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Publicado em: 26/04/2013

Recebi um e-mail de um rapaz me dizendo: "a falta de dinheiro e o peso em excesso estão acabando com a minha autoestima". Expliquei para ele que é o contrário. A falta de uma boa autoestima é que o está levando a esses problemas. Vamos entender por que.

Ter uma boa autoestima significa gostar de si mesmo: respeitar, admirar-se, apreciar a própria companhia, aceitar-se de forma incondicional. Todos nós temos pontos fortes na autoestima, mas também temos pontos fracos. São áreas onde não conseguimos nos amar de forma incondicional. Guardamos emoções, pensamentos e sentimentos negativos com relação a nós mesmos que acabam refletindo na qualidade da nossa vida exterior.

Problemas como:

Dificuldades de dizer não e impor limites/ necessidade de aprovação e reconhecimento/ não cuidar da saúde (alimentação inadequada, falta de exercícios etc..)/ falta de cuidado com aparência e higiene pessoal/ falta de zelo com os bens materiais/ timidez/ dificuldade de cultivar amizades/ sentimentos de incompetência/ sensação de não ser bom o suficiente/ sentir-se inadequado/ tendência a se autodepreciar, julgar a si mesmo negativamente/ não se permitir errar/ dificuldade de perdoar a si mesmo/ facilidade em se magoar e se ofender/ medo das críticas e julgamentos/ dificuldade de tomar decisões/ pessimismo/ dificuldade de ficar só/ tendência de se autossabotar para não crescer ou melhorar em uma ou mais áreas da vida/ sentimentos de inferioridade/ vício de interpretar as razões por trás das ações de outras pessoas/ ter pena de si mesmo/ dificuldade de encontrar qualidades em si mesmo/ necessidade de julgar e falar mal dos outros / medo de se relacionar/ dificuldades de ficar a vontade socialmente/ ciúme/ necessidade de bebida ou drogas para se socializar/ levar tudo pelo lado pessoal/ sentir-se vítima da vida/ dificuldade de ver qualidades em terceiros e elogiar/ sentimentos de não merecimento (que podem se manifestar em várias áreas da vida: financeira, relacionamentos, saúde física) etc.. São todos indicadores de que existem pontos fracos na autoestima.

Essas dificuldades relatadas acabam levando a outros problemas: vícios de todos os tipos, ganho de peso, depressão, relacionamentos destrutivos, dificuldades de crescimento profissional, problemas financeiros, pânico, fobia social etc..

A autoestima é bastante afetada durante a infância, período em que estamos em formação. Quanto mais recebemos atenção em forma de reconhecimento, elogios e afeto, mais alimentamos o nosso amor próprio.

A criança aprende a amar e aceitar a si mesma a partir do amor externo que ela recebe dos pais. Com o tempo, ela vai amadurecendo e um dia aprende que não precisa desse amor de fora e que pode amar a si mesma independente de fontes externas.

Entretanto, quando a criança é pouco elogiada, pouco reconhecida, tratada com indiferença, recebe muitas críticas, é abandonada e rejeitada, ela começa a interpretar inconscientemente que tem algo de errado com ela, que não é digna de receber amor e passa, então, a desenvolver problemas de autoestima. A criança passa a não conseguir amar a si mesma, pois não aprendeu como fazer isso e desenvolve autorrejeição e abandono . Torna-se, assim, um adulto que não amadureceu de forma plena emocionalmente e que vive em busca do amor externo, reconhecimento e aprovação de terceiros para se sentir bem.

Pais com boa autoestima conseguem dar para a criança o alimento emocional que ela precisa durante a infância. Mas a maioria dos pais carrega muitas dificuldades emocionais e por isso não consegue suprir a carência dos filhos. E assim ficamos marcados.

Felizmente essas marcas emocionais têm cura. Caso contrário, seríamos reféns de um passado que não temos como mudar.

Com a autoestima mais elevada, nossa vida se torna muito melhor. É mais fácil dizer não e impor limites, o que nos faz construir amizades mais saudáveis pois conseguimos nos fazer respeitar. O mesmo é válido na questão dos relacionamentos amorosos. Além de ficar bem mais fácil atrair uma pessoa com um padrão emocional saudável.

Mais autoestima tem a ver com mais autoconfiança. O medo do julgamento e das críticas diminui e assim podemos seguir nosso verdadeiro caminho, independente do que os outros acham. À medida que a autoestima se eleva, ficamos mais otimistas. Fica mais fácil confiar na vida e empreender seja lá o que for.

Se houvesse um aumento considerável na autoestima geral da população, veríamos os níveis de consumo de bebida alcoólica caírem drasticamente. O álcool é usado como uma muleta para se ficar mais à vontade socialmente, e também para amenizar temporariamente o sofrimento interior que as pessoas carregam. Veríamos ainda uma diminuição de todos os outros tipos de vícios.

Com a melhora da autoestima, muitos começariam até a emagrecer. Não por que fariam um esforço pra isso, e sim, por que o desejo de comer em excesso simplesmente diminuiria. A comida também é utilizada como uma muleta. O prazer que ela proporciona mascara temporariamente o sofrimento latente que acumulamos. Quando estamos mais em paz, livres da nossa negatividade, além de reduzir o impulso de comer mais do que o organismo precisa, diminui-se também a vontade de se alimentar de comidas calóricas como doces e frituras e aumenta o desejo por comidas saudáveis.

Com uma autoestima melhor é bem mais fácil crescer profissionalmente e prosperar, pois os processos inconscientes de autossabotagem que nos levam à autopunição e perdas de oportunidades diminuem.

Com mais autoestima, aumenta também o senso de merecimento e nos tornamos melhores recebedores, sentindo que somos dignos de ter e receber amor, conforto, abundância material, saúde física. A vontade de cuidar de si mesmo se torna algo natural: fazer exercícios, dedicar tempo para autoconhecimento, ir ao dentista... A preguiça e a falta de vontade vão embora, dando lugar à alegria e energia para viver a vida.

Resumindo, cuidar da autoestima é tudo e mais um pouco.

André Lima - EFTPractitioner. *EFT - Emotional Freedom Techniques -




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