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Publicado em: 19/06/2018

Hoje, compartilho uma entrevista por mim concedida à jornalista Fernanda Dannemman (FD), do Rio de janeiro em março de 2012 para a revista Les Nouvelles Esthétiques sobre empreendedorismo, empregabilidade e profissionalismo. Será que alguma coisa ainda se aplica nos dias de hoje? No mínimo vale a pena conferir:

FD – Na sua opinião, quais são as grandes atitudes vencedoras que os profissionais de sucesso têm?

NV – Os profissionais de sucesso normalmente têm uma boa idéia, um planejamento e uma capacidade incrível de implementação com foco nos resultados que deseja alcançar. Normalmente, essas pessoas acreditam em suas idéias e em seus benefícios para a sociedade e a abraçam como uma causa, desenvolvendo assim, o seu senso de urgência, que é o que faz as coisas acontecerem no menor espaço de tempo possível, além de cultivar a garra, persistência, resistência a frustrações e amor por aquilo que faz

FD – Quais as mais importantes e por quê?

NV – As três características citadas acima (foco, planejamento e implementação) são de extrema importância já que ao focar você define um objetivo a ser alcançado, o planejamento é a diferença entre o objetivo e o seu estado atual e determina, por sua vez, a trajetória a ser percorrida, o que conhecemos como “plano de ação”, e por fim, a implementação que consiste em colocar o seu plano em prática, avaliar os resultados, mudar o que for necessário e promover a melhoria contínua sistematicamente.

FD – O que é que o mercado está procurando nos profissionais de hoje?

NV – Ética, comprometimento, coerência, congruência entre aquilo que ele pensa e faz, que nos dá uma noção de integridade, além lógico, de uma atitude empreendedora, senso crítico e uma busca incessante por melhoria contínua.

FD – Cursos e especializações são mais importantes do que característisticas de personalidade? Ou seja, o que vale mais, ser especialista em alguma coisa ou ter "tino" para a profissão? (Ou as duas coisas valem o mesmo?)

NV – Na realidade, tudo deve ser colocado na balança: Competência, personalidade, talento, criatividade, desenvolvimento técnico, enfim, tudo! Até porque, de nada adianta ser muito bom tecnicamente em uma profissão se a pessoa apresenta falhas de caráter, tipo: mentir, ludibriar, manipular as pessoas, desrespeitando-as, ainda que esteja obtendo algum resultado, do tipo, “custe o que custar”, concorda?

Assim como apresentar traços evidentes de arrogância, prepotência ou mesmo de humildade exagerada que a leve a agir de forma subserviente ou alegre em demasia, tornando-a, de certa forma, inconveniente ou “fora da realidade”. Não podemos esquecer, no entanto, que o oposto também se faz verdade, quando consideramos uma pessoa honesta, de reputação ilibada, respeitosa, alegre e parcimoniosa, mas que não agrega resultados efetivos e apresenta um desempenho medíocre.

A idéia é fugir dos extremos, buscando cada vez mais o equilíbrio.

Quanto ao valor da especialização ou dom, creio que uma vem seguida da outra em grau de importância.

Eu explico: É necessário, primeiramente, descobrir o seu dom, que determina os seus talentos naturais, normalmente reconhecidos quando se gosta muito daquilo que faz. Um talento se torna evidente quando a pessoa, ao desempenhar uma tarefa, consegue fazê-la mais facilmente que outras pessoas, obtendo resultados extraordinários, mantendo uma constância em sua performance, além de se divertir trabalhando.

Agora, uma vez tendo identificado os seus talentos principais, é necessário desenvolvê-los através de pesquisas, estudos (aqui entram os cursos técnicos e de especialização) e benchmarking, que é a busca por melhores práticas que o levem a desempenhos cada vez melhores.

FD – Como traçar metas, focar objetivos e não se perder no meio do caminho?

NV – Muitas pessoas se perdem no meio do caminho simplesmente porque não definem um objetivo, outras porque têm vários que dividem a sua atenção e a desviam do foco principal, que é uma forma sutil de autossabotagem. Portanto, o ideal é fazer uma coisa de cada vez, estabelecendo objetivos que sejam claros, específicos, mensuráveis, relevantes, positivos e que tenham prazos bem definidos, de preferência com dia, mês, ano e, dependendo da situação, com hora para a sua conclusão, então, a pessoa agirá com foco neste objetivo que deverá ser alcançado dentro do prazo determinado. Se não houver um prazo final, deixa de ser um objetivo.


FD – Que conselhos você dá a quem quer vencer na vida profissional?

NV – Trabalhe por prazer, fazendo aquilo que você ama, perseguindo a evolução contínua para ter um desempenho cada vez melhor, não foque no dinheiro, mas nos resultados positivos que o seu trabalho traz para quem dele se beneficia, seja persistente, prefira o erro à omissão, procure extrair aprendizados das suas experiências de fracasso, entenda que ele constitui apenas um degrau para você atingir seus objetivos, questione-se com freqüência e encontre sempre novas opções para atingir o seu estado desejado, esforce-se, saia da zona de conforto, encontre uma causa e defenda-a com toda a sua força, inove, reinvente-se e ouse, mas cuidado para não abrir mão da coerência, seja flexível o suficiente para promover mudanças quando necessário e jamais deixe de aprender.

FD – Na sua visão de Coach, o que significa "vencer na profissão"?

NV – É quando você faz o que gosta e gosta do que faz, quando você trabalha por mero prazer, se esforçando para ser cada vez melhor sem sofrer com isso; é quando você percebe que está contribuindo de alguma forma com a sociedade, sem pensar apenas no retorno financeiro, porque este é apenas uma conseqüência do seu trabalho; é quando você mantém uma constância em seus resultados sem despender necessariamente um esforço extenuante; é quando você mantém o foco e persiste apesar das intempéries que possam surgir pelo meio do caminho; é quando você simplesmente se diverte com suas atividades profissionais, encontrando alegria, arte e leveza que lhe conferem uma sensação de realização pessoal, qualidade de vida, plenitude e satisfação para si e para as pessoas mais próximas a quem você ama, como a sua família, por exemplo.

(Nelson Vieira)


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