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Publicado em: 26/04/2018

No meio corporativo a todo momento estamos discutindo qualidades essenciais as quais devemos trabalhar no dia a dia. Em meio a este vasto repertório, não ouço muito falar de um adjetivo a qual considero importantíssimo, a autocrítica.

Pessoas que não tem o hábito de olharem para dentro e reverem seus conceitos constantemente terão uma grande dificuldade em se adaptar ao cenário corporativo contemporâneo. Ao discutirmos este tema nos vem logo em mente aqueles pessoas fechadas e burocráticas, incapazes de enxergar o óbvio em sua frente quando não lhes é conveniente. Mas a autocrítica ou a falta dela é mais comum do que nos imaginamos e não se aplica a um perfil específico.

Para os mais jovens, ou melhor, para a geração Y podemos citar a principal causa a arrogância ou excesso de confiança, característica que inviabiliza a sua prática e limita a troca de experiências e conseqüentemente de aprendizado, justo para um grupo em que aprender deveria ser a principal busca nesta fase da carreira.

Mas o mesmo se aplica a profissionais mais experientes que com o tempo se tornaram prepotentes e corrompidos pelo seu ego. Neste caso, temos um problema ainda maior, pois sua decisão tem maior impacto meio.

Tais características são difíceis de serem diagnosticadas nestas pessoas, pois muitas vezes eles enganam a si mesmos por meio de suas ações. Para exemplificar cito um caso em que presenciei um destes profissionais solicitando uma pesquisa de mercado como etapa prévia ao desenvolvimento de um produto. No fundo o que ele queria com esta pesquisa era comprovar algo que o mesmo já julgava ter certeza previamente. Como o resultado contrapôs sua idéia o mesmo foi descartado, não sendo considerado no desenvolvimento do produto.

Mas por que em um cenário tão rico em troca de informações, idéias e conceitos ainda existem pessoas com tanta dificuldade de se auto-analisarem e a reverem seus conceitos ?

Acredito não ter a resposta certa para tal questionamento, mas tenho algumas considerações a fazer que talvez nos ajudem a entender este paradoxo.

Vivemos em uma sociedade que enfrenta grande dificuldade em aceitar as derrotas. Talvez por sermos a todo momento bombardeados por conceitos apresentados pela mídia, a imprensa e publicidade em geral por padrões de sucesso, beleza e felicidade muitas vezes inatingíveis. Até mesmo nas organizações quando aprendemos que a produtividade e eficiência são os valores mais importantes passamos a ver o erro como sinônimo de incompetência e fracasso.

Desta forma, é possível concluir que a causa do problema é cultural.

Tal constatação apresenta uma grande ameaça para as corporações visto que a única certeza do momento é a mudança, e por meio dela faz-se necessário que as pessoas estejam a todo momento se reinventando. Sendo assim, o que podem as empresas fazer de forma a minimizar este problema ?

Como estamos falando de autocrítica, primeiro é preciso que as empresas se auto-avaliem para diagnosticar até que ponto a cultura da organização tem favorecido para esta realidade.

Empresas engessadas, que não tem em seu DNA a busca por melhorias constantes tendem a proporcionar maior acomodação dos profissionais. Quando se tem um ambiente que viabiliza a análise e busca pela melhoria dos resultados, o ato de errar passa a ser visto como uma oportunidade de aprendizado e crescimento corporativo.

Ainda no contexto da cultura das organizações, cabe as mesmas atentarem para sua estrutura hierárquica a fim de entender a forma em que se dá a valorização das pessoas nos diversos níveis. Empresas que não tratam seus funcionários de forma igualitária ou que são altamente competitivas tendem a criar sérios conflitos internos capazes de reprimir a exposição de seus erros e conseqüentemente, a autocrítica, pois ninguém se dará ao luxo de mostrar suas falhas.

Outro ponto fundamental é a contratação de pessoal. A organização deve ter um setor de Recursos Humanos capaz de selecionar pessoas que possuam valores semelhantes aos necessários ao negócio. Em se tratando de uma empresa que possibilite a autocrítica e desenvolvimento de seus profissionais, esta deve buscar no mercado pessoas flexíveis e abertas a novos aprendizados.

Mais do que isso, cabe a organização adotar práticas na rotina que estimulem seus funcionários ao aprendizado contínuo por meio de feedbacks, reunião de equipes e análise de resultados obtidos. As falhas devem ser vistas do ponto de vista de processos e não de pessoas, pois, se algo deu errado é porque de alguma forma o ambiente viabilizou tal erro, ou por falta de tangibilidade das regras de negócio e operação, falha de sistema, ausência de treinamento ou motivação.


Sebastião Nunes é Administrador de Empresas, formado pela Puc Minas com MBA de Gestão da Excelência nas Organizações.
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