estar pronto para os próximos desafios e promoções.

Um mestrado vale mais que um MBA?

Depende da área de atuação do profissional e da empresa. Segundo a pesquisa da Catho Educação, um analista com mestrado ou doutorado ganha 118% a mais que um profissional do mesmo nível hierárquico com pós ou MBA.

Mas isso não significa que haja uma relação direta entre uma coisa e a outra.

De acordo com Fernando Gaiofatto, gerente da instituição, a explicação está na falta de experiência de quem normalmente ocupa o cargo. Como o MBA é um curso mais curto, quando a pessoa se forma, ainda falta a ela realizações que justifiquem o aumento do salário.

Já entre os analistas, o mestrado e doutorado são mais raros e os cursos demoram mais tempo.

O incremento do salário é, então, uma junção de qualificação e trajetória.

Já no nível de direção, com profissionais mais experientes, a diferença entre os dois grupos é de apenas 2,8%.

Ter experiência em apenas uma empresa deprecia o currículo?

A pessoa pode ter trabalhado a vida inteira em uma só companhia, mas ter passado por várias áreas com realizações importantes em cada uma delas.

"O profissional precisa mostrar a movimentação que fez ali dentro, para deixar claro que não houve acomodação", diz Beatriz Braga, coordenadora do mestrado profissional em gestão e competitividade da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Mas se ele ficou na mesma posição por muitos anos, a não ser que seja o presidente da organização, a situação já fica um pouco mais complicada, segundo Braga.

"Não que a pessoa tenha que sair da empresa só para o currículo ficar bonito, mas, se ela está há muito tempo no mesmo lugar, isso mostra que a carreira estagnou", afirma.

Devo tentar aumentar meu salário levando à empresa uma proposta de outra companhia?

"Isso é um tiro no pé", afirma Fernando Mantovani, da Robert Half. Essa atitude, em geral, é mal vista pelos dois lados, segundo ele.

Pela empresa que ofereceu a proposta, porque o profissional participou do processo seletivo até o fim, se comprometeu em começar no cargo e deixou a companhia na mão.

E pela empresa atual, que pode se sentir chantageada. "Numa necessidade de corte na equipe, o gestor vai se lembrar de que o profissional estava procurando emprego outro dia", afirma Mantovani.

Assim, o melhor é ter uma conversa franca com o gestor. Não significa questionar "vai me dar um aumento?", mas saber como está seu desempenho e se precisa fazer algo a mais para se desenvolver.

Se estiver tudo certo, num segundo momento, vale perguntar ao chefe se pode esperar por um incremento no salário, de quanto e em qual prazo. Se não for suficiente, é hora de buscar uma oportunidade em outro lugar.


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