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Publicado em: 16/06/2018

Entre os índices de fracassos dos pequenos e novos negócios, um dos que é pouco considerado pelas estatísticas e estudos sobre o assunto é o que se refere às divergências entre sócios. Culpam-se muito as incertezas da economia; problemas de gestão; fluxo de caixa: capital de giro; má definição do perfil dos clientes, produtos ou serviços.

Mas muito raramente ficamos sabendo quando um negócio desaparece em função de problemas que surgiram entre os sócios e para os quais eles não foram capazes de encontrar uma solução.

Trabalhando de forma muito intensa com a empresa nacional, e mesmo nas experiências que tenho tido em outros países latino-americanos e europeus, tem sido possível observar a importância e complexidade dos vínculos societários.

Comparar a sociedade à um casamento é um erro muito comum. O mesmo é imaginar que uma boa amizade pode tornar-se uma excelente sociedade. Mais grave ainda e tratar o assunto apenas com ironias e humor. O tema merece maior atenção e cuidado, pois é cada vez maior o número de empreendedores que, para dar o passo inicial, necessita de um sócio. E após muitos sonhos esta relação pode tornar-se um pesadelo.

Três prioridades

O assunto é amplo e complexo, Neste artigo vamos tratar de apenas três pontos que nos parecem prioritários.

Amizade não é tudo

Muitos sócios iniciam uma relação profissional à partir de uma sólida amizade. Imaginam que este conhecimento mútuo de longa data será suficiente para manter viva uma relação que tem características completamente diferentes. Uma sociedade é um pacto com finalidades específicas e que exige alguns pré-requisitos: clara visão do objetivo da sociedade; conciliação de interesses coletivos com interesses individuais; afinidades de pontos de vista em relação à postura comercial (ideologia, ética, pressupostos de vida; capacidade de lidar com divergências; confiança mútua; etc).

O entusiasmo muitas vezes impede que os sócios avaliem estas questões.

Sociedade é mais difícil do que casamento

Comparado muitas vezes com a relação conjugal, a sociedade é um vínculo com características muito diferentes. No casamento existe afeto e atração, que muitas vezes dificulta mas também ajuda a resolver certas adversidades. Na sociedade o que existe é um interesse comum em torno de resultados muito mais tangíveis.

Portanto, em muitos casos a emoção ao invés de facilitar, termina dificultando a relação, Na vida conjugal os parceiros tem mais pontos em comum através dos filhos. Na sociedade eles estarão mais sujeitos às influências dos parceiros ou parceiras que não tem nenhum compromisso formal com a mesma. Mas vão influenciar, e muito.

Na vida conjugal será possível conviver de forma tranquila com alguns conflitos de interesse. Na sociedade, eles deverão ser tratados muito abertamente, pois qualquer tentativa de encobri-los ou valorizar o afetivo pode piorar a relação. A vida conjugal tem uma dinâmica mais previsível (casar, ter filhos, encaminhá-los, retomar uma nova fase à sós, ser avô, etc.). A sociedade é uma incógnita que precisa ser revista permanentemente.

Renovação do modelo

Uma relação societária passa por diferentes fases. E muitas destas etapas não decorrem apenas do andamento dos negócios. Elas são muito influenciadas pelo momento de vida de cada um dos sócios.

Já acompanhei muitas cisões, após um acúmulo intenso de conflitos não resolvidos e adiados, onde a verdadeira causa era a mudança dos objetivos pessoais. Como a vida pessoal se altera, e a sociedade foi constituída em um dado momento da vida, podem surgir conflitos que inviabilizem a preservação do modelo inicial. Ou seja, é importante estar atento para quando surgem as crises e tentar trabalhá-las logo. Muitas vezes a solução não é separar-se. É rever o modelo que deu certo até aquele momento, mas agora se esgotou.

É evidente que estamos falando em rever o modelo numa sociedade onde a confiança mútua não foi abalada.

Enquanto persistir a confiança, a sociedade tem futuro ou perspectivas. Perda de confiança é algo de difícil resgate.

Portanto, é fundamental estar atento à relação societária como algo delicado, e que necessita ser renovada permanentemente.

Mas vale a pena, pois todos podem ganhar com este cuidado.

(Renato Bernhoeft)
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