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Comportamento



Publicado em: 16/11/2018

O TOC, o transtorno obsessivo compulsivo, vai além dos sintomas como lavar as mãos repetidas vezes, não pisar em linhas na calçada ou ficar corrigindo quadros tortos na parede.

Pensamentos obsessivos são impulsivos indesejáveis e involuntários, que invadem a consciência da pessoa causando grande ansiedade e obrigando-a a executar rituais ou atos compulsivos que precisam ser realizados como uma resposta aos pensamentos que invadem a mente.

Quem tem esse transtorno mental sofre por ter medo de enfrentar o sentimento de ansiedade e fica grande parte do tempo como se estivesse “em estado de alerta”, como se algo ruim pudesse acontecer à qualquer instante. Os comportamentos obsessivos podem surgir para evitar esse sentimento ou para desfazer um pensamento perturbador, o fato é que rituais dão uma falsa sensação de controle sobre as circunstâncias da vida, dos pensamentos e sentimentos.

No Brasil, é provável que existam ao redor de 2 milhões de indivíduos com o transtorno. Seu início em geral é na adolescência mas, não raro, na infância. Os sintomas podem ser de intensidade leve, mas podem ser muito graves e até incapacitantes. O TOC tende a ser crônico, com os sintomas crescendo ou diminuindo de intensidade ao longo do tempo. Se não tratado pode acompanhar o indivíduo ao longo de toda a sua vida, pois raramente melhora espontaneamente.

Quem tem TOC sabe o quanto é difícil abandonar um ritual porque eles trazem certo alívio ou segurança. Os familiares e amigos que convivem com alguém assim precisam ter paciência e persistência. Não adianta pedir pra pessoa parar de abrir e fechar a porta, por exemplo. Tal reação tende a piorar o relacionamento.

Se você quer ajudar alguém que tenha TOC leve-o à um psiquiatra e um psicólogo, talvez ele precisa de apoio para começar um tratamento que ajude a família a reencontrar um equilíbrio.

(Luciana Biagioni)


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