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Publicado em: 02/10/2017

Lembra-se de quando você estava na escola e o professor falava que a prova só estava difícil para quem não estudou? Com entrevista de emprego é mais ou menos assim. Quando a pessoa está bem preparada, não há motivo para pânico.

Embora agir com espontaneidade seja fundamental para um bom desempenho, saber o que não se deve fazer nessas ocasiões é bastante oportuno.

Um erro fatal indicado pelo CEO da Odgers Berndtson Brasil, Luiz Wever, é ir para um processo seletivo sem fazer uma avaliação profunda sobre a empresa pretendida.

— O candidato tem que conhecer todos os aspectos culturais e segmentos de mercado envolvidos no negócio — diz ele. — É por meio da demonstração desse conhecimento que o entrevistador entenderá qual a capacidade daquela pessoa para contribuir para a companhia.

Segundo Wever, os profissionais ainda se preocupam muito com a entrevista em si, mas negligenciam o processo de preparação para a mesma. Por isso, é importante ler sobre a organização na imprensa em geral e em publicações especializadas, além de conversar com funcionários que tenham experiência ali.

Ter essa bagagem proporcionará mais segurança e naturalidade na hora de responder às perguntas. E se aparecer um tópico que o candidato não saiba responder, a melhor opção é manter a calma e agir com honestidade.

— Pode até pedir um tempo para pensar e dizer que não está preparado para responder naquele momento. Isso definitivamente é melhor do que inventar — assegura Wever.

Honestidade, aliás, é algo que deve ser prioritário. A mentira nunca deve permear qualquer uma das fases de um processo seletivo, como destaca o diretor executivo da Michael Page, Roberto Picino.

— Se a pessoa tem um hiato de um ano e meio no currículo por ter ficado desempregada, não deve tentar omitir isso numa entrevista. Claro que não é o caso de evidenciar este aspecto, mas se for questionada sobre o assunto, é preciso agir com naturalidade, enfatizando o aprendizado que teve neste período. Se for o caso, pode explicar que a empresa passou por uma restruturação e ressaltar que tudo o que havia sido combinado no contrato foi entregue — aconselha ele.

O mesmo princípio serve para o calcanhar de aquiles de muita gente: o idioma estrangeiro. Para Picino, quem não tem fluência deve explicar até onde é capaz de usar uma língua com segurança.

ARROGÂNCIA NÃO TEM VEZ

Picino também lembra que, por mais bem-sucedido que um profissional seja, jamais deve demonstrar arrogância na hora de expressar suas ideias.

— Às vezes, a pessoa é tão confiante, que acaba criando um personagem. O ideal é ser genuíno no trato — diz ele.

Falar mal de experiências profissionais passadas também é péssimo, como destaca a coordenadora do Programa de Orientação Profissional da UFMG, Delba Barros.

— Se você não tem algo de bom a dizer sobre a empresa ou o chefe anterior, não comente nada. E, caso o entrevistador insista, use evasivas como “tínhamos visões diferentes de como o trabalho deveria ser feito”. Vai soar bem mais elegante — sugere ela.

— Divagações não caem bem numa entrevista. Fale apenas o necessário, respondendo objetivamente às perguntas do recrutador.

Outro erro muito cometido por profissionais em busca de uma vaga é não apresentar uma boa dose de autoconhecimento. Para a diretora da Consultoria LHH no Rio, Cristina Fortes, muitas pessoas perdem a oportunidade de impressionar seus recrutadores por causa disso.

— Saber falar bem das ações que executou ao longo da vida ajuda a evitar improvisos. Temos que ter clareza sobre nossas características e o que nos diferenciou na carreira — aconselha ela.

Para isso, os profissionais devem mergulhar na memória, relembrar dos feedbacks que receberam e resultados positivos produzidos em empregos anteriores.

— Não vale ficar dizendo “sou bom nisso ou naquilo”. Tem que justificar as qualidades com ações concretas — reforça ela.

Com tantas recomendações, também é importante lembrar-se de não agir como um robô. Cristina conta que muita gente perde a espontaneidade e pesa a mão nos clichês, como as pessoas que citam o perfeccionismo como defeito ou afirmam ser “muito focadas nos resultados”.

Outro cuidado fundamental diz respeito a uma informação que todo mundo quer saber: o salário. Este assunto só deve ser abordado quando o recrutador dá espaço para isso.

— Se o candidato ficar perguntando sobre esse aspecto, o entrevistador vai entender que ele ignora as chances de crescimento dentro da companhia ou está mais preocupado com isso do que com o negócio em si — afirma Cristina.

DINÂMICA DE GRUPO

A professora de Laboratório de Carreiras do Ibmec-Rio Betânia Dumolin reforça a lista de recomendações com observações sobre a dinâmica de grupo, um verdadeiro terror dos processos seletivos.

Com ela descreve, este costuma ser um momento em que os participantes são colocados sob pressão justamente para que se esqueçam de suas “máscaras comportamentais”. Então, mais do que nunca, é fundamental ter uma boa consciência sobre como agir.

— Apresentar comportamentos pessimistas ou ficar brigando com outros participantes nesta etapa não vai levar a lugar algum. Enquanto isso, pessoas que conseguem demonstrar proatividade e criatividade são bem-vindas — detalha ela, lembrando que a inteligência emocional está em teste justamente neste momento.

A postura também entra na conta. Como lembra Betânia, não se deve sentar largado na cadeira na hora da entrevista e nem deixar de olhar no olho do entrevistador durante a conversa. Isso inspira confiança.

No quesito aparência, a regra é clara: tem que estar em conformidade com o ambiente de trabalho. Formal, quando o espaço segue esta linha e informal quando este é o tom.

Como não custa lembrar, os celulares devem ser desligados. Dito isso, desejamos a todos uma boa entrevista.
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