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Publicado em: 05/10/2017

Mulheres ainda estão bem longe de receber o mesmo que os homens e os negros demorarão ainda mais para terem os mesmos salários dos brancos no Brasil. É isso que demonstra o relatório “A distância que nos une: um retrato das desigualdades brasileiras”, divulgado na última segunda-feira (25), pelo braço nacional da Oxfam — confederação mundial presente em mais de 100 países que trabalha pelo fim da pobreza e da desigualdade.

Segundo os resultados do estudo, as mulheres só alcançarão salários iguais aos dos homens em duas décadas. Em 2015, enquanto a renda média do homem brasileiro era de R$ 1.508, a das mulheres era de R$ 938. “Mantida a tendência dos últimos 20 anos, a Oxfam Brasil calcula que mulheres terão equiparação salarial somente em 2047”, diz o relatório.


A organização ainda destaca o salto da inserção da mulher no mercado de trabalho recentemente. “Entre 1991 e 2010, a proporção de mulheres que buscaram inserção no mercado saltou de 35% para 53%. Esta proporção era de apenas 17% em 1960, indicando uma tendência histórica relativamente recente, e ainda incompleta”.

Trabalho e renda feminina

A maioria daquelas que não conseguem ingressar na População Economicamente Ativa (47%) estão em idade produtiva, têm escolaridade média superior à dos homens inativos, têm filhos e são casadas. “São traços de uma sociedade profundamente patriarcal, que joga para a mulher a maior parte do trabalho reprodutivo – não remunerado. Aqui reside um dos nossos maiores obstáculos para a redução drástica de desigualdades de gênero no Brasil”, aponta a pesquisa.

A renda também desempenha um papel na manutenção da desigualdade. Os dados da Pnad Contínua do quarto trimestre de 2016 mostram que mulheres só são maioria (65%) na faixa entre 0 e 1,5 salários mínimos. Na faixa superior a dez salários mínimos, no entanto, há o dobro de homens.

Questão racial

Se as desigualdades entre homens e mulheres já impressionam, quando o assunto é raça o abismo é ainda maior. De acordo com a mesma base de dados, 80% da população negra brasileira ganha até dois salários mínimos. Quando o foco é na faixa de remuneração superior a dez salários mínimos, há quatro brancos para cada negro.

Considerando todas as rendas, em 2015 negros ganhavam, em média, metade do salário dos brancos: R$ 898 em comparação com R$ 1.589 por mês. “Em vinte anos, os rendimentos dos negros passaram de 45% do valor dos rendimentos dos brancos para apenas 57%. Se mantido o ritmo de inclusão de negros observado nesse período, a equiparação da renda média com a dos brancos ocorrerá somente em 2089”, diz o relatório.

Além disso, três quartos dos brasileiros que estão na faixa dos 10% mais pobres – a que mais gasta com impostos – são negros e mais da metade são mulheres. Entre os 10% mais ricos, aqueles que pagam a menor quantidade relativa de impostos, dois em cada três são brancos e são homens.

“O Brasil só poderá dizer que é realmente um Estado democrático de direito se oferecer condições melhores para sua população. E isso não vem acontecendo”, disse Oded Grajew, presidente do Conselho Deliberativo da Oxfam Brasil, em comunicado à imprensa. “As desigualdades entre pobres e ricos, negros e brancos, mulheres e homens não são um problema de poucos, mas um problema de todos. Esta é a distância que nos une”.


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