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Publicado em: 31/03/2018

Sua mãe estava certa. A biologia comprova que uma maçã podre pode estragar todas as outras que estiverem ao lado. Na vida social, a lógica é a mesma. Uma pessoa que age errado consegue levar um grupo inteiro para o mau caminho.

Os estudiosos Stephen Dimmock e William C. Gerken se debruçaram sobre este ponto por um bom tempo e concluíram que, sim: no meio corporativo, todo mundo tem grandes chances de se deixar levar por atitudes tóxicas.

Em um artigo publicado na Harvard Business Review , a dupla conclui que 37% das pessoas são mais suscetíveis a quebrar regras quando se aproximam de alguém com más condutas. São vários os comportamentos capazes de intoxicar um grupo.

A coach e pesquisadora Erika Lotz, da Estácio Curitiba, lembra que é bom ficar atento a situações em que um colega desvaloriza a si mesmo, dispende muita energia para falar mal dos outros, só vê defeitos no trabalho alheio ou foca mais nas perdas do que nos ganhos mediante um modelo mental extremamente rígido.

Com pessoas assim por perto, projetos grandes podem ir por água abaixo. Pode ser que relações entre amigos se fragilizem, a motivação na empresa caia e a produtividade também. Aliado à falta de comunicação, o problema pode virar uma avalanche. Empresas cuja cultura não abarque o fomento ao feedback e a políticas de transparências têm grandes riscos em contextos como estes.

E se a “maçã podre” da empresa for você?

Como saber se você não é a má influência em questão? Pode acontecer. Erika lembra, inclusive, que um dos comportamentos mais tóxicos e virais é aquele ligado à mania de perseguição constante. Sabe quando alguém está sempre se sentindo injustiçado, perseguido e invejado? Essa pessoa sofre muito e pode causar insegurança, inimizade e insatisfação na equipe toda.

E uma coisa ainda mais séria nisso é que o indivíduo que sempre se vitimiza dificilmente olha para si e, como a culpa é sempre do outro, o sujeito fica cada vez mais distante de solucionar qualquer questão.

É por isso que, para a especialista, trabalhar a inteligência emocional é muito importante, não apenas para não ser impactado por más influências, mas também para se conhecer ao ponto de não prejudicar ninguém e viver com mais leveza.

Você pode procurar padrões de comportamento em seu colega e verificar até que ponto ele não está sendo exageradamente negativo, fofoqueiro e insatisfeito. Depois disso, é preciso fazer a mesma análise para a sua própria conduta.

O que fazer depois de identificar a “maçã podre” da empresa

Identificou um colega tóxico? Está no rumo certo. Este é o primeiro passo para não se deixar influenciar por ele. O gestor é a primeira pessoa que pode auxiliá-lo. A solução deve partir de um bom feedback, uma conversa franca e empática sobre algum problema que a equipe identifique no ambiente. “Mas o bate-papo não pode ser agressivo. Tem sempre aquela pessoa grossa que diz ‘eu falo o que penso porque sou sincera’ e acaba piorando a situação toda”, destaca Erika.

Quando você não é o chefe, pode pedir ao superior que faça esse meio de campo. Para tudo dar certo, é bom que o líder seja referência entre a equipe. Aliás, quando a empresa possui lideranças sérias e confiáveis é muito menos comum que condutas ruins afetem o setor, conforme explica a Gestora de Executive Search da consultoria De Bernt, Rubia Pereira. Para ela, a transparência, a confiança e a credibilidade construída dentro da companhia são verdadeiros antídotos contra comportamentos tóxicos e influências ruins.

Boas correntes também são “contagiosas”

O mal pode se alastrar, mas o bem também tem força. Erika, que é adepta da chamada Psicologia Positiva, defende que um simples bom dia é capaz de mudar o humor de quem estiver por perto. Para o especialista em gestão de pessoas, Joel Ziemann Ferruci, da Uninter, atitudes éticas devem ser cultivadas dia a dia e, assim, qualquer má influência não terá muito espaço para avançar. ”Quando se é sempre entusiasta, humilde, comprometido e focado no bem coletivo, as coisas tendem a dar certo”.
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