AECambuí | CDL
Associação Empresarial de Cambuí






QUEM SOMOS | SERVIÇOS | ASSOCIADOS | PROFISSIONAL AUTÔNOMO | EMERGÊNCIA CAMBUÍ | CONTATO
Ligue para AECambui » (35) 3431-3046
» Revista "O Empresário"
» Banco de Currículo
» Últimas Notícias
» A legislação e o empresário
» Auto-Ajuda
» Comportamento
» comunicação
» Conselhos Úteis
» Finanças ao seu alcance
» Jurisprudência
» Momento Empresarial
» Tipos de Consultas SCPC
» Vida saudável
» Turismo
» Fotos da Cidade
» Fotos dos Cursos
» Memória Viva


VOLTAR
Últimas Notícias


Publicado em: 20/12/2017

Dezoito filmes, 21 prêmios, reconhecimento internacional. Quem passa os olhos pelo denso currículo da atriz Emma Watson talvez não imagine que a parisiense já se sentiu uma fraude. A estrela de Harry Potter chegou a dizer certa vez à revista Rookie que quanto melhor se sai, maior é seu sentimento de inadequação, como se em algum momento alguém fosse descobrir que ela não merece nada do que conquistou.

Estudo revela que noites mal dormidas podem custar bilhões à economia de um paísComo as empresas recebem profissionais que deixaram seus cargos para empreenderMais de um terço da geração Y tem um segundo emprego, diz pesquisa

Emma não é a única a se sentir assim. Estudado desde 1978, quando foi descoberto pelas psicólogas estadunidenses Pauline Clance e Suzanne Imes, a chamada síndrome do impostor também já atingiu as atrizes Kate Winslett e Renée Zellweger, a chefe de operações do Facebook Sheryl Sandberg e o escritor Neil Gaiman.

O Centro de Aconselhamento do Instituto Califórnia de Tecnologia definiu o problema como uma série de sentimentos de inadequação que persistem mesmo quando as evidências indicam o oposto. Quem sofre da síndrome não consegue enxergar sua importância no próprio sucesso e sempre o atribui a circunstâncias externas, como a sorte ou algum encanto repentino.

Segundo especialistas, embora em torno de 70% das pessoas do mundo experimentem esse tipo de sentimento em alguma fase da vida, o excesso desta impressão de fracasso pode comprometer carreiras promissoras.

Você se sente uma fraude?

9 indícios de que você pode estar sendo vítima da Síndrome do Impostor

Você está a todo tempo se comparando a pessoas de nível hierárquico muito superior ao seu;

Você acha que qualquer um consegue fazer seu trabalho;

Você se sente desconfortável com elogios no emprego e acredita que não os merece;

Você se boicota e procrastina tudo com medo de errar ou parte para o outro extremo: quanto mais sucesso atinge, mais se empenha para impedir que alguém descubra que você não é tão bom como pensam.

Você acredita que seu sucesso é pura sorte;

Você sofre muito com críticas - mesmo aquelas construtivas;

Você é extremamente perfeccionista com o próprio trabalho;

Você se sente mais aliviado do que feliz quando é bem sucedido em uma tarefa;

Você sofre todo o tempo todo com medo de errar;

Conforme explica a psicóloga do PUC Talentos, Daniella Forster, uma vez inseguro, o bom profissional pode desenvolver sérios transtornos de ansiedade, síndrome de burnout e, em alguns casos, até depressão.

Além disso, como imagina que a qualquer momento pode ser desmascarado, tende a procrastinar decisões com medo de errar ou se tornar um workaholinc , com receio de não conseguir superar as expectativas dos outros. Em qualquer uma destas extremidades, o sujeito entra em um círculo vicioso que pode atravancar sua carreira.

Perfil

Daniella explica que a síndrome é muito comum entre pessoas esforçadas e perfeccionistas. Como a dedicação é algo espontâneo na rotina delas, não conseguem identificar o que fizeram de diferente para alcançarem o que têm. A falta de autoconhecimento impede que o indivíduo enxergue seu potencial e impossibilita que ele tenha a dimensão do quanto ainda pode fazer. Isso gera medo e insegurança.

O alto nível de comparação é outro ponto comum entre quem se sente um impostor. De acordo com a coach Elenice Brusque, pessoas com este perfil tendem a estabelecer padrões muito elevados para si mesmas, tomando como referência gente muito acima da média. Com tamanha exigência, embora sejam bons no que fazem, estas elas nunca se sentem boas o bastante.

O articulista de comportamento do The Guardian Oliver Burkeman aponta outra forma equivocada de comparação entre as vítimas da síndrome: muita gente compara o próprio interior ao exterior dos outros. Quando esse interior está repleto de insegurança, a pessoa, obviamente, se vê em desvantagem.

Homens e mulheres

Quase quatro décadas depois dos primeiros estudos sobre a síndrome do impostor, poucas conclusões foram obtidas. Segundo a escritora Valerie Young, que estuda o tema há um bom tempo, uma das coisas que realmente se sabe é que o índice de mulheres com o problema é maior do que entre os homens.

De acordo com a psicóloga, que é autora do livro “Os pensamentos secretos das mulheres de sucesso”, há duas principais razões para isto e o primeiro se diz respeito ao fato de mulheres buscarem mais ajuda. Não por acaso, em torno de 90% dos estudos sobre o assunto são escritos por elas.

O outro motivo se refere à cultura machista que ainda impera na sociedade. É em decorrência dela que as mulheres estão mais propensas a justificar seus fracassos em uma suposta falta de habilidades, enquanto os homens costumam atribuir seus problemas a fatores externos.

Autoestima

Está enganado quem pensa que a síndrome do impostor é mero problema de autoestima. De acordo com Valerie, quem tem baixa autoestima se sente mal em todas as esferas da vida. Quem tem a síndrome tende a sofrer apenas quando precisa executar tarefas mediante elevadas expectativas. “Você não se sente como um impostor quando passeia com o seu cachorro, por exemplo. E sim quando é contratado para um novo emprego ou precisa fazer uma apresentação”, escreve.

Autoconhecimento
Quebrar o círculo do impostor requer, em primeiro lugar, muito autoconhecimento, segundo Daniela. A pessoa precisa saber olhar para si mesma, reconhecer a síndrome, e deixar de entender o próprio sucesso dentro de um processo mágico.

Assim que percebe que o medo se transformou em uma pedra em seu caminho profissional, a pessoa precisa procurar ajuda o quanto antes para não paralisar, segundo Elenice.

O apoio de um coach, mentor ou psicólogo pode ajudar muito nesse processo.Só assim, será possível transformar a insegurança em um desafio bom e com tudo para dar certo.


AECambuí | CDL - Associação Empresarial de Cambuí
Agência WebSide