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Publicado em: 22/10/2017

Há exatos 30 anos, o mercado acordou de mau humor – uma segunda-feira qualquer, perdida no meio de outubro de 1987. Mercados na Ásia caíram. Londres abriu mais para baixo depois de uma sexta sem pregão. As ordens de venda se acumularam.

Um pouco mais de tensão entre Irã e EUA, uns navios para cá, algumas bravatas para lá.

Até hoje, ninguém sabe direito o que aconteceu.

Simplesmente alguém gritou “fogo!”.

Porta pequena, multidão grande.

Hong Kong: -45,5 por cento; Austrália: -41,8 por cento;Reino Unido: -26,5 por cento.

O Dow Jones caiu nada menos do que 22,61 por cento em um único dia.

Até hoje, é a maior queda diária da história do índice.

Nenhum modelo de risco previu nem poderia prever.

A realidade não cabe nas telas de computadores. O mundo é muito mais complexo do que as planilhas de Excel.

O “mercado” não é uma entidade racional, que segue mínimas, máximas, valuations e teorias. É uma imensa feira, com pessoas de todo tipo comprando e vendendo ativos pelos mais diversos motivos.

Tem o trader que não usa o sapato que ganhou da esposa porque dá azar.

Tem o analista que acredita em sinais do além.

Tem também o investidor que compra a ação só porque ela custa um real e, por isso, está barata.

Nas mesas dos maiores bancos de investimento estão sentados jovens de 20 anos, virados da balada com muita vodca na cabeça e vai saber mais o que no nariz.

Tem aquele que só acredita no poder dos dividendos e o outro que tem certeza de que descobriu o valor exato de uma empresa – está só esperando a tal da margem de segurança para comprar tudo!

No mundo real não tem homo economicus, é só o sapiens, que não sabe de nada, tem medo de gato preto e nunca ouviu falar em utilidade!

Os modelos de VaR, as teorias de eficiência do mercado e as matrizes de variância e covariância estão muito mais distantes do dia a dia do mercado do que as quadras da NBA ou os campos do Brasileirão.

Como Rodriguinho, Jô e Romero poderiam competir com Borja, Felipe Melo e Guerra?

Como saber que Magazine Luiza seria o maior destaque da Bolsa em 2017?

Como prever que você chegaria em casa no meio de maio e ouviria Temer falando “Tem que manter isso aí” paraJoesley?

Como colocar o 11 de Setembro, o "flash crash" ou o impeachment da Dilma em meus modelos?

“Ah, isso aí é anedota, tem que descartar esses dados”.

Se o cobertor é curto, por que não cortar fora meus pés?

Sinceramente, há mais utilidade prática nos ensinamentos de LeBron James e Lionel Messi do que na literatura de Harry Markowitz e Eugene Fama.
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