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Publicado em: 15/11/2015

Nem tente ofender Linda Rottenberg chamando-a de louca. A fundadora da rede de empreendedores Endeavor deixa bem claro: para ela, é um elogio. Isso porque esse é o maior sinal de que você está no caminho certo. "Se não está sendo chamado de louco, não está pensando grande o suficiente", disse em palestra nesta quarta-feira (11/11), no HSM Expomanagement, em São Paulo.

Foi bem assim quando ela decidiu criar a Endeavor, com o objetivo de estimular o empreendedorismo na América Latina. Ninguém imaginava que daria certo. A palavra "empreendedor" sequer existia nos dicionários daqui. Só depois de muita insistência — inúmeras cartas a editoras —, os livros cederam à pressão. Para ela, foi muito mais porque estavam cansados de ter a Endeavor "enchendo o saco".

E é essa uma das características de Linda (que deveriam ser seguidas por empreendedores de todo o mundo): a persistência. Mas está longe de ser a única. Confira cinco dicas da empreendedora para ter sucesso com a sua startup:

1. Empreendedorismo é um mindset que todo mundo pode, sim, ter. E deve. O principal obstáculo que você vai encontrar? Você mesmo. "A parte mais difícil de ser um empreendedor é se permitir dar continuidade às próprias ideias", diz Linda, listada entre os 100 mais inovadores do século XXI da revista Time. "Temos de estar dispostos a nos dar permissão e sermos chamados de loucos." Desde projetos como Xbox e Doritos até grandes inventores como Thomas Edison: todos foram chamados de loucos. Se você acha que sua ideia é absurda demais e nem sequer tenta, pode estar abrindo mão do que seria a empresa da sua vida.

2. Pare de planejar e começa a fazer. Já descobriu o problema que você vai resolver? Pronto, está bom. Não precisa de mais nada. Segundo Linda, a maioria das grandes empresas começaram com empreendedores que não tinham investimentos milionários em caixa — não tinham nem mesmo tempo para se dedicar totalmente ao negócio. A regra também serve para iniciativas dentro de grandes corporações. "Como chefe, você tem de criar um ambiente para isso", diz a empresária.

3. Você não precisa saber tudo. Aquele gestor que mais parece uma entidade dentro da empresa — a pessoa que parece ter todas as respostas — está ultrapassado. Os profissionais, principalmente os mais jovens, querem ser liderados por chefes transparentes, que admitem que são imperfeitos e não tem problema nenhum com isso. É a tendência de ser flawsome (uma mistura de falha com incrível, em inglês). De acordo com Linda, adotando essa postura, você mostra que errar não é um problema. Como lidar com o suas deficiências? Simples: "contrate pessoas melhores do que você no que você não faz bem. Fortaleça as coisas em que você é forte".

4. Não abra mão da família. Muita gente fala de equilíbrio. Linda diz não gosta muito dessa palavra — ela prefere "integração". Ela percebe que as pessoas não querem mais deixar coisas importantes da vida de lado pelo trabalho. E mais: quando estiverem trabalhando, não pode ser pelo dinheiro. Elas querem significado. Fazer algo de impacto.

Às vezes, é fácil pregar a importância dessa integração, mas difícil cumprir na própria vida. Linda foi forçada da pior maneira. Ela sempre achou que tinha de dar o máximo de si na empresa. Mas aí, teve gêmeas. Em seguida, o marido teve câncer nos ossos. Evidentemente, decidiu focar na família. Quando voltou para valer à empresa, pensou que seria complicado, que sua liderança estaria fragilizada. Ao contrário. As pessoas passaram a enxergá-la como humana. Uma expressão famosa em inglês diz "go big or go home" (algo como "faça grande ou faça em casa"). Mas para ela, tem de ser os dois. "Faça grande 'e' faça em casa."

5. Economia em baixa, empreendedorismo em alta. Segundo Linda, metade das 400 maiores empresas do mundo começaram em tempos de crise. É quando, diz a empreendedora, você mais pode contratar e reter talento de qualidade. Você tem de descobrir como usar o momento difícil a seu favor. "E o maior erro é decidir não investir [agora]", afirma ela.

Um jovem Walt Disney teve seu primerio personagem de sucesso, um coelho, praticamente roubado por uma empresa de publicidade. Se sentia um fracasso e quase não tinha dinheiro. Pior: já tinham feito personagens com todos os bichos possível. Menos um rato, pensou ele. E foi assim que, dentro de um trem, nascia o Mickey Mouse. "Se você na sua empresa não criar o ambiente adequado para fazer com que as pessoas criem um rato dentro do trem no momento mais difícil, vai ser deixado de trás com um coelho por um cara mais jovem."





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