AECambuí
Associação Empresarial de Cambuí






QUEM SOMOS | SERVIÇOS | ASSOCIADOS | PROFISSIONAL AUTÔNOMO | EMERGÊNCIA CAMBUÍ | CONTATO
Ligue para AECambui » (35) 3431-2772
» Revista "O Empresário"
» Banco de Currículo
» Últimas Notícias
» Comportamento.
» Comunicação
» Conselhos Úteis
» Consultas Boa Vista Serviço - SCPC
» Finanças ao seu alcance
» Jurisprudência
» Momento Empresarial
» O que é Boa Vista SCPC?
» Serviços Prestados - AECAMBUÍ
» Vida saudável
» Turismo
» Fotos da Cidade
» Fotos dos Cursos
» Memória Viva


Revista O Empresário / Número 98 · Junho de 2006



Senhor juiz, pare agora... o divórcio não vai acontecer. O professor de biologia Antônio Guimarães, de 55 anos, quase pronunciou a frase acima em plena audiência judicial. Às vésperas dela, ele voltou atrás de sua decisão de se separar. O caso de Antônio exemplifica o de tantos casais para os quais o divórcio significa trocar um problema por outro. Por que isso acontece?

Para o psicólogo e pesquisador Armando Corrêa de Siqueira Neto, muitas vezes, a falta de diálogo leva à má compreensão do outro e de si mesmo. E isso dificulta o entendimento do porquê da separação. Para Antônio Guimarães, bastaram quatro meses longe da esposa e dos filhos para descobrir que a crise foi ocasionada por uma depressão passageira.

"Às vezes, é necessário se chegar a extremos para que o desejo desperte e que mudemos o rumo de uma decisão que já tenhamos tomado", acrescenta Armando.

Segundo o pesquisador, no início da relação as pessoas são tomadas por forças químico-afetivas que as levam a uma excitação temporária. Passado este período a personalidade de cada um se apresenta, assim como problemas pessoais antigos ou recentes, temperamento, e as dificuldades tendem a se avolumar. Além disso, surgem ainda problemas financeiros, diferenças de estilo de vida e objetivos ou até mesmo filhos e crises sexuais.

Os entraves podem desencadear o que Armando descreve como Síndrome do Comportamento de Hospedagem, quando, com a rotina da convivência, as pessoas agem, inconscientemente, como um hóspede dentro de sua própria casa. Cumprem com papéis e tratam as questões, antes parcimoniosas, de forma independente. Assim, as discussões e conflitos avolumam-se no processo bola-de-neve.

Para ele, nesses casos caberia uma busca por ajuda especializada. "Contudo, muitas pessoas desconhecem ou são resistentes à idéia de terapia. Acabam por desperdiçar uma melhora em suas vidas pessoais e em conjunto", explica Armando.

A negação de problemas pessoais somada à frustração pelo fracasso da relação e à incriminação da culpa no outro torna a situação mais difícil. Isso faz com que a causa real da separação permaneça oculta. É nesse momento que o psicólogo acredita que é essencial entrar a psicoterapia, auxiliando na compreensão de si mesmo e dos problemas que não enxergamos.

Outro recurso para reduzir os conflitos do divórcio que muitas vezes acaba reunindo novamente os casais é a chamada "mediação". O trabalho conciliatório é, normalmente, indicado por advogados e realizado por assistentes sociais, advogados especializados ou psicólogos em situações em que não se consegue promover o acordo entre as partes no divórcio.

O mediador ajuda restabelecer a comunicação produtiva e ajuda as pessoas a chegar a um acordo favorável para ambas. A psicanalista Eliana Riberti Nazareth, vice-presidente do Centro de Referência em Mediação e Arbitragem, lembra do caso de um casal que após seis encontros de mediação e depois de ter alcançado o restabelecimento do diálogo amigável na relação, foi encaminhado para uma terapia. Com as orientações da mediação e da terapia, o casal optou por manter o casamento.

A psicanalista explica que, na maioria das desistências de divórcios, o casal não desejava a separação realmente, mas sim se livrar de uma situação de incômodo. "Ou cortar um ciclo negativo. As pessoas, muitas vezes, imaginam que o divórcio é saída milagrosa para problemas que, algumas vezes, não são nem mesmo gerados pela relação", diz.

Para evitar desgaste emocional e iniciar ações judiciais desnecessárias, Eliana aconselha: "O casal que se ama só deve se separar quando cada um sentir dentro de si próprio que fez de tudo para salvar a relação. Deve-se fazer uso de todas as técnicas para resolver os possíveis impasses, pois a separação é uma medida muito séria que deixa seqüelas irreversíveis", conclui.

Administração & Política
» Notícia do além
» Lelé da cuca
» Diretoria eleita para a AECambui
» Diretoria eleita para CDL Cambuí
» Humor ferino
» Prevent garante presença
» Prestadora de serviço pode ser obrigada a pagar COFINS
» TSE libera uso de adesivos em automóveis
» Camerata de violões contou com importante apoio local
» Aprenda com os erros dos outros
Colaboradores
» Leia e medite a respeito
» O vento vai soprar
» Caminhando na vida
» Manhãs com energia
» Como o limão previne doenças
» Mais uma vez amor
» Ao vencedor as batatas
Comportamento
» Melhore o dia-a-dia no trabalho
» Malas sem excessos
» Como arrumar namorado
» Os mistérios da homeopatia
» Querem comprar a Amazônia
Comunicação & Internet
» Como falar bem
» Problemas com voz dos professores
» Exercícios para uma voz saudável
» Descubra o que prejudica você
» Bom de papo
» Comunicação difícil
Empreendedorismo
» Consumidor compra o básico bem feito
» Regras do comércio à distância
» Adeus papelada
» Empresas familiares são mais lucrativas
» Uma aula sobre concorrência
» Roteiro para ir a falência
» Conselhos para sociedade entre amigos
Finanças
» Bancos sujeitos ao código
» Como sanear as contas
» Lula sanciona a lei do Simples
» Cuidado com os exageros nos investimentos
» Como ficam as contas de um casal
» BNDES destina recursos para pequenas empresas
» Banco Central de olho nos celulares
» Como vender mais
Humor & Curiosidades
» Dialeto mineiro
» Relatórios policiais
» Filosofia caipira
» Tipos de chefe
» Pesquisa fracassada
Jurisprudência & Segurança
» A diferença entre citação e intimação
» Não pague contas e multas irregulares
» Cuidados
» Golpe jurídico
» Muitas famílias
» Certidão negativa complica empresas
» Entenda o noticiário policial
Mercado de Trabalho & Educação
» Redação nota 10
» Diga sim, diga não...
» Treinamento é essencial para equipe
» As dúvidas do funcionário
» Quem tem amigos,tem tudo
» Trabalho sem culpa
Rapidinhas do Leôncio
» Notas de junho
AECambuí - Associação Empresarial de Cambuí
Agência WebSide